{"id":88787,"date":"2026-05-26T13:14:01","date_gmt":"2026-05-26T16:14:01","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pessoas-negras-sao-maiores-vitimas-de-homicidios-no-pais\/"},"modified":"2026-05-26T13:14:01","modified_gmt":"2026-05-26T16:14:01","slug":"pessoas-negras-sao-maiores-vitimas-de-homicidios-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pessoas-negras-sao-maiores-vitimas-de-homicidios-no-pais\/","title":{"rendered":"Pessoas negras s\u00e3o maiores v\u00edtimas de homic\u00eddios no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>As desigualdades estruturais, aliadas \u00e0 criminalidade em geral e ao forte preconceito racial existente no Brasil, fazem com que a viol\u00eancia letal contra pessoas negras permane\u00e7a em um patamar elevado, de acordo com o\u00a0<em>Atlas da Viol\u00eancia 2026<\/em>, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP). Leia em\u00a0<a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TVT News<\/a>.<\/p>\n<p>S\u00f3 em 2024, foram registrados\u00a0<strong>32.820 homic\u00eddios de pessoas negras, correspondendo a 77% do total de homic\u00eddios<\/strong>\u00a0do pa\u00eds. A taxa verificada foi 27,3 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas negras, o que significa 89,9 pessoas negras assassinadas por dia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre n\u00e3o negros, categoria que abrange brancos, amarelos e ind\u00edgenas, foram contabilizados 9.234 casos nesse ano, \u00e0 taxa de 10,1 homic\u00eddios por grupo de 100 mil pessoas n\u00e3o negras. De acordo com o estudo, a taxa de mortalidade por homic\u00eddio entre negros no Brasil supera em 170,3% a registrada entre n\u00e3o negros.<\/p>\n<p><strong>Na s\u00e9rie hist\u00f3rica compreendida entre 2014 e 2024, 435.551 pessoas negras foram assassinadas no Brasil, contra 132.156 v\u00edtimas entre n\u00e3o negros<\/strong>. Embora tenham ocorrido redu\u00e7\u00f5es nos registros de homic\u00eddios dos dois grupos, a din\u00e2mica foi desigual, segundo o Ipea e o FBSP. Entre n\u00e3o negros, a redu\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 38,9%, enquanto, entre negros, foi 21,7%.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<em>Atlas<\/em>, em termos de risco relativo,<strong>\u00a0um cidad\u00e3o negro tem 2,7 vezes mais chances de ser morto por homic\u00eddio do que um n\u00e3o negro<\/strong>. Em Alagoas, esse risco chega a ser 23,3 vezes maior. O segundo maior risco relativo foi registrado no Amap\u00e1 (16,7), seguido por Sergipe (6,8).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">&gt;&gt; Siga o canal da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<h2>Minorias<\/h2>\n<p>O coordenador do<em>\u00a0Atlas da Viol\u00eancia<\/em>, Daniel Cerqueira, t\u00e9cnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, afirmou \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0que<strong>\u00a0<\/strong>\u201ca quest\u00e3o da viol\u00eancia est\u00e1 aumentando, em muitos casos, contra as minorias\u201d.<\/p>\n<h2>LGBTQIA+<\/h2>\n<p>No que se refere \u00e0 popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, o Atlas aponta que o Estado brasileiro ainda falha em registrar de forma sistem\u00e1tica a motiva\u00e7\u00e3o desses crimes, o que acaba gerando uma \u201cinvisibilidade institucional que dificulta pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes\u201d.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<h5>S\u00e3o Paulo (SP), 22\/12\/2025 \u2013 29\u00aa Parada do Orgulho LGBT+.\u00a0<em>Atlas da Viol\u00eancia 2026<\/em>: Entre 2014 e 2024, a notifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra homossexuais e bissexuais atingiu 212,7%. Foto-arquivo: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil \u2013\u00a0<strong>Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h5>\n<p><strong>Segundo o estudo, as notifica\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra homossexuais e bissexuais tiveram expans\u00e3o de 5,5% de 2023 para 2024, totalizando 10.250 registros, enquanto as notifica\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra pessoas transexuais e travestis cresceram 2,5%, atingindo 5.575 registros.