{"id":91630,"date":"2026-06-12T13:53:27","date_gmt":"2026-06-12T16:53:27","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/copa-do-mundo-o-big-data-por-tras-do-futebol\/"},"modified":"2026-06-12T13:53:27","modified_gmt":"2026-06-12T16:53:27","slug":"copa-do-mundo-o-big-data-por-tras-do-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/copa-do-mundo-o-big-data-por-tras-do-futebol\/","title":{"rendered":"Copa do Mundo: O big data por tr\u00e1s do futebol"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"624\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1_KRSmnuwPr1ifT_W7DPzKHg.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1_KRSmnuwPr1ifT_W7DPzKHg.jpg 1024w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1_KRSmnuwPr1ifT_W7DPzKHg-300x183.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1_KRSmnuwPr1ifT_W7DPzKHg-768x468.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><imgsrc=\"\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\".\" border=\"0\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Quando a Copa do Mundo da FIFA de 2026 tiver in\u00edcio em 11 de junho, ela ser\u00e1 apresentada como o torneio mais movido a dados da hist\u00f3ria do esporte: marca\u00e7\u00f5es de impedimento assistidas por IA, uma bola equipada com sensores, scans em 3D de todos os 1.248 jogadores e um assistente de IA para cada sele\u00e7\u00e3o. Rastreamento em tempo real, modelos de recrutamento e pain\u00e9is t\u00e1ticos s\u00e3o hoje ferramentas comuns do futebol profissional. Por tr\u00e1s de cada um desses pontos de dados est\u00e3o trabalhadores que a transmiss\u00e3o de TV raramente mostra.<\/p>\n<p>As conversas sobre tecnologia na Copa do Mundo param nas telas: a linha de impedimento, o VAR, as estat\u00edsticas ao vivo. Poucos perguntam quem produz os dados por tr\u00e1s disso, onde e em que condi\u00e7\u00f5es. No meu novo projeto de pesquisa, Trabalhadores de Tecnologia no Futebol (<em>Tech Workers in Football<\/em>), financiado pelo Creative Labour and Critical Futures da Universidade de Toronto, estou mapeando a for\u00e7a de trabalho por tr\u00e1s das cadeias de valor de dados do futebol.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o \u00e9 novo. A intelig\u00eancia artificial, em qualquer lugar, funciona com dados, com o trabalho humano que anota e valida esses dados e com infraestrutura f\u00edsica. O futebol depende desse tipo de trabalho h\u00e1 muito mais tempo do que sugere a empolga\u00e7\u00e3o atual com a IA. H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, um dos maiores clubes do Reino Unido, o Arsenal, comprou uma pequena empresa de an\u00e1lise de dados com a qual j\u00e1 trabalhava e a incorporou ao clube como um departamento interno de ci\u00eancia de dados \u2014 uma empresa cujas imagens de jogos eram, por sua vez, codificadas por uma for\u00e7a de trabalho de dados no Camboja e no Laos. Isso foi em 2014. A for\u00e7a de trabalho de dados do futebol vem se formando h\u00e1 mais de 10 anos, e tem recebido pouca aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Prancheta--16.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Prancheta--16.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas camadas principais nas cadeias de valor de dados do futebol. Mais perto do jogo est\u00e3o os trabalhadores de tecnologia internos aos clubes: os analistas e cientistas de dados que os clubes contratam diretamente, atuando ao lado das comiss\u00f5es t\u00e9cnicas. Mesmo entre clubes de uma mesma liga, n\u00e3o h\u00e1 uma forma \u00fanica de organizar esse trabalho. Os departamentos recebem nomes diferentes e ocupam cantos diferentes do clube, os arranjos de trabalho variam, e os profissionais v\u00eam de forma\u00e7\u00f5es bastante distintas \u2014 doutorados em f\u00edsica ou matem\u00e1tica, pessoas recrutadas nas grandes empresas de tecnologia (Big Tech) e, em lugares como o Brasil, forma\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Esses arranjos variam de um clube para outro, e os clubes costumam mant\u00ea-los em segredo. O modo como os diferentes clubes organizam seus departamentos de ci\u00eancia de dados varia, assim como podem variar os arranjos entre a comiss\u00e3o t\u00e9cnica e a equipe de trabalhadores de tecnologia. At\u00e9 hoje, nenhuma pesquisa documentou o perfil desses trabalhadores de tecnologia no futebol.