{"id":9171,"date":"2024-12-22T10:00:00","date_gmt":"2024-12-22T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/aniversario-da-morte-de-nelson-rodrigues-o-contraditorio-reacionario\/"},"modified":"2024-12-22T10:00:00","modified_gmt":"2024-12-22T13:00:00","slug":"aniversario-da-morte-de-nelson-rodrigues-o-contraditorio-reacionario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/aniversario-da-morte-de-nelson-rodrigues-o-contraditorio-reacionario\/","title":{"rendered":"Anivers\u00e1rio da morte de Nelson Rodrigues, o contradit\u00f3rio reacion\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" width=\"720\" height=\"460\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/nelson_rodrigues.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/nelson_rodrigues.jpg 720w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/nelson_rodrigues-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\"><\/p>\n<p>Em 21\/12\/2024, tivemos os 44 anos do falecimento de Nelson Rodrigues, o recifense que os cariocas querem naturalizar como do Rio de Janeiro. N\u00e3o digo isso por gosto da frase ou provoca\u00e7\u00e3o. Em mais de uma oportunidade, temos visto a frase \u201cNelson Rodrigues, dramaturgo carioca\u201d. A justificativa para o deslocamento da identidade \u00e9 o seu teatro, que retrataria a sociedade do Rio de Janeiro. Acredito que isso geraria uma boa discuss\u00e3o na Bodega de V\u00e9io, no Recife. Mas vamos a um ou dois argumentos.<\/p>\n<p>O recifense Nelson Rodrigues, desde o nascimento em uma sexta-feira 23 de agosto de 1912, atravessou muitas vidas e rostos. E contradi\u00e7\u00f5es das mais diversas. Entre muitas, falam sempre de Nelson como um escritor do Rio pelos temas e forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De passagem, olhemos a refer\u00eancia mais ressaltada de Nelson Rodrigues, a obra teatral. Ora, o seu teatro exigiria um estudo al\u00e9m da frase exterior no palco, al\u00e9m da paisagem, do \u00f3bvio ululante, como ele diria. Penso que o seu teatro vem de certo e tenebroso Pernambuco. Aqueles del\u00edrios patol\u00f3gicos dos personagens, aqueles conflitos profundos que sobem \u00e0 cena, fazem parte da repress\u00e3o sexual da casa-grande de Pernambuco. Das sinhazinhas e senhores escravocratas v\u00eam aqueles incestos, paix\u00f5es imposs\u00edveis dentro do lar mais suburbano. Aqueles devaneios \u00e0 margem da sala de visitas n\u00e3o s\u00e3o bem a escolha de um escritor carioca \u00e0 procura da originalidade. V\u00eam antes de uma heran\u00e7a espiritual de senhores de engenho que se espraiou pela gente do Recife. De um ponto de vista factual e do ser, a opress\u00e3o dos engenhos acompanhou a fam\u00edlia pernambucana de Nelson Rodrigues at\u00e9 o Rio de Janeiro. Ou como ele pr\u00f3prio confessou, numa entrevista ao psicanalista e escritor H\u00e9lio Pellegrino:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu tenho uma experi\u00eancia, ali\u00e1s, j\u00e1 citei isso, a minha primeira experi\u00eancia er\u00f3tica \u00e9 anterior \u00e0 minha mem\u00f3ria. Eu n\u00e3o me lembro de nada e este fato s\u00f3 foi referido muito posteriormente. Um dia apareceu l\u00e1 em casa uma santa senhora, vizinha, m\u00e3e de uma menina de uns quatro anos, para dizer que qualquer filho de minha m\u00e3e poderia entrar na casa dela, menos eu. O neg\u00f3cio teve um tal toque de inoc\u00eancia e de pureza que eu n\u00e3o me lembro de nada. De vez em quando fa\u00e7o um esfor\u00e7o, come\u00e7o a escavar na mem\u00f3ria e n\u00e3o tenho a menor no\u00e7\u00e3o do que eu teria feito para justificar a ira da santa senhora. O meu ambiente familiar era, sob este aspecto er\u00f3tico, de um grande rigor. Eu disse o meu primeiro palavr\u00e3o aos doze anos de idade.