<\/strong><\/p>\n<p>Os casos envolvendo homossexuais mostraram aumento de 4,8% entre 2023 e 2024, passando de 7.043 para 7.378, enquanto os referentes a pessoas bissexuais cresceram 7,4% (de 2.675 para 2.872).<\/p>\n<p>Em 2024, 5.575 pessoas trans e travestis foram v\u00edtimas de viol\u00eancia notificada (+2,6% em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior), sendo que o grupo de travestis registrou crescimento de 4,1% nos casos em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n<p>Entre 2014 e 2024, a notifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra homossexuais e bissexuais atingiu 212,7%, apresentando maior intensidade entre bissexuais (781%) do que entre homossexuais (149,9%). No total, foram registrados 59.790 casos de viol\u00eancia contra pessoas homossexuais e bissexuais no per\u00edodo pesquisado, no pa\u00eds. No per\u00edodo, foram registrados 35.779 casos de viol\u00eancia contra pessoas trans e travestis no sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>De 2023 para 2024, houve queda de 0,6% nos casos contra homens trans, que passaram de 1.307 casos para 1.299.\u00a0<strong>Entre as mulheres trans, foi apontado crescimento de 3,6%, atingindo 3.594 casos em 2024, mais do que o dobro do registrado entre homens trans. Entre travestis, a expans\u00e3o foi 4,1%, chegando a 682 registros no \u00faltimo ano dispon\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<em>Atlas\u00a0<\/em>mostra ainda que pessoas negras correspondem a 67% das v\u00edtimas travestis. O mesmo ocorre entre mulheres transexuais, para as quais pessoas negras representam 61% dos registros, contra 34% de pessoas brancas. No caso de homens transexuais, embora continuem predominando pessoas negras (55%), constata-se distribui\u00e7\u00e3o relativamente menos desigual em compara\u00e7\u00e3o aos demais grupos, com maior participa\u00e7\u00e3o proporcional de pessoas brancas (42%).<\/p>\n<h2>PCDs<\/h2>\n<p><strong>Entre as pessoas com defici\u00eancia, a viol\u00eancia sexual aparece como uma das formas mais cr\u00edticas de vitimiza\u00e7\u00e3o, apresentando maior peso relativo entre pessoas com defici\u00eancia intelectual (35,3%) e transtornos mentais (25,5%), constata o\u00a0<em>Atlas da Viol\u00eancia 2026<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p>Mais uma vez as mulheres s\u00e3o as maiores v\u00edtimas: a viol\u00eancia sexual corresponde a 44,9% das notifica\u00e7\u00f5es entre mulheres com defici\u00eancia intelectual, enquanto homens com a mesma condi\u00e7\u00e3o o \u00edndice \u00e9 20,1%. Para este grupo, a viol\u00eancia dom\u00e9stica concentra os maiores volumes de notifica\u00e7\u00e3o, representando quase 68% dos casos de viol\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>O estudo observa predomin\u00e2ncia significativa de v\u00edtimas com defici\u00eancia intelectual e do sexo feminino (81,5%), superando os homens com a mesma condi\u00e7\u00e3o (37,0%)<\/strong>. Isso resulta em um valor agregado elevado para esse tipo de defici\u00eancia no total das notifica\u00e7\u00f5es (55,1%), sinaliza o levantamento do Ipea e FBSP.<\/p>\n<p>Em todos os contextos de viol\u00eancia, o maior n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es se refere a pessoas com transtornos mentais, seguido pelas notifica\u00e7\u00f5es envolvendo pessoas com defici\u00eancia m\u00faltipla, indica o Atlas. A maior concentra\u00e7\u00e3o de registros e notifica\u00e7\u00f5es envolve pessoas na faixa et\u00e1ria de 10 a 19 anos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise por tipos de viol\u00eancia revela predom\u00ednio de neglig\u00eancia e abandono na inf\u00e2ncia (0 a 9 anos), somando 37,7%, seguido pela viol\u00eancia sexual (32,3%) e f\u00edsica (29,8%). Na adolesc\u00eancia (10 a 19 anos), a viol\u00eancia sexual atinge seu ponto mais alto (40,4%), al\u00e9m de aumento da viol\u00eancia f\u00edsica.