{"id":88798,"date":"2026-05-26T14:31:29","date_gmt":"2026-05-26T17:31:29","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/rayo-vallecano-quando-um-bairro-ousa-tomar-os-ceus-de-assalto\/"},"modified":"2026-05-26T14:31:29","modified_gmt":"2026-05-26T17:31:29","slug":"rayo-vallecano-quando-um-bairro-ousa-tomar-os-ceus-de-assalto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/rayo-vallecano-quando-um-bairro-ousa-tomar-os-ceus-de-assalto\/","title":{"rendered":"Rayo Vallecano, quando um bairro ousa tomar os c\u00e9us de assalto"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"585\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Foto-Tiago-Alves.jpeg\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Foto-Tiago-Alves-1024x585.jpeg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Foto-Tiago-Alves-300x171.jpeg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Foto-Tiago-Alves-768x439.jpeg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Foto-Tiago-Alves-1536x877.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Foto-Tiago-Alves.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>Existe algo profundamente pol\u00edtico em Vallecas, e talvez isso comece muito antes do futebol. Antes mesmo do Rayo Vallecano existir, o bairro j\u00e1 era territ\u00f3rio de trabalhadores, migrantes, resist\u00eancia popular e organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria. Incorporado oficialmente a Madrid apenas no s\u00e9culo XX, Vallecas cresceu rapidamente durante os processos de industrializa\u00e7\u00e3o espanhola, recebendo milhares de fam\u00edlias pobres vindas de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds e consolidando uma identidade fortemente ligada \u00e0s lutas sociais urbanas.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, Vallecas transformou-se em uma das periferias oper\u00e1rias mais importantes da capital espanhola. Ali concentraram-se movimentos sindicais, organiza\u00e7\u00f5es clandestinas, associa\u00e7\u00f5es de bairro e formas populares de resist\u00eancia social durante a ditadura de Francisco Franco. Essa mem\u00f3ria pol\u00edtica ainda atravessa as ruas do bairro, os murais antifascistas, as bandeiras republicanas penduradas nas janelas, os centros sociais populares e as faixas de solidariedade internacional espalhadas entre pequenos bares, edif\u00edcios residenciais e pra\u00e7as.<\/p>\n<p>Mas existe tamb\u00e9m outra disputa muito presente em Vallecas, talvez uma das mais importantes da Madrid contempor\u00e2nea. A luta por moradia. Assim como em outras regi\u00f5es populares da cidade, o bairro enfrenta, h\u00e1 anos, os impactos da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, do aumento brutal dos alugu\u00e9is e da expuls\u00e3o gradual de moradores hist\u00f3ricos. Movimentos populares, coletivos locais e organiza\u00e7\u00f5es sociais mant\u00eam mobiliza\u00e7\u00f5es frequentes contra despejos e contra a transforma\u00e7\u00e3o de partes da capital espanhola em territ\u00f3rios submetidos exclusivamente \u00e0 l\u00f3gica tur\u00edstica e financeira.<\/p>\n<p>Essa dimens\u00e3o social ajuda a explicar o Rayo Vallecano. Fundado em 1924, o clube cresceu como express\u00e3o esportiva de uma regi\u00e3o historicamente marginalizada dentro da pr\u00f3pria capital espanhola. Enquanto Real e Atl\u00e9tico representavam o poder econ\u00f4mico, institucional e central de Madrid, o Rayo construiu sua identidade a partir da periferia oper\u00e1ria. Por isso, em Vallecas, o clube nunca foi apenas futebol. Tornou-se extens\u00e3o emocional, pol\u00edtica e cultural da comunidade.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria trajet\u00f3ria de Vallecas carrega marcas profundas da viol\u00eancia franquista. Ap\u00f3s a Guerra Civil Espanhola, a regi\u00e3o tornou-se um dos territ\u00f3rios populares mais duramente atingidos pela repress\u00e3o pol\u00edtica, pela persegui\u00e7\u00e3o a republicanos e pela pobreza estrutural imposta pela ditadura. Essa mem\u00f3ria coletiva atravessa, at\u00e9 hoje, as arquibancadas do Rayo Vallecano, onde bandeiras republicanas, s\u00edmbolos antifascistas e refer\u00eancias \u00e0 resist\u00eancia popular aparecem como parte natural da identidade da torcida.<\/p>\n<p>O atual Est\u00e1dio de Vallecas, inaugurado em 1976, no contexto final da ditadura e da transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica espanhola, tornou-se um dos espa\u00e7os mais simb\u00f3licos do futebol popular europeu. Ali, o antifascismo n\u00e3o aparece como est\u00e9tica ocasional de arquibancada. Ele faz parte da mem\u00f3ria social do territ\u00f3rio. As bandeiras da Palestina apareciam de forma marcante em diferentes setores do est\u00e1dio e das ruas pr\u00f3ximas, assim como as bandeiras republicanas espanholas. Em Vallecas, os s\u00edmbolos pol\u00edticos n\u00e3o surgem como decora\u00e7\u00e3o epis\u00f3dica, mas como express\u00e3o cotidiana de pertencimento coletivo.