{"id":91420,"date":"2026-06-11T17:39:40","date_gmt":"2026-06-11T20:39:40","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/documentos-produzidos-por-militantes-preservam-memoria-da-reforma-agraria-no-mt\/"},"modified":"2026-06-11T17:39:40","modified_gmt":"2026-06-11T20:39:40","slug":"documentos-produzidos-por-militantes-preservam-memoria-da-reforma-agraria-no-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/documentos-produzidos-por-militantes-preservam-memoria-da-reforma-agraria-no-mt\/","title":{"rendered":"Documentos produzidos por militantes preservam mem\u00f3ria da Reforma Agr\u00e1ria no MT"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"765\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-8.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-8-1024x765.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-8-300x224.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-8-768x574.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-8.jpg 1057w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/UFMT<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Fernanda Alc\u00e2ntara<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>No ano passado, estudantes de Hist\u00f3ria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) encontraram algo raro no Centro de Forma\u00e7\u00e3o e Pesquisa Olga Ben\u00e1rio Prestes (CECAPE), no munic\u00edpio de V\u00e1rzea Grande: atas, circulares, of\u00edcios e relat\u00f3rios produzidos ao longo da trajet\u00f3ria do MST no Mato Grosso. Para muitos deles, era tamb\u00e9m a primeira visita a um assentamento de Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>O que come\u00e7ou como um projeto de extens\u00e3o virou um trabalho de organiza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do MST no estado. Durante meses, estudantes, militantes e pesquisadores se reuniram, identificaram e classificaram documentos que registram decis\u00f5es pol\u00edticas, atividades de forma\u00e7\u00e3o, negocia\u00e7\u00f5es e o cotidiano da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lucimeire Barreto, t\u00e9cnica arquivista do Arquivo e Mem\u00f3ria do MST e uma das coordenadoras do curso, resume a ideia central do projeto. \u201cA hist\u00f3ria oficial e a grande m\u00eddia frequentemente retratam os movimentos sociais sob a \u00f3tica do conflito ou da criminaliza\u00e7\u00e3o. Por isso, ter um acervo que narra a nossa hist\u00f3ria a partir do nosso pr\u00f3prio olhar e da nossa viv\u00eancia \u00e9 fundamental para contrapor essa vis\u00e3o distorcida\u201d.<\/p>\n<p>Os documentos revelam um aspecto pouco conhecido do Movimento. Al\u00e9m das ocupa\u00e7\u00f5es, marchas e mobiliza\u00e7\u00f5es que costumam aparecer no notici\u00e1rio, eles mostram o trabalho di\u00e1rio necess\u00e1rio para sustentar uma organiza\u00e7\u00e3o presente em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cS\u00e3o registros feitos pelos pr\u00f3prios militantes no decorrer de suas atividades cotidianas\u201d, explica Lucimeire.<\/p>\n<p>\u201cTer um acervo organizado, que estrutura a mem\u00f3ria e preserva a hist\u00f3ria, cumpre um papel fundamental e imediato: ter uma fonte real. E organizar um arquivo do MST, em que os trabalhadores fazem hist\u00f3ria e, ao mesmo tempo, fazem o acervo, faz com que estes sejam sujeitos de ambos os processos: da luta e do acervo\u201d, reconhece Vanderly Scarabeli, doutorando em Hist\u00f3ria no programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFMT e da coordena\u00e7\u00e3o estadual do MST no Mato Grosso.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Scarabeli, o acervo responde a uma necessidade cada vez mais presente nas universidades, a busca por fontes sobre a quest\u00e3o agr\u00e1ria. Mas sua import\u00e2ncia n\u00e3o termina a\u00ed. \u201cO acervo \u00e9 a materializa\u00e7\u00e3o da identidade hist\u00f3rica dos trabalhadores e trabalhadoras que ajudam a construir esse Movimento\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de registrar a trajet\u00f3ria do MST, os documentos ajudam a compreender as disputas que marcaram a luta pela Reforma Agr\u00e1ria. Est\u00e3o ali fotografias, atas, recortes de jornal, correspond\u00eancias e registros de negocia\u00e7\u00f5es que mostram a atua\u00e7\u00e3o dos diferentes setores envolvidos nesse processo.<\/p>\n<p>Se a preserva\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio tamb\u00e9m tem um papel importante na forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, os documentos garantem o direito \u00e0 mem\u00f3ria e ajudam a demonstrar que a luta camponesa tem hist\u00f3ria, ra\u00edzes e continuidade, e os registros organizados pelo acervo j\u00e1 v\u00eam sendo utilizados em atividades de forma\u00e7\u00e3o de militantes, estudantes e pesquisadores.<\/p>\n<p>\u201cMe vi muito ali, naquilo que estava sendo relatado pela hist\u00f3ria\u201d, conta Scarabeli, que defende que o trabalho tamb\u00e9m levou integrantes do pr\u00f3prio Movimento a reencontrarem parte da trajet\u00f3ria que ajudaram a construir.<\/p>\n<h2>Parceria<\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-3.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-3-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-3-300x225.