{"id":90171,"date":"2026-06-03T14:59:19","date_gmt":"2026-06-03T17:59:19","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-outra-marilyn-monroe-cem-anos-de-um-simbolo-sexual-que-lia-marx-e-mao\/"},"modified":"2026-06-03T14:59:19","modified_gmt":"2026-06-03T17:59:19","slug":"a-outra-marilyn-monroe-cem-anos-de-um-simbolo-sexual-que-lia-marx-e-mao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-outra-marilyn-monroe-cem-anos-de-um-simbolo-sexual-que-lia-marx-e-mao\/","title":{"rendered":"A outra Marilyn Monroe: cem anos de um s\u00edmbolo sexual que lia Marx e Mao"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-3-de-jun-de-2026-14_54_59.png\" alt=\"\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-3-de-jun.-de-2026-14_54_59-1024x576.png 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-3-de-jun.-de-2026-14_54_59-300x169.png 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-3-de-jun.-de-2026-14_54_59-768x432.png 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-3-de-jun.-de-2026-14_54_59-1536x864.png 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-3-de-jun-de-2026-14_54_59.png 1672w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>Se estivesse viva, Norma Jeane Mortenson teria completado cem anos na segunda-feira (1\/6). O mundo a conheceu por outro nome \u2013 aquele que Hollywood escolheu para ela: Marilyn Monroe. A ind\u00fastria cultural transformou a atriz num dos rostos mais reconhec\u00edveis do s\u00e9culo 20 e, ao mesmo tempo, aprisionou-a num \u00fanico papel: o da loura sensual, ing\u00eanua e permanentemente dispon\u00edvel ao olhar masculino, o <em>sex symbol<\/em> eterno, a voz roufenha cantando parab\u00e9ns para um presidente.<\/p>\n<p>Se Marilyn pudesse ser miseravelmente reduzida a uma imagem, a engrenagem de Hollywood teria uma preferida: \u00e9 a c\u00e9lebre cena de <em>O Pecado Mora ao Lado<\/em>. Parada sobre a grelha de ventila\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 nova-iorquino, Marilyn v\u00ea o vestido branco levantar com a lufada de ar enquanto tenta cont\u00ea-lo entre risos e surpresa. Marco da cultura pop, a sequ\u00eancia transforma o corpo da atriz em espet\u00e1culo p\u00fablico enquanto projeta uma mulher infantilizada, aparentemente sem consci\u00eancia do impacto da pr\u00f3pria sensualidade.<\/p>\n<p>Cerca de 2 mil curiosos, quase todos homens, assistiram \u00e0s filmagens da \u201ccena do Metr\u00f4\u201d. Ali estava tamb\u00e9m o jogador de beisebol Joe DiMaggio, marido de Marilyn. Enfurecido com a exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica da esposa, ele deixou o set. Na mesma noite, o casal teve a briga que antecedeu o div\u00f3rcio. O epis\u00f3dio condensa a trag\u00e9dia de Marilyn: o mundo inteiro queria observ\u00e1-la, mas poucos toleravam que ela existisse para al\u00e9m da fantasia criada por esse olhar.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma mulher de esquerda<\/strong><\/p>\n<p>Por tr\u00e1s da imagem erotizada, havia uma mulher que entendia muito bem o mecanismo que a transformava em mercadoria. Por ocasi\u00e3o do centen\u00e1rio da atriz, quem lhe fez a homenagem mais nobre e inusitada foi o Partido Comunista da Gr\u00e3-Bretanha. Rejeitando o \u201c\u00edcone fabricado\u201d e a \u201cloira explosiva\u201d, a legenda foi \u00e0s redes sociais para saudar \u201ca intelectual e a camarada\u201d, lembrando a origem prolet\u00e1ria de Marilyn, seu interesse por Karl Marx e pela Revolu\u00e7\u00e3o Chinesa, a vigil\u00e2ncia do FBI e sua solidariedade a v\u00edtimas do racismo e do macarthismo.