{"id":90213,"date":"2026-06-03T17:14:16","date_gmt":"2026-06-03T20:14:16","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/robo-que-colhe-o-acai-da-mata-atlantica-e-lancado-na-4a-jornada-da-natureza-no-parana\/"},"modified":"2026-06-03T17:14:16","modified_gmt":"2026-06-03T20:14:16","slug":"robo-que-colhe-o-acai-da-mata-atlantica-e-lancado-na-4a-jornada-da-natureza-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/robo-que-colhe-o-acai-da-mata-atlantica-e-lancado-na-4a-jornada-da-natureza-no-parana\/","title":{"rendered":"Rob\u00f4 que colhe o a\u00e7a\u00ed da Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 lan\u00e7ado na 4\u00aa Jornada da Natureza, no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11-1536x1025.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Juliana Barbosa<\/em>\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Setor de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura do MST no Paran\u00e1<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Um rob\u00f4 desenvolvido para facilitar a colheita da palmeira ju\u00e7ara, esp\u00e9cie nativa da Mata Atl\u00e2ntica, foi lan\u00e7ado nesta ter\u00e7a-feira (2), durante a 4\u00aa Jornada Nacional da Natureza em Defesa da Natureza e seus Povos, na comunidade Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno, em Quedas do Igua\u00e7u (PR). A apresenta\u00e7\u00e3o da tecnologia, chamada de A\u00e7a\u00edBot, foi um dos destaques do segundo dia da programa\u00e7\u00e3o, que promoveu a semeadura a\u00e9rea de 10 toneladas de sementes de ju\u00e7ara, al\u00e9m de atividade de educa\u00e7\u00e3o ambiental junto \u00e0s crian\u00e7as da Escola Itinerante Wagner Lopes. No estado, a Jornada segue at\u00e9 o dia 6, com plantio e semeadura de 30 toneladas de sementes da palmeira Ju\u00e7ara.<\/p>\n<p>Nelson Franzini, representante da Empresa Kaatech, com sede em Bel\u00e9m do Par\u00e1, inventores do A\u00e7a\u00edBot, conta que o rob\u00f4 \u00e9 uma tecnologia 100% brasileira, desenvolvida primeiro para o a\u00e7a\u00ed da Amaz\u00f4nia. Mas, que durante o \u00faltimo ano, foi adaptado para o a\u00e7a\u00ed da Mata Atl\u00e2ntica. A m\u00e1quina \u00e9 feita de pl\u00e1stico injet\u00e1vel e fibra de carbono, mesmo material utilizado para constru\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>Para fazer a coleta do a\u00e7a\u00ed, o rob\u00f4 \u00e9 acionado por tra\u00e7\u00e3o e sobe o caule da palmeira. Quando alcan\u00e7a o fruto, o A\u00e7a\u00edBot corta os cachos da fruta e desce ao solo, com o a\u00e7a\u00ed no reservat\u00f3rio. A tecnologia suporta at\u00e9 80 kg de a\u00e7a\u00ed e consegue subir caules de 50 a 150 cm de di\u00e2metro.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA tecnologia foi desenvolvida para aumentar a produtividade e melhorar a dignidade de vida das fam\u00edlias produtoras. Com esse equipamento, voc\u00ea elimina o risco de acidente, que hoje \u00e9 um dos principais desafios da colheita do a\u00e7a\u00ed\u201d, explica Franzini.\u00a0<\/p>\n<h3>O desafio da colheita manual e a busca por avan\u00e7o tecnol\u00f3gico\u00a0<\/h3>\n<p>Para quem est\u00e1 na linha de frente da produ\u00e7\u00e3o, a chegada do rob\u00f4 representa um divisor de \u00e1guas. Josu\u00e9 Evaristo Gomes, pioneiro na colheita e beneficiamento da ju\u00e7ara na regi\u00e3o, relembra o hist\u00f3rico de trabalho da comunidade, que come\u00e7ou h\u00e1 sete anos ap\u00f3s a conquista da terra, quando identificaram o potencial das palmeiras nativas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA gente come\u00e7ou no primeiro ano conseguindo, com muita dificuldade, colher em torno de 600, 700 quilos de fruta para fazer o despoupamento. No segundo ano a gente conseguiu avan\u00e7ar, conseguimos colher algo em torno de duas toneladas de fruta, e os anos seguintes foram s\u00f3 aumentando\u201d, relata Josu\u00e9.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento e do importante potencial regional, o gargalo sempre foi a extrema dificuldade e o perigo do processo de colheita manual, que exige escalar at\u00e9 a copa das palmeiras. \u201cEsse processo de subir quando n\u00f3s fazemos a escalada na \u00e1rvore, ela sempre oferece um alto risco para a pessoa que est\u00e1 fazendo esse processo\u201d, desabafa o produtor.