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Isso posto, mal posto, j\u00e1 se v\u00ea, porque somos breves, passemos a seu reacionarismo. Depois do golpe de 64, em muitas oportunidades defendeu amigos comunistas, inclusive Jo\u00e3o Saldanha. Mas nos textos que publicava na imprensa durante a ditadura, eram impag\u00e1veis as suas caricaturas contra \u00eddolos da esquerda brasileira. Sobre Mao Ts\u00e9-Tung, ele escreveu que o grande chin\u00eas n\u00e3o poderia nadar, porque tinha uma barriga insubmers\u00edvel. Sobre Dom H\u00e9lder C\u00e2mara, dizia que o extraordin\u00e1rio arcebispo se defendia na batina, mas queria mesmo era v\u00ea-lo na praia de Ipanema com short de bolinhas. Sobre Ant\u00f4nio Callado, repetia ao infinito que o romancista e jornalista era o \u00fanico ingl\u00eas do mundo real. E haja goza\u00e7\u00f5es contra os estudantes que militavam contra a ditadura. Mas isso foi at\u00e9 o dia em que prenderam o seu filho Nelsinho como terrorista, que foi torturado como era h\u00e1bito dos militares na \u00e9poca. Mais adiante, o genial teatr\u00f3logo e cronista se integrou \u00e0 luta pela Anistia.<\/p>\n<p>E na obra, o mais importante da sua perman\u00eancia, o teatro de Nelson Rodrigues destr\u00f3i o reacionarismo declarado pelo autor. Nada nele fala aos valores proclamados pela santa fam\u00edlia brasileira, moral, costumes, rigor da religi\u00e3o, t\u00e3o ao gosto da direita nacional. Pelo contr\u00e1rio, os incestos e traumas familiares pululam nas trag\u00e9dias. Em <em>Beijo no Asfalto<\/em>, um homem beija a boca de outro e nisso se faz o maior esc\u00e2ndalo na imprensa marrom retratada na pe\u00e7a. Mas prefiro ir agora \u00e0s suas cr\u00f4nicas revolucion\u00e1rias sobre o futebol brasileiro. Retiro alguns trechos da homenagem a ele no <em>Dicion\u00e1rio Amoroso do Recife<\/em>.<\/p>\n<p>Para mim, Nelson Rodrigues foi, de longe, o maior e melhor e excelso g\u00eanio da literatura de futebol no Brasil. Disse tudo? N\u00e3o, disse menos. Quero dizer: o sonho de todo escritor, o de ser lido pelas massas, discutido por elas, sem cair um s\u00f3 mil\u00edmetro da sua dignidade art\u00edstica, o sonho de escrever para todos, mas sem as quedas demag\u00f3gicas de baixar o n\u00edvel para falar aos trabalhadores, que nem servem ao povo nem \u00e0 literatura, esse poss\u00edvel um dia Nelson Rodrigues conseguiu. Disse tudo? Menos ainda, porque devo dizer: n\u00e3o conhe\u00e7o, na literatura mundial, algu\u00e9m que tenha sido t\u00e3o magn\u00edfico quanto Nelson Rodrigues na cr\u00f4nica esportiva.<\/p>\n<p>Se pensam que me engano, olhem e amaciem na boca feito fruta rara o que Nelson Rodrigues escreveu sobre um jogo de Pel\u00e9, antes de come\u00e7ar a Copa do Mundo de 1958. Para n\u00e3o diz\u00ea-lo um profeta, devo dizer: a sensibilidade, a genial arte de um escritor descobriu e revelou um fen\u00f4meno:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cDepois do jogo Am\u00e9rica x Santos seria um crime n\u00e3o fazer de Pel\u00e9 o meu personagem da semana. Grande figura que o meu confrade Laurence chama de \u2018o Domingos da Guia do ataque\u2019. Examino a ficha de Pel\u00e9 e tomo um susto: \u2014 17 anos! H\u00e1 certas idades que s\u00e3o aberrantes, inveross\u00edmeis. Uma delas \u00e9 a de Pel\u00e9. Eu, com mais de 40, custo a crer que algu\u00e9m possa ter 17 anos, jamais. Pois bem: \u2014 verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo como uma dessas autoridades irresist\u00edveis e fatais. Dir-se-ia um rei, n\u00e3o sei se Lear, se \u2018Imperador Jones\u2019, se et\u00edope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invis\u00edveis. Em suma: \u2014 ponham-no em qualquer rancho e sua majestade din\u00e1stica h\u00e1 de ofuscar toda a corte em derredor.<\/p>\n<p>O que n\u00f3s chamamos de realeza \u00e9, acima de tudo, um estado de alma. E Pel\u00e9 leva sobre os demais jogadores uma vantagem consider\u00e1vel: \u2013 a de se sentir rei, da cabe\u00e7a aos p\u00e9s. Quando ele apanha a bola, e dribla um advers\u00e1rio \u00e9 como quem enxota, quem escorra\u00e7a um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensa\u00e7\u00e3o de superioridade que n\u00e3o faz cerim\u00f4nia. J\u00e1 lhe perguntaram: \u2014\u00a0<em>Quem \u00e9 o maior meia do mundo?.\u00a0<\/em>Ele respondeu com a \u00eanfase das certezas eternas: \u2014<em>\u00a0Eu.<\/em>\u00a0Insistiram: \u2014\u00a0<em>Qual \u00e9 o maior ponta do mundo?<\/em>\u00a0E Pel\u00e9: \u2014\u00a0<em>Eu.\u00a0<\/em>Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque p\u00f5e no que diz uma tal carga de convic\u00e7\u00e3o que ningu\u00e9m reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posi\u00e7\u00f5es. Nas pontas, nas meias e no centro, h\u00e1 de ser o mesmo, isto \u00e9, o incompar\