<strong>\u00a0Na vida adulta (20 a 49 anos), essa viol\u00eancia f\u00edsica tem predom\u00ednio, atingindo entre 63% e 69% das notifica\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>O Atlas mostra tamb\u00e9m que a viol\u00eancia psicol\u00f3gica cresce gradualmente at\u00e9 a meia-idade, alcan\u00e7ando o m\u00e1ximo entre 50 e 59 anos (39,2%). A partir dos 60 anos, ocorre aumento expressivo da neglig\u00eancia e do abandono, que passam a responder por 44,0% das notifica\u00e7\u00f5es entre 60 e 69 anos e chegam a 72,4% entre pessoas com 80 anos ou mais.<\/p>\n<h2>Ind\u00edgenas<\/h2>\n<p>Com base nos dados apurados, o\u00a0<em>Atlas da Viol\u00eancia<\/em>\u00a0aponta para um cen\u00e1rio cr\u00edtico de vulnerabilidade e de viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas no Brasil, marcado por disputas territoriais e crescimento alarmante de indicadores de letalidade e abusos contra mulheres.<\/p>\n<figure><figcaption>Bras\u00edlia (DF) 07\/04\/2026 \u2013\u00a0<em>Atlas<\/em>: no\u00a0Amazonas, o n\u00famero de homic\u00eddios de ind\u00edgenas dobrou em um ano, passando de 36 casos, em 2023, para 73 em 2024 Foto-arquivo: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/ Ag\u00eancia Brasil \u2013\u00a0<strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom\/ Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2014, a taxa de homic\u00eddios registrada entre ind\u00edgenas (61,9 homic\u00eddios por 100 mil ind\u00edgenas) equivalia a mais do que o dobro da nacional (30,2), caindo para 24,6 por 100 mil ind\u00edgenas em 2019.<\/p>\n<p><strong>A partir de 2023, a taxa de homic\u00eddios entre ind\u00edgenas voltou a crescer, atingindo 23,4. Em 2024, voltou a subir (24,6), em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 queda na taxa nacional, que atingiu 20 por 100 mil habitantes, em 2024. Em termos relativos, o estudo indica que a taxa ind\u00edgena em 2024 foi cerca de 22% acima da taxa nacional.<\/strong><\/p>\n<p>No estado do Amazonas, o n\u00famero de homic\u00eddios de ind\u00edgenas dobrou em um ano, passando de 36 casos, em 2023, para 73 em 2024, resultando em expans\u00e3o de 123,4% na taxa de letalidade. Tamb\u00e9m na Bahia foi constatado crescimento de 84,6% dos assassinatos no mesmo per\u00edodo, como resultado de novos focos de conflito.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<em>Atlas<\/em>, a viol\u00eancia contra ind\u00edgenas \u00e9 fortemente territorializada e vinculada a contextos de conflito socioambiental.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 viol\u00eancia contra \u00e0s mulheres ind\u00edgenas, o levantamento revela crescimento consistente na s\u00e9rie hist\u00f3rica entre 2014 e 2024, com base em dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS).<\/p>\n<p>A viol\u00eancia f\u00edsica foi a forma predominante em todo o per\u00edodo, evoluindo de 359 casos, em 2014, para 1.330, em 2024, com pequena retra\u00e7\u00e3o em 2020, associada \u00e0 pandemia da Covid-19 e \u00e0s dificuldades de registro. Essa redu\u00e7\u00e3o foi seguida, contudo, de forte acelera\u00e7\u00e3o nos anos posteriores.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia sexual apresentou a trajet\u00f3ria mais preocupante em termos de crescimento relativo. Os casos subiram de 115 em 2014, para 669, em 2024. Ocorreu tamb\u00e9m agravamento da viol\u00eancia, com maior incid\u00eancia de formas mais graves e invasivas.<\/p>\n<p><strong>Nos 11 anos analisados, a neglig\u00eancia passou de 21 para 168 casos, enquanto a viol\u00eancia psicol\u00f3gica cresceu de 23 para 155.<\/strong><\/p>\n<h2>Idosos<\/h2>\n<p>No que diz respeito \u00e0 popula\u00e7\u00e3o idosa, entre 2014 e 2024, os registros de viol\u00eancia interpessoal de idosos no sistema de sa\u00fade cresceram 226,3%, somando 30.097 casos anuais.<strong>\u00a0Aqui a quest\u00e3o racial tamb\u00e9m se destaca: homens\u00a0idosos negros\u00a0t\u00eam taxa de vitimiza\u00e7\u00e3o letal 1,7 vez maior que homens n\u00e3o negros da mesma idade. Entre as mulheres idosas, essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1,3 vez.