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a comunidade buscou ativamente por inova\u00e7\u00e3o. Ao saber do desenvolvimento do A\u00e7a\u00edBot, uma comitiva do pr\u00e9-assentamento viajou at\u00e9 Antonina (PR), no in\u00edcio do ano, para conhecer o equipamento de perto.\u00a0<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-12.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-12-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-12-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-12-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-12-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-12.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Juliana Barbosa\u00a0<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O impacto esperado com a introdu\u00e7\u00e3o da nova tecnologia vai significar aumento nos n\u00fameros de produ\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a do trabalhador.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEu hoje olho para esse equipamento com muito otimismo, porque vejo nele n\u00e3o somente a escalada de produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m resolvendo um problema que a gente tem enquanto coletor, que \u00e9 a penosidade desse trabalho que a gente faz, de subir numa \u00e1rvore, escalar, passar o dia inteiro, todo dia, durante meses realizando esse trabalho. Ele \u00e9 um trabalho muito desgastante, que exige muito da pessoa que executa essa tarefa, sem a gente contar os riscos que \u00e9, riscos de escorregar e acabar sofrendo um acidente\u201d, diz Josu\u00e9.<\/p>\n<p>Com o A\u00e7a\u00edBot acess\u00edvel para a comunidade Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno, a expectativa \u00e9 de uma colheita mais \u00e1gil, eficiente e, acima de tudo, segura. \u201cEle vem diminuir o risco para n\u00f3s enquanto coletores e vem tamb\u00e9m trazer mais agilidade para o processo. Ele vai conseguir subir e descer com seguran\u00e7a e agilidade, dando um rendimento muito maior para o trabalho\u201d, avalia o pioneiro.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cE para mim, o mais importante \u00e9 que esse equipamento n\u00e3o vem para substituir o ser humano, mas para se somar. Os coletores continuam nas suas equipes, mas fazendo a colheita do ch\u00e3o, sem esse desgaste, mas operando o equipamento. Ent\u00e3o estamos muito otimistas quanto a isso e vamos implantar isso aqui na nossa regi\u00e3o\u201d, conclui Josu\u00e9.<\/p>\n<h2>Tecnologia a servi\u00e7o do povo<\/h2>\n<p>A chegada do A\u00e7a\u00edBot na comunidade tamb\u00e9m levanta um debate profundo sobre o papel da tecnologia no campo. Para Jos\u00e9 Damasceno, campon\u00eas e integrante do MST h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, a inova\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica deve servir para emancipar o trabalhador, e n\u00e3o para exclu\u00ed-lo, diferenciando o projeto atual do hist\u00f3rico de mecaniza\u00e7\u00e3o promovido pelo agroneg\u00f3cio e pelo capital financeiro desde a chamada \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Verde\u201d dos anos 1970.<\/p>\n<p>\u201cEssa a\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio foi o que causou o maior malef\u00edcio na agricultura brasileira [\u2026] no sentido de destruir as comunidades inteiras, de acabar com o campo de futebol, com a igreja, com o cemit\u00e9rio, e se tornar uma \u00fanica lavoura de soja, uma \u00fanica planta\u00e7\u00e3o de monocultura. Expulsou a maioria dos camponeses do campo, tirando deles o direito de viver na terra\u201d, analisa Damasceno.<\/p>\n<p>O militante ressalta que o Movimento n\u00e3o \u00e9 contr\u00e1rio ao avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, desde que ele tenha um prop\u00f3sito social: \u201cN\u00e3o que n\u00f3s somos contra a tecnologia, desde que a tecnologia venha para beneficiar a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Quando a tecnologia vem para tirar o trabalho, para tirar a moradia, para tirar o direito de viver no campo, ela n\u00e3o traz nenhum benef\u00edcio. N\u00f3s achamos que o desenvolvimento deveria ser para que todo mundo tivesse acesso, melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, as condi\u00e7\u00f5es sociais, culturais, o tempo da sociabilidade, o tempo de divers\u00e3o, e tamb\u00e9m a renda.