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos clubes est\u00e3o os fornecedores de dados, e eles n\u00e3o s\u00e3o de um \u00fanico tipo. Alguns coletam os dados oficiais de eventos, o registro estruturado das a\u00e7\u00f5es com a bola, e parte deles tamb\u00e9m det\u00e9m os direitos de coletar e distribuir o feed oficial de uma liga para a m\u00eddia e para as casas de apostas. Outros se especializam em rastreamento (tracking), usando c\u00e2meras nos est\u00e1dios para fixar a posi\u00e7\u00e3o de cada jogador em campo, e s\u00e3o seus engenheiros que transformam v\u00eddeo bruto em dados. Uma startup francesa, por exemplo, constr\u00f3i dados de rastreamento de jogadores apenas a partir das imagens de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao redor deles h\u00e1 um ecossistema mais amplo: fabricantes de vest\u00edveis (<em>wearables<\/em>) com GPS e sensores inerciais que medem o quanto e com que intensidade os jogadores correm, plataformas de v\u00eddeo que gravam e etiquetam as partidas, bancos de dados de scouting que os clubes vasculham em busca da pr\u00f3xima contrata\u00e7\u00e3o, consultorias de an\u00e1lise de dados que modelam o desempenho a partir de dados pr\u00f3prios ou de terceiros, empresas nascidas na ind\u00fastria das bets que hoje vendem previs\u00f5es, e sistemas de gest\u00e3o de atletas que tentam prever o risco de les\u00f5es. Em todas essas camadas, quem faz o trabalho costuma ser funcion\u00e1rio em tempo integral, muitas vezes vinculado a acordos de confidencialidade e concentrado em poucos polos de neg\u00f3cios. E o campo est\u00e1 se estreitando: um pequeno n\u00famero de empresas hoje controla os dados de que a maioria dos clubes de futebol depende, v\u00e1rias delas montadas por meio de sucessivas ondas de aquisi\u00e7\u00f5es, e o setor tem atra\u00eddo capital de private equity e dinheiro do mercado de a\u00e7\u00f5es \u00e0 medida que se consolida.<\/p>\n<p>Mais distante dos olhares do p\u00fablico, na base, est\u00e3o os trabalhadores de dados que anotam o que acontece em campo. Eles assistem aos jogos e transformam cada passe, desarme e finaliza\u00e7\u00e3o em dados estruturados, correndo contra a transmiss\u00e3o enquanto fazem isso. O trabalho se concentra em cidades de sal\u00e1rios mais baixos: mais de 100 trabalhadores de dados anotam jogos a partir de um \u00fanico escrit\u00f3rio em Tern\u00f3pil, na Ucr\u00e2nia, e uma for\u00e7a de trabalho semelhante faz o mesmo no Cairo, no Egito. No n\u00edvel mais baixo, boa parte desses dados ao vivo \u00e9 coletada por pessoas contratadas jogo a jogo, como prestadores aut\u00f4nomos pagos por pe\u00e7a. Uma empresa alem\u00e3, hoje parte de uma empresa australiana de tecnologia esportiva, tem seus jogos anotados por uma equipe de dados nas Filipinas, onde os trabalhadores podem levar de tr\u00eas a quatro horas em um \u00fanico jogo.<\/p>\n<p>No livro <em>Expected Goals<\/em><em>,<\/em> Rory Smith conta que todo novo anotador de dados em Manila aprende o of\u00edcio a partir de uma \u00fanica partida: a vit\u00f3ria da Alemanha por 7 a 1 sobre o Brasil na semifinal da Copa de 2014. Naquele jogo, apesar de finalizar e tocar a bola mais do que o advers\u00e1rio, o Brasil foi atropelado, e os trabalhadores de dados aprenderam quais outros dados precisam ser levados em conta na hora de assistir aos jogos e etiquetar os dados.<\/p>\n<p>Essas camadas sustentam o modo como o futebol \u00e9 hoje assistido e gerenciado em suas diferentes dimens\u00f5es: os gr\u00e1ficos na transmiss\u00e3o, o n\u00famero de probabilidade de vit\u00f3ria na tela, as decis\u00f5es sobre tempo de jogo e t\u00e1ticas, o jogador que um clube acabou de contratar com base em dados. Esses trabalhadores s\u00e3o hoje essenciais ao futebol, mas pouco conhecidos do grande p\u00fablico. Mesmo os cientistas de dados, os mais vis\u00edveis entre eles, raramente s\u00e3o conhecidos pelo nome fora de seus clubes. Quanto mais embaixo na cadeia, menos o trabalho \u00e9 visto, enquanto a decis\u00e3o no topo \u00e9 a coisa mais p\u00fablica do jogo. Algumas das pessoas que coletam dados ao vivo acabaram nos tribunais, entre elas torcedores e estudantes pagos com pouco mais do que ingressos para os jogos, presos em disputas entre os gigantes dos dados a quem fornecem seus feeds.