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos reconhecer que a luta de Monroe era a interse\u00e7\u00e3o entre a explora\u00e7\u00e3o de classe e a viol\u00eancia patriarcal. Ela era uma trabalhadora cuja for\u00e7a de trabalho era seu pr\u00f3prio corpo, superexplorada por um sistema que exigia que ela fosse bela e silenciosa\u201d, afirmam os comunistas brit\u00e2nicos. \u201cEm seu centen\u00e1rio, n\u00e3o celebramos uma \u2018<em>pin-up<\/em>\u2019. Honramos uma socialista l\u00facida que compreendeu que a liberta\u00e7\u00e3o de sua classe era insepar\u00e1vel da liberta\u00e7\u00e3o de seu sexo.\u201d<\/p>\n<p>Nestes tempos de polariza\u00e7\u00e3o e fortalecimento da extrema direita, Marilyn Monroe corre um risco real de ter sua mem\u00f3ria demonizada ou censurada. Ainda assim, a homenagem resgata uma Marilyn que a imprensa convencional raramente promove: a da sensibilidade pol\u00edtica forjada na linha de montagem, com simpatia por autores e experi\u00eancias socialistas.<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Antes de Marilyn Monroe se transformar no rosto mais reconhec\u00edvel de Hollywood, Norma Jeane Mortenson conheceu o lado mais brutal da Am\u00e9rica. Ela passou a maior parte da inf\u00e2ncia em 12 lares adotivos e um orfanato. Casou-se aos 16 anos para evitar voltar \u00e0 institucionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o marido foi mobilizado para o Pac\u00edfico durante a 2\u00aa Guerra Mundial, ela foi trabalhar na f\u00e1brica de muni\u00e7\u00f5es Radioplane Company, em Van Nuys, onde aplicava retardante de chamas nas aeronaves. Foi nesse ambiente prolet\u00e1rio \u2013 muito distante do glamour hollywoodiano \u2013 que Marilyn tomou contato direto com o mundo do trabalho, a explora\u00e7\u00e3o e suas hierarquias.<\/p>\n<p>Em <em>Marilyn Monroe \u2013 A Biografia<\/em>, Donald Spoto apresentou documentos do FBI sobre conversas da atriz na mesa de jantar durante viagem ao M\u00e9xico, em 1962. \u00a0Al\u00e9m da admira\u00e7\u00e3o pela Revolu\u00e7\u00e3o Chinesa e do desprezo a J. Edgar Hoover (o lend\u00e1rio diretor do FBI), ela defendia os direitos civis e a igualdade racial.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s acompanhar a vida da atriz durante anos \u2013 registrando amizades, viagens e contatos pol\u00edticos \u2013, o FBI suspeitava que ela tivesse la\u00e7os com comunistas norte-americanos. Apenas em 1962, a vigil\u00e2ncia acabou. Segundo o FBI, n\u00e3o havia evid\u00eancias de que Marilyn, mesmo com ideias de esquerda, fosse vinculada ao Partido Comunista dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Esses mesmos arquivos revelam que uma das preocupa\u00e7\u00f5es dos investigadores era com a biblioteca de Marilyn, que lia de Karl Marx a Mao Ts\u00e9-Tung, de Fi\u00f3dor Dostoi\u00e9vski e Walt Whitman a Sigmund Freud. O ator Marlon Brando escreveu mais tarde que ela possu\u00eda \u201co tipo mais sofisticado de intelig\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Essa intelig\u00eancia se traduzia em a\u00e7\u00e3o quando era necess\u00e1rio. O epis\u00f3dio com Ella Fitzgerald \u00e9 o mais citado. Marilyn a adorava. \u201cMinha pessoa favorita \u2013 e eu a amo tanto como pessoa quanto como cantora, acho que ela \u00e9 a melhor \u2013 \u00e9 Ella Fitzgerald\u201d, declarou a atriz. Mas eram tempos de segrega\u00e7\u00e3o racial. O clube Mocambo, em Hollywood, recusava-se a contratar artistas negras, a menos que fossem consideradas \u201cbonitas\u201d pelos padr\u00f5es do gerente da casa.<\/p>\n<p>Marilyn, ao saber disso, telefonou para o dono do Mocambo e prop\u00f4s um acordo: ela ocuparia uma mesa da frente todas as noites se o clube contratasse a cantora. O dono aceitou. Em entrevista \u00e0 revista <em>Ms.