<\/strong><\/p>\n<figure><figcaption>No contexto de envelhecimento populacional, t\u00eam destaque as mortes por queda, diz o\u00a0<em>Atlas da Viol\u00eancia 2026<\/em>. \u2013\u00a0<strong>Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>O<em>\u00a0Atlas<\/em>\u00a0atribui parte desse aumento \u00e0 expans\u00e3o e aperfei\u00e7oamento da rede do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, respons\u00e1vel por fazer os registros. Por outro lado, os 30.097 casos de viol\u00eancia contra idosos registrados na rede de sa\u00fade em 2024, correspondentes \u00e0 taxa de 88,4 notifica\u00e7\u00f5es por 100 mil idosos, revelam que as agress\u00f5es contra os idosos no pa\u00eds constitui um problema grave e de grande dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, enquanto o n\u00famero de homic\u00eddios entre pessoas idosas diminuiu 13,3%, nos \u00faltimos 11 anos, a taxa por 100 mil idosos caiu 39,2%, muito em fun\u00e7\u00e3o do aumento da popula\u00e7\u00e3o idosa no Brasil.<\/p>\n<p><strong>A taxa de homic\u00eddio no pa\u00eds, em 2024, foi de 5,9 por 100 mil idosos, o que correspondeu ao homic\u00eddio de 2.007 pessoas com mais de 60 anos no pa\u00eds.<\/strong>\u00a0Ao desagregar os n\u00fameros por grupos demogr\u00e1ficos, considerando o sexo e a ra\u00e7a\/cor, o levantamento destaca tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o nas taxas por 100 mil habitantes para todos os grupos.<\/p>\n<p>Em 2024, a taxa de homic\u00eddios entre homens negros idosos foi de 14,5 por 100 mil, representando redu\u00e7\u00e3o de 35,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2014 (22,3 por 100 mil). Entre os homens n\u00e3o negros, a diminui\u00e7\u00e3o atingiu 45,4% no mesmo per\u00edodo (de 15,2 para 8,3 por 100 mil). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres idosas, verificou-se que apresentam taxas significativamente menores, com as mulheres negras registrando 1,9 por 100 mil em 2024 (queda de 20,8%) e as mulheres n\u00e3o negras, 1,4 por 100 mil (queda de 44,0%).<\/p>\n<h2>Quedas<\/h2>\n<p><strong>No contexto de envelhecimento populacional, tem destaque as mortes por queda, definidas como uma das principais causas de mortalidade por causas externas entre os idosos.<\/strong>\u00a0A partir da mudan\u00e7a no regime demogr\u00e1fico brasileiro rumo ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ou a ocorrer na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21, foi percebida maior acelera\u00e7\u00e3o nos \u00f3bitos por queda.<\/p>\n<p>De 2000 em diante, constatou-se que enquanto os homic\u00eddios dos homens diminu\u00edram 6,6%, os \u00f3bitos por queda aumentaram 345%. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais expressiva: enquanto os homic\u00eddios de mulheres ca\u00edram 2,8%, os \u00f3bitos por queda aumentaram 630%.<\/p>\n<p><strong>O estudo sugere\u00a0a formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para o enfrentamento da viol\u00eancia contra a pessoa idosa e a preven\u00e7\u00e3o de quedas, que sejam baseadas em evid\u00eancias cient\u00edficas<\/strong>.<\/p>\n<p><em>Alana Gandra \u2013 Rep\u00f3rter da <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-05\/pessoas-negras-sao-maiores-vitimas-da-violencia-letal-no-pais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/em><\/p>\n<\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/pessoas-negras-sao-maiores-vitimas-de-homicidios-no-pais\/\">Pessoas negras s\u00e3o maiores v\u00edtimas de homic\u00eddios no pa\u00eds<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/\">TVT News<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/congresso-argentino-derruba-veto-de-milei-e-abre-crise-sobre-modelo-de-ajuste\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/969137-20250904li-01-sesion-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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