<\/p>\n<p>Grande parte dessa identidade foi constru\u00edda tamb\u00e9m pela torcida organizada, os \u201cPiratas\u201d de Vallecas. Criados nos anos 1990, os Bukaneros transformaram-se em uma das torcidas antifascistas mais conhecidas da Europa. Muito al\u00e9m do apoio ao time, participaram de campanhas contra despejos, arrecada\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias para fam\u00edlias trabalhadoras, a\u00e7\u00f5es de apoio a refugiados, mobiliza\u00e7\u00f5es contra a extrema direita e iniciativas de defesa dos servi\u00e7os p\u00fablicos e da moradia popular. Ao longo dos anos, ajudaram a consolidar internacionalmente a imagem do Rayo Vallecano como uma equipe profundamente ligada \u00e0s lutas sociais do seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Cheguei ao Est\u00e1dio de Vallecas e antes da partida, o ambiente ao redor do est\u00e1dio j\u00e1 revelava que ali acontecia algo diferente do futebol convencional europeu. Os bares estavam lotados, fam\u00edlias inteiras ocupavam as cal\u00e7adas, vendedores ambulantes dividiam espa\u00e7o com idosos acompanhando calmamente a movimenta\u00e7\u00e3o do bairro, e crian\u00e7as caminhavam usando camisetas do Rayo como quem participa de um ritual coletivo constru\u00eddo ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Era a \u00faltima noite em Vallecas antes da viagem para a Alemanha, onde a equipe disputar\u00e1 a final da Conference League 2026 no pr\u00f3ximo dia 27 de maio, e a sensa\u00e7\u00e3o compartilhada entre os torcedores era de que o bairro inteiro queria participar daquele momento hist\u00f3rico. Dentro de campo, o Rayo venceu por 2 a 0, mas, em muitos momentos, o resultado parecia secund\u00e1rio diante da atmosfera criada nas arquibancadas.<\/p>\n<p>Durante a partida, a torcida repetia os nomes de seus \u00eddolos quase como uma rever\u00eancia coletiva. N\u00e3o havia ali a dist\u00e2ncia fria produzida pelo futebol convertido em ind\u00fastria global. Havia reconhecimento, identifica\u00e7\u00e3o e pertencimento. O capit\u00e3o \u00d3scar Trejo, que realizou sua \u00faltima partida em Vallecas antes da despedida do clube, foi homenageado em diversos momentos do jogo e, a cada toque na bola, o est\u00e1dio reagia como quem celebrava algu\u00e9m que representa muito mais do que desempenho esportivo.<\/p>\n<p>Ao final da partida, ningu\u00e9m parecia disposto a deixar o est\u00e1dio. Durante mais de meia hora, a torcida permaneceu nas arquibancadas cantando, aplaudindo e homenageando os jogadores ainda em campo. Em um dos momentos mais simb\u00f3licos da noite, todos os atletas vestiram a camisa 8 de \u00d3scar Trejo, enquanto o capit\u00e3o iniciava lentamente sua volta ol\u00edmpica ao lado da fam\u00edlia, sob gritos quase ensurdecedores vindos das arquibancadas. A homenagem terminou junto aos torcedores, num gesto que parecia sintetizar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do clube. Porque, em Vallecas, o Rayo \u00e9 muito maior inclusive do que seus dirigentes.<\/p>\n<p>Na arquibancada, sentei-me ao lado de uma senhora de mais de 80 anos, moradora de Vallecas, que falava do Rayo n\u00e3o apenas como equipe de futebol, mas como mem\u00f3ria viva. Para ela, o clube carregava algo da resist\u00eancia republicana, da dignidade oper\u00e1ria e da mem\u00f3ria antifranquista preservada nos bairros populares madrilenhos. Em meio \u00e0 conversa, contou, com entusiasmo, que viajar\u00e1 at\u00e9 a Alemanha para acompanhar a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Honestamente, nunca vi isso em nenhum outro lugar do mundo. Existe em Vallecas uma conex\u00e3o quase m\u00e1gica entre os moradores e o clube. Uma rela\u00e7\u00e3o que ultrapassa completamente a l\u00f3gica do entretenimento esportivo e transforma o futebol em linguagem comunit\u00e1ria, mem\u00f3ria afetiva e identidade coletiva.<\/p>\n<p>Ali, o esporte ainda preserva algo raro no cen\u00e1rio europeu contempor\u00e2neo. O time continua funcionando como ponto de encontro social, mem\u00f3ria coletiva e linguagem comum entre diferentes gera\u00e7\u00f5es. O est\u00e1dio n\u00e3o aparece isolado da vida cotidiana. Mistura-se \u00e0s ruas, aos pequenos com\u00e9rcios, aos bares populares e \u00e0 pr\u00f3pria experi\u00eancia urbana de uma comunidade que segue reconhecendo no Rayo parte de sua identidade hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Enquanto o notici\u00e1rio esportivo espanhol gira quase inteiramente em torno do eixo Real Madrid e Barcelona, o Rayo segue existindo como resist\u00eancia cultural dentro do futebol europeu contempor\u00e2neo. Um clube de bairro, sem grandes patrocinadores globais, sem o apoio da grande imprensa madrilenha e frequentemente desprezado pelos advers\u00e1rios mais ricos e poderosos.