\u201d<\/p>\n<h2>Alimento saud\u00e1vel e perman\u00eancia na terra<\/h2>\n<p>Para Damasceno, o A\u00e7a\u00edBot \u00e9 o exemplo perfeito de como a moderniza\u00e7\u00e3o pode caminhar lado a lado com a Reforma Agr\u00e1ria Popular e a conserva\u00e7\u00e3o ambiental. Enquanto as grandes m\u00e1quinas do agroneg\u00f3cio transformaram terras em produ\u00e7\u00e3o de <em>commodities<\/em>, tecnologias de base camponesa focam na produ\u00e7\u00e3o de comida de verdade.<\/p>\n<p>\u201cNesse sentido \u00e9 que n\u00f3s achamos que o rob\u00f4, essa tecnologia que foi lan\u00e7ada hoje para colher a Palmeira Ju\u00e7ara, ele \u00e9 importante no sentido de diminuir a penosidade do trabalho e dar condi\u00e7\u00f5es para uma fam\u00edlia que quer manter essa cultura de viver, tirar da floresta sem agredi-la. Ele d\u00e1 essa condi\u00e7\u00e3o para a conviv\u00eancia com a natureza\u201d, defende.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-13.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-13-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-13-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-13-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-13-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-13.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Jos\u00e9 Damasceno. Foto: Juliana Barbosa\u00a0<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O objetivo agora \u00e9 garantir que o acesso a essa ferramenta seja democratizado nos assentamentos para fortalecer a diversifica\u00e7\u00e3o da agricultura camponesa e familiar.<\/p>\n<p>\u201cA tecnologia que nos expulsou e nos tomou a terra n\u00e3o produziu mais comida naquele lugar que n\u00f3s produz\u00edamos. Ela transformou grande extens\u00e3o de terra em produ\u00e7\u00e3o de <em>commodity<\/em> e n\u00e3o de alimento. Eu acho que \u00e9 atrav\u00e9s de tecnologias voltadas para a pequena agricultura, voltada para os assentamentos \u2014 e por que n\u00e3o dizer tamb\u00e9m para os nossos irm\u00e3os ind\u00edgenas \u2014, no sentido de fixar o homem no campo, no meio rural. E aumentar cada vez mais a produ\u00e7\u00e3o de alimento saud\u00e1vel e preservando o ambiente\u201d, finaliza Damasceno.<\/p>\n<h2>Chuva de 10 toneladas de ju\u00e7ara para reflorestar a Mata Atl\u00e2ntica\u00a0<\/h2>\n<p>Um dos destaques do segundo dia da 4\u00aa Jornada da Natureza foi a semeadura a\u00e9rea de 10 toneladas de sementes de palmeira ju\u00e7ara sobre \u00e1reas em processo de restaura\u00e7\u00e3o ambiental, na comunidade Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno, um dos maiores volumes de semente j\u00e1 semeados pela Jornada em um \u00fanico dia.\u00a0<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-15.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-15-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-15-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-15-768x512.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-15.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Fotos: Juliana Barbosa\u00a0<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A semeadura a\u00e9rea \u00e9 um dos principais trabalhos realizados pela jornada, que, em parceria com a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal do Paran\u00e1 (PRF-PR) garante a chegada das sementes a \u00e1reas mais remotas, al\u00e9m de promover um reflorestamento massivo das \u00e1reas degradadas. O Comandante da aeronave da PRF, Marcos Takeo, \u00e9 quem conduz a dispers\u00e3o das sementes. E comenta com orgulho. \u201c\u00c9 uma honra poder participar desse evento e estar na 4\u00aa Jornada da Natureza, e estamos a disposi\u00e7\u00e3o, queremos estar na pr\u00f3xima jornada\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m da PRF, o ato pol\u00edtico reuniu o superintendente do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (INCRA), Nilton Bezerra Guedes; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), Ralph Albuquerque; diretor do campus Laranjeiras da Universidade da Fronteira Sul (UFFS), Fabio Zannerati; da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Valmor Bordin; PRF; Adelar, presidente da Associa\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Rio das Cobras; deputados estaduais: Luciana Rafagnin (PT), Professor Lemos (PT) e Goura (PDT); deputado federal Elton Welter (PT); al\u00e9m do prefeito de Quedas do Igua\u00e7u, Rafael Moura. Tamb\u00e9m acompanham est\u00e1 edi\u00e7\u00e3o da Jornada Kalen Oliveira e Camilo Ramalho Santana, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do Plano Nacional Plantar \u00c1rvores, Produzir Alimentos Saud\u00e1veis pelo MST.\u00a0<\/p>\n<h2>Escola integrada \u00e0 Jornada da Natureza<\/h2>\n<p>A semeadura massiva para a recupera\u00e7\u00e3o ambiental acontece tamb\u00e9m na escola, com a participa\u00e7\u00e3o ampla de crian\u00e7as, adolescentes e de toda comunidade escolar. Ao lado do espa\u00e7o dedicado para as dezenas de pousos e decolagens da aeronave da PRF, as estruturas da Escola Itinerante Wagner Lopes foram o espa\u00e7o para receber centenas de visitantes. A mesa diversa com o caf\u00e9 da manh\u00e3 partilhou alimentos produzidos, a partir das frutas nativas da mata atl\u00e2ntica.\u00a0<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-17.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-17-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-17-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-17-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-17-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-17.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-18.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-18-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-18-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-18-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-18-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-18.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Fotos: Juliana Barbosa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Constru\u00eddo com lona preta, no p\u00e1tio da escola, um T\u00fanel do Tempo trouxe o hist\u00f3rico da luta pela terra na regi\u00e3o centro do Paran\u00e1, desde os anos 1970 at\u00e9 os dias atuais. Para as centenas de pessoas que passaram pelo percurso educativo, estudantes contaram sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a antiga Giacomet Marodin com o regime militar nos anos 70, quando a madeireira consolidou a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio com uso de viol\u00eancia contra povos ind\u00edgenas e posseiros que habitavam a regi\u00e3o. A hist\u00f3ria da luta pela terra e a constru\u00e7\u00e3o da escola estavam por \u00faltimo a constru\u00e7\u00e3o do futuro que est\u00e1 sendo constru\u00eddo no territ\u00f3rio, do projeto ambiental como projeto de presente e futuro para a comunidade.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A iniciativa envolveu educadores do ensino m\u00e9dio e estudantes da educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 o ensino m\u00e9dio. \u201cPara n\u00f3s, enquanto escola, \u00e9 muito gratificante esse momento, porque a gente consegue articular saberes cient\u00edficos com a nossa realidade, com a realidade do povo campon\u00eas, do povo Sem Terra que est\u00e1 aqui [\u2026]. E ver essa juventude dando fruto e construindo essa perten\u00e7a tamb\u00e9m do territ\u00f3rio\u201d, conta a professora e integrante da coordena\u00e7\u00e3o da Escola, Nath\u00e1lia Tiemy Yamaguchi.\u00a0<\/p>\n<p>Ela e outras duas crian\u00e7as da escola participaram de um dos sobrevoos, assim como outras moradoras e moradores da comunidade. \u201cVer as crian\u00e7as semeando hoje foi um momento muito lindo, semeando conhecimento aqui na escola e semeando Jussara l\u00e1 do c\u00e9u tamb\u00e9m\u201d, completou a educadora.