<\/em>, em 1972, Fitzgerald recordou a hist\u00f3ria e concluiu: \u201cDevo muito a Marilyn Monroe\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o caso do dramaturgo Arthur Miller, que se casou com Marilyn em 1956. Ele dizia admirar sua curiosidade intelectual e sua capacidade de discutir pol\u00edtica e filosofia com desenvoltura \u2013 mas contou especialmente com a coragem da atriz. Nos Estados Unidos dos anos 1940 e 1950, o Comit\u00ea de Atividades Antiamericanas do Congresso (Huac) devastava carreiras em Hollywood e impunha uma atmosfera de paranoia anticomunista.<\/p>\n<p>Quando Miller estava sob investiga\u00e7\u00e3o, Marilyn falou em favor dele nas audi\u00eancias, mesmo sabendo que arriscava a pr\u00f3pria carreira ao se associar publicamente a um homem na \u201clista negra\u201d do macarthismo. Segundo Susan Strasberg, a atriz reagia \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com uma pergunta direta: \u201cO que \u00e9 minha carreira diante da dele, se as pessoas se voltarem contra mim?\u201d.<\/p>\n<p>Marilyn compreendia, de dentro, a viol\u00eancia de um sistema que lucrava com sua submiss\u00e3o. Ela tamb\u00e9m soube usar esse sistema para ganhar poder, ainda que nunca tenha conseguido escapar totalmente dele. Quando tentou assumir maior controle da carreira e criou a pr\u00f3pria produtora, em 1955, foi tratada como insubordinada. Era uma atriz do <em>star-system<\/em> lutando para se livrar do personagem que o capital norte-americano lhe imp\u00f4s.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m dos clich\u00eas<\/strong><\/p>\n<p>Os cem anos de Marilyn produziram homenagens previs\u00edveis. Voltaram os vestidos, os romances, os comprimidos, os rumores sobre sua morte e os clich\u00eas sobre fragilidade emocional. Mas houve tamb\u00e9m uma tentativa de resgatar outra Marilyn, menos ornamental e mais pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A homenagem do Partido Comunista brit\u00e2nico teve o m\u00e9rito de recuperar uma personagem mais complexa do que a caricatura constru\u00edda por Hollywood: uma mulher de origem prolet\u00e1ria, curiosidade intelectual incomum e simpatias progressistas, que leu os livros que seu meio desaprovava, desafiou o racismo, enfrentou o macarthismo e terminou a vida sob vigil\u00e2ncia do FBI. <\/p>\n<p>O que a imprensa hegem\u00f4nica construiu ao longo de um s\u00e9culo foi uma Marilyn bidimensional, conveniente e inofensiva na mem\u00f3ria mesmo que tivesse sido inc\u00f4moda em vida. Celebrar seu centen\u00e1rio com seriedade exige, no m\u00ednimo, devolver a Marilyn Monroe a espessura que lhe foi roubada.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/06\/03\/a-outra-marilyn-monroe-cem-anos-de-um-simbolo-sexual-que-lia-marx-e-mao\/\">A outra Marilyn Monroe: cem anos de um s\u00edmbolo sexual que lia Marx e Mao<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/venezuela-de-maduro-cresceu-mais-que-argentina-de-milei-em-2025-diz-cepal\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Venezuela de Maduro cresceu mais que Argentina de ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/politica\/2025\/08\/motta-quer-votar-na-proxima-semana-projeto-sobre-protecao-de-criancas-em-ambiente-digital\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Motta quer votar na pr\u00f3xima semana projeto sobre p...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/caminharemos-de-olhos-vendados-para-o-abismo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">\u201cCaminharemos de olhos vendados para o abismo\u201d<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mercosul-e-efta-fecham-acordo-de-livre-comercio-apos-oito-anos-de-negociacao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Mercosul e EFTA fecham acordo de livre com\u00e9rcio ap...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se estivesse viva, Norma Jeane Mortenson teria completado cem anos na segunda-feira (1\/6). 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