<\/p>\n<p>Vallecas decidiu dizer n\u00e3o ao futebol empresa, \u00e0s grandes arenas pasteurizadas e at\u00e9 mesmo \u00e0 l\u00f3gica dos naming rights, que transformou tantos est\u00e1dios pelo mundo em marcas comerciais sem identidade territorial. Enquanto grande parte do futebol contempor\u00e2neo abandonou bairros hist\u00f3ricos para ocupar complexos esportivos financiados por conglomerados financeiros, o Rayo permaneceu onde sempre esteve, no meio do bairro, espremido entre edif\u00edcios residenciais, pequenos bares e ruas estreitas. O Est\u00e1dio de Vallecas n\u00e3o oferece luxo corporativo. Oferece proximidade.<\/p>\n<p>Talvez nenhuma imagem explique melhor isso do que o cen\u00e1rio deste fim de semana, quando o est\u00e1dio apareceu completamente lotado dias antes da despedida rumo \u00e0 final europeia, confirmando algo que o futebol moderno frequentemente tenta esconder. Ainda existem clubes sustentados por pertencimento popular real.<\/p>\n<p>Mas talvez exista tamb\u00e9m outro elemento simb\u00f3lico atravessando essa hist\u00f3ria. Enquanto Vallecas celebrava coletivamente sua identidade popular, o capital tamb\u00e9m parecia realizar ali o seu \u00faltimo jogo. Num futebol cada vez mais dominado por conglomerados financeiros, fundos de investimento, direitos televisivos bilion\u00e1rios e estruturas empresariais distantes das comunidades locais, a simples sobreviv\u00eancia de um clube como o Rayo Vallecano j\u00e1 soa como ato de resist\u00eancia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A temporada atual talvez seja a mais simb\u00f3lica da trajet\u00f3ria da equipe. Com or\u00e7amento muito inferior aos gigantes espanh\u00f3is, elenco limitado e constantes dificuldades estruturais, o clube chegou \u00e0 final da Conference League 2026 apoiado muito mais em identidade coletiva, intensidade competitiva e rela\u00e7\u00e3o visceral com o bairro do que em estrelas internacionais ou investimentos milion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Num futebol dominado pelo capital financeiro, pelas marcas globais e pela mercantiliza\u00e7\u00e3o crescente do esporte, Vallecas segue demonstrando que comunidades ainda podem resistir, que pertencimento ainda pode sobreviver ao mercado e que mem\u00f3ria popular ainda pode ocupar espa\u00e7o dentro do futebol contempor\u00e2neo. Talvez seja exatamente isso que o Rayo Vallecano representa hoje, a vit\u00f3ria da comunidade sobre o capital.<\/p>\n<p>E talvez por isso a frase de Karl Marx sobre a Comuna de Paris pare\u00e7a fazer tanto sentido em Vallecas. Porque, no fundo, o Rayo Vallecano ousou tomar os c\u00e9us de assalto. For\u00e7a Rayo!<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/05\/26\/rayo-vallecano-quando-um-bairro-ousa-tomar-os-ceus-de-assalto\/\">Rayo Vallecano, quando um bairro ousa tomar os c\u00e9us de assalto<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/tj-suspende-punicao-da-assembleia-legislativa-do-parana-contra-deputado-renato-freitas\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">TJ suspende puni\u00e7\u00e3o da Assembleia Legislativa do P...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bolsonaro-inicia-reabilitacao-pos-operatoria\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Bolsonaro inicia reabilita\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/historic-breakthrough-first-class-of-medical-students-graduates-with-ethnic-racial-quotas-in-brazil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Historic breakthrough: first class of medical stud...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/trump-anuncia-suspensao-dos-ataques-contra-o-ira-por-duas-semanas\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Trump anuncia suspens\u00e3o dos ataques contra o Ir\u00e3 p...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe algo profundamente pol\u00edtico em Vallecas, e talvez isso comece muito antes do futebol. Antes mesmo do Rayo Vallecano existir, o bairro j\u00e1 era territ\u00f3rio de trabalhadores, migrantes, resist\u00eancia popular e organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria. Incorporado oficialmente a Madrid apenas no s\u00e9culo XX, Vallecas cresceu rapidamente durante os processos de industrializa\u00e7\u00e3o espanhola, recebendo milhares de fam\u00edlias pobres [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[3441,61264,61265,50,61266,4015,61267],"tags":[],"class_list":["post-88798","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-antifascismo","category-futebol-empresa","category-futebol-popular","category-internacional","category-rayo-vallecano","category-resistencia-popular","category-vallecas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88798"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88798\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}