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-3-768x576.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-3.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/UFMT<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o projeto, Universidade e Movimento constru\u00edram juntos esse processo. A aproxima\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda pelo professor Eduardo Afonso, do Departamento de Hist\u00f3ria da UFMT, que j\u00e1 desenvolvia atividades junto a assentamentos e acampamentos de Reforma Agr\u00e1ria. Segundo ele, desde o in\u00edcio houve a preocupa\u00e7\u00e3o de realizar o trabalho em di\u00e1logo com o Movimento. \u201cO objetivo era garantir uma organiza\u00e7\u00e3o que fosse \u00fatil tanto para a pesquisa acad\u00eamica quanto para o dia a dia do MST\u201d, explica.<\/p>\n<p>J\u00e1 na opini\u00e3o dos estudantes envolvidos, a experi\u00eancia mudou a forma de olhar para a Reforma Agr\u00e1ria. Rafael Fortes, coordenador discente do projeto, conta que o contato direto com os documentos permitiu compreender aspectos da organiza\u00e7\u00e3o do Movimento que dificilmente aparecem no debate p\u00fablico.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Mais do que mudar posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas espec\u00edficas, a organiza\u00e7\u00e3o do acervo do MST em MT estimulou uma an\u00e1lise cr\u00edtica fundamentada nas fontes e na pesquisa hist\u00f3rica, fundamental para n\u00f3s estudantes de hist\u00f3ria e futuros professores\/historiadores\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><cite>Rafael Fortes<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>O interc\u00e2mbio tamb\u00e9m aconteceu fora das caixas de arquivo. Durante as etapas de trabalho no CECAPE, estudantes da universidade conviveram com jovens Sem Terra de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, que participavam de cursos de forma\u00e7\u00e3o. O resultado desta experi\u00eancia aproximou trajet\u00f3rias distintas e mostrou, na pr\u00e1tica, como a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento pode ser constru\u00edda entre Universidade e movimentos populares.<\/p>\n<p>Fortes destaca ainda que, quando os documentos s\u00e3o organizados e preservados, passam a circular com mais facilidade e podem ser utilizados por militantes, educadores, pesquisadores e estudantes. \u201cEntendo tamb\u00e9m que, a intera\u00e7\u00e3o entre Universidade e movimento social favorece a circula\u00e7\u00e3o do conhecimento, permitindo que a mem\u00f3ria produzida pelo campesinato seja preservada e utilizada pelas pr\u00f3prias comunidades em suas estrat\u00e9gias de organiza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de sua trajet\u00f3ria hist\u00f3rica.\u201d<\/p>\n<figure>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" data-id=\"295641\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-4.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-4-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-4-169x300.jpeg 169w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-4-768x1365.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-4-864x1536.jpeg 864w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-4.jpeg 900w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\"><\/figure>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"295639\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-2.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-2-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-2-225x300.jpeg 225w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-2.jpeg 960w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><\/figure><figcaption><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/UFMT<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Por isso, \u00e9 fundamental que a experi\u00eancia seja divulgada e compartilhada com outras iniciativas semelhantes existentes no Movimento, defende Scarabeli . \u201c\u00c9 preciso divulgar, podem ser feitos muitos materiais informativos, apresentando essa experi\u00eancia, que me parece ocorrer tamb\u00e9m em outros espa\u00e7os do Movimento. Por aqui no Mato Grosso vamos buscar viabilizar essas fontes no sentido de dar mais consist\u00eancia e qualidade a esse acervo t\u00e3o importante\u201d.<\/p>\n<p>Um dos principais resultados do projeto \u00e9 permitir que a hist\u00f3ria do MST seja pesquisada a partir da documenta\u00e7\u00e3o produzida pelos pr\u00f3prios Sem Terra. Durante d\u00e9cadas, grande parte dos estudos sobre a luta pela terra recorreu principalmente a reportagens, documentos policiais e processos judiciais. Eduardo Afonso entende que o acervo amplia esse conjunto de fontes ao reunir atas, correspond\u00eancias, fotografias, relat\u00f3rios e outros registros produzidos pelo Movimento ao longo de sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Ter acesso \u00e0 hist\u00f3ria da luta pela terra pela documenta\u00e7\u00e3o produzida pelos pr\u00f3prios Sem Terra tem potencial de mudar a hist\u00f3ria que podemos escrever sobre o Movimento\u201d<\/em>,<\/p>\n<p><cite>Eduardo