<\/p>\n<p>A cadeia de valor de dados no futebol tamb\u00e9m tem uma geografia. O trabalho de an\u00e1lise de dados de alto valor se concentra em um punhado de centros ricos, enquanto a anota\u00e7\u00e3o de dados se concentra em cidades no Leste Europeu, na \u00c1frica, no Sul da \u00c1sia e no Sudeste Asi\u00e1tico. Clubes fora das ligas dominantes, no Brasil, por exemplo, muitas vezes pagam esses fornecedores em moeda estrangeira pela infraestrutura de que dependem seus pr\u00f3prios trabalhadores de tecnologia. Mas seria um erro entender essas ligas fora da Europa como simplesmente atrasadas. O futebol brasileiro, por exemplo, tem constru\u00eddo seus pr\u00f3prios arranjos. H\u00e1 empresas de dados que montam suas pr\u00f3prias equipes para registrar cada jogo a partir do sinal de televis\u00e3o, e consultorias de dados que treinam os analistas que os clubes agora correm para contratar. E h\u00e1 um mercado de trabalho de ci\u00eancia de dados que circula dentro da Am\u00e9rica Latina, constru\u00eddo em torno de departamentos internos de an\u00e1lise de dados que transitam entre os clubes brasileiros.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/OUTRAS-PALAVRAS-_A-LA-CAARTE728x90px-1-1-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/OUTRAS-PALAVRAS-_A-LA-CAARTE728x90px-1-1-1.jpg 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/OUTRAS-PALAVRAS-_A-LA-CAARTE728x90px-1-1-300x37.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Compreender as complexas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas e geogr\u00e1ficas das cadeias de valor de dados no futebol \u00e9 uma tarefa para a pesquisa futura. Um mecanismo transfronteiri\u00e7o, em especial, merece aten\u00e7\u00e3o: um n\u00famero crescente de investidores \u00e9 dono de v\u00e1rios clubes em diferentes pa\u00edses e os administra como um \u00fanico portf\u00f3lio. M\u00e9todos, dados e profissionais se movem entre esses clubes como transfer\u00eancias internas: a dire\u00e7\u00e3o de um clube brasileiro afirma usar, por contrato, os mesmos analistas de desempenho, dados e software que o clube ingl\u00eas no topo de seu grupo propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>A Copa do Mundo vai colocar os dados e a IA do futebol no maior palco que existe. Centenas de milh\u00f5es de pessoas v\u00e3o assistir aos jogos e discutir os n\u00fameros na tela. Os trabalhadores de dados correndo contra o rel\u00f3gio da transmiss\u00e3o, os fornecedores de dados vendendo dados a terceiros, os analistas de dados preparando relat\u00f3rios e negociando com as comiss\u00f5es t\u00e9cnicas n\u00e3o v\u00e3o aparecer na tela, mas nada desse espet\u00e1culo existiria sem eles. O futebol atualmente funciona tanto com o trabalho deles quanto com o dos jogadores. Pesquisadores, imprensa e mesmo os clubes precisam levar essa for\u00e7a de trabalho mais a s\u00e9rio, e entender os seus perfis: quem s\u00e3o, onde trabalham, quanto ganham e que voz t\u00eam sobre as tecnologias das quais dependem. E diferentemente do beisebol, o esporte que os dados conquistaram primeiro, o futebol nunca se rende por completo aos n\u00fameros. Ele continua m\u00e1gico, imprevis\u00edvel. E, claro, sabemos disso melhor do que ningu\u00e9m.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Em m\u00faltiplas camadas, partidas s\u00e3o assistidas e gerenciadas por analistas invis\u00edveis e mal pagos. IAs vendem \u201cprevis\u00f5es\u201d, sob acordos confidenciais. Bets impulsionam nova ind\u00fastria<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/copa-do-mundo-o-big-data-por-tras-do-futebol\/\">Copa do Mundo: O &lt;i&gt;big data&lt;\/i&gt; por tr\u00e1s do futebol<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91631,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[67424,67425,596,597,67426,8067,2796,67427,227,10343,1228,1482,5493,67428],"tags":[],"class_list":["post-91630","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analistas-de-dados","category-bancos-de-dados","category-bets","category-big-techs","category-ciencia-de-dados","category-copa-do-mundo-de-futebol","category-fifa","category-fifa-world-cup","category-futebol","category-gps","category-inteligencia-artificial","category-sul-global","category-tecnologia-em-disputa","category-trabalhadores-de-dados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91630"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91630\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}