\u00a0<\/p>\n<p>O pequeno Lu\u00eds Izaque, de 11 anos, conta como foi a experi\u00eancia de voar sobre a sua comunidade: \u201cFoi muito legal, eu sobrevoei por cima das terra e eu semeei sementes da palmeira ju\u00e7ara. Eu vi a ju\u00e7ara caindo. A gente passou por cima do rio, e na hora que ele [o piloto] dava voltas, o meu cora\u00e7\u00e3o gelava demais. Foi uma experi\u00eancia muito legal e ano que vem se eu puder, quero voar de novo\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>A Jornada da Natureza \u00e9 realizada pelo MST no Paran\u00e1, por meio da Associa\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola e Reforma Agr\u00e1ria do Paran\u00e1 (Acap), em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o de Produtores Org\u00e2nicos de Quedas do Igua\u00e7u Produzindo Vidas (Apoqi), PRF, Instituto Contestado de Agroecologia (ICA), Cooperativa Central da Reforma Agr\u00e1ria (CCA); Cooperativa de Cr\u00e9dito Rural de Pequenos Agricultores da Reforma Agr\u00e1ria (Crehnor), UFFS \u2013 Campus Laranjeiras do Sul; Laborat\u00f3rio Vivan de Sistemas Agroflorestais; Conab; Instituto \u00c1gua e Terra; Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Capacita\u00e7\u00e3o em Agroecologia (Ceagro); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa); Prefeitura Municipal de Quedas do Igua\u00e7u; Funda\u00e7\u00e3o Luterana de Diaconia, Programa Capa de Agroecologia, o INCRA, Ibama e Instituto \u00c1gua e Terra da Paran\u00e1 (IAT).<\/p>\n<p>Este ano, a Jornada da Natureza recebe o patroc\u00ednio da CAIXA e do Governo do Brasil, \u201c<em>Tem patroc\u00ednio CAIXA, Tem Governo do Brasil\u201d<\/em>.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Confira a programa\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos dias:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>03\/06 \u2013 Rio Bonito do Igua\u00e7u \u2014 Comunidade Herdeiros da Terra de 1\u00ba de Maio: <\/strong>semeadura a\u00e9rea de 4 toneladas de sementes.<\/p>\n<p>Principais atividades: sobrevoo e mutir\u00e3o de plantio nas \u00e1reas que foram afetadas pelo tornado em novembro\/25, com ato pol\u00edtico e confer\u00eancia na universidade.<\/p>\n<p>7h30 \u2013 Acolhida<br \/>9h00 \u2013 Sobrevoo com semeadura a\u00e9rea<br \/>10h30 \u2013 Ato pol\u00edtico<br \/>12h30 \u2013 Almo\u00e7o comunit\u00e1rio<br \/>13h30 \u2013 Mutir\u00e3o de plantio \u2014 mudas de \u00e1rvores nativas<br \/>16h30 \u2013 Atividades ambientais na UFFS<br \/>19h30 \u2013 Confer\u00eancia sobre a Palmeira Ju\u00e7ara e resultados das pesquisas em torno da semeadura a\u00e9rea.<\/p>\n<p><strong>04\/06\/2026 \u2013 Rio Bonito do Igua\u00e7u \u2013 Assentamento Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno<\/strong>.<\/p>\n<p>12h \u2013 Almo\u00e7o<br \/>13h \u2013 Teste a campo da m\u00e1quina de colheita de a\u00e7a\u00ed \u2013 A\u00e7a\u00edbot<br \/>16h \u2013 Caf\u00e9 da tarde<br \/>Forma\u00e7\u00e3o ambiental com certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>05\/06\/2026\u00a0 \u2013 Guarapuava \u2013 Assentamento Nova Gera\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>10h \u2013 Ato pol\u00edtico<br \/>12h \u2013 Almo\u00e7o<br \/>13h \u2013 Oficina de prote\u00e7\u00e3o de fonte e plantio de \u00e1rvore na reserva legal atingida pelo tornado<br \/>15h \u2013 Distribui\u00e7\u00e3o de mudas e encerramento.<\/p>\n<p><strong>06\/06\/2026 \u2013 Adrian\u00f3polis \u2013 Comunidades quilombolas do Vale do Ribeira \/ Comunidade Jo\u00e3o Sur\u00e1: <\/strong>semeadura a\u00e9rea de 2 toneladas de sementes.<\/p>\n<p>Principais atividades: sobrevoo de semeadura de ju\u00e7ara, ato pol\u00edtico, troca de sementes, reconhecimento do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>8h \u2013 Acolhida e caf\u00e9 da manh\u00e3<br \/>9h \u2013 Sobrevoo e semeadura da Palmeira Ju\u00e7ara<br \/>11h \u2013 Ato pol\u00edtico<br \/>12h30 \u2013 Almo\u00e7o coletivo<br \/>14h \u2013 Apresenta\u00e7\u00e3o cultural da hist\u00f3ria do Col\u00e9gio Estadual Diogo Gomes<br \/>15h \u2013 Passeio para conhecer a comunidade<br \/>18h \u2013 Troca de sementes e mudas.<\/p>\n<p><em>*Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/06\/03\/robo-que-colhe-o-acai-da-mata-atlantica-e-lancado-na-4a-jornada-da-natureza-no-parana\/\">Rob\u00f4 que colhe o a\u00e7a\u00ed da Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 lan\u00e7ado na 4\u00aa Jornada da Natureza, no Paran\u00e1<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-recebe-movimentos-que-defendem-isencao-do-imposto-de-renda\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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