Afonso<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, trabalhadores do campo tiveram mais dificuldade para conservar seus arquivos devido \u00e0 precariedade das condi\u00e7\u00f5es materiais, aos deslocamentos e \u00e0 viol\u00eancia sofrida por comunidades e organiza\u00e7\u00f5es populares. Preservar esse patrim\u00f4nio documental \u00e9 uma forma de registrar que a luta pela Reforma Agr\u00e1ria tem hist\u00f3ria, continuidade e ra\u00edzes profundas, segundo Lucimeire. <\/p>\n<p>A dimens\u00e3o pedag\u00f3gica do acervo n\u00e3o se restringe \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de militantes, e a participa\u00e7\u00e3o estudantil contribui para \u201ctransformar o acervo em um instrumento mais acess\u00edvel de comunica\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o\u201d, segundo Fortes. J\u00e1 Barreto faz uma conex\u00e3o direta entre esse potencial pedag\u00f3gico e a disputa da narrativa mais ampla. Ao colocar o acervo nessa lista \u2014 ao lado da educa\u00e7\u00e3o do campo, da cultura e da produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u2014, a arquivista posiciona a mem\u00f3ria documental como parte do projeto civilizat\u00f3rio do Movimento. N\u00e3o \u00e9 apenas mem\u00f3ria do passado: \u00e9 argumento para o presente e projeto para o futuro.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-1-768x576.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/MT-1.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/UFMT<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 uma pedagogia impl\u00edcita na pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o do arquivo que vale destacar. Ao classificar, descrever e preservar documentos produzidos por militantes an\u00f4nimos \u2014 pessoas que raramente figuram nos livros de hist\u00f3ria \u2014 o projeto afirma que esses sujeitos s\u00e3o historicamente relevantes. Que a ata de uma reuni\u00e3o de base tem o mesmo peso documental que um decreto governamental. Que a circular que convocou uma ocupa\u00e7\u00e3o de terra \u00e9 t\u00e3o hist\u00f3ria quanto o relat\u00f3rio policial que a descreveu como \u201cinvas\u00e3o\u201d. Essa invers\u00e3o de hierarquia documental \u00e9, ela mesma, um ato pedag\u00f3gico.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Esse patrim\u00f4nio serve de inspira\u00e7\u00e3o para o futuro, pois olhar para a trajet\u00f3ria do Movimento renova a identidade coletiva e o sentimento de pertencimento de cada trabalhador, mostrando que a nossa resist\u00eancia continua viva<\/em>.\u201d<\/p>\n<p><cite>Lucimeire Barreto<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Eduardo Afonso observa que o MST historicamente valorizou a forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e a mem\u00f3ria coletiva, mas nem sempre conseguiu preservar de forma sistem\u00e1tica os documentos produzidos ao longo da luta. Mais do que organizar documentos, o projeto re\u00fane mem\u00f3rias, trajet\u00f3rias e experi\u00eancias constru\u00eddas ao longo de d\u00e9cadas de luta pela terra no MT. Neste sentido, Barreto destaca que revisitar essa hist\u00f3ria fortalece o sentimento de pertencimento e ajuda a manter viva a mem\u00f3ria coletiva do Movimento.<\/p>\n<p>A parceria entre Universidade e movimento social amplia a circula\u00e7\u00e3o do conhecimento e contribui para que os documentos retornem \u00e0s pr\u00f3prias comunidades que os produziram, na vis\u00e3o do estudante Rafael Forte. Scarabeli tamb\u00e9m defende a mesma posi\u00e7\u00e3o, afirmando que o pr\u00f3ximo desafio \u00e9 ampliar e qualificar o acervo. \u201cAqui no Mato Grosso vamos buscar viabilizar essas fontes no sentido de dar mais consist\u00eancia e qualidade a esse acervo t\u00e3o importante\u201d, diz.<\/p>\n<p>Segundo Eduardo Afonso, o projeto demonstrou o potencial da colabora\u00e7\u00e3o entre Universidade e movimentos populares. \u201c[O projeto] tem um potencial enorme de estudo, de pesquisa sobre hist\u00f3ria da luta pela terra. Isso tem um potencial de mudar a hist\u00f3ria que podemos escrever sobre o Sem Terra e a rela\u00e7\u00e3o que o MST tem com sua mem\u00f3ria\u201d. <\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o do acervo reuniu necessidades concretas do MST e conhecimentos t\u00e9cnicos produzidos na universidade em torno de um objetivo comum: preservar uma parte importante da hist\u00f3ria da luta pela terra no Brasil.<\/p>\n<p><em>*Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/06\/11\/documentos-produzidos-por-militantes-preservam-memoria-da-reforma-agraria-no-mt\/\">Documentos produzidos por militantes preservam mem\u00f3ria da Reforma Agr\u00e1ria no MT<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/chegou-fim-de-semana-todos-querem-diversao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[4311,407,408,323,1666,191],"tags":[],"class_list":["post-91420","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo-e-memoria-do-mst","category-educacao-do-campo","category-educacao-e-agroecologia","category-mato-grosso","category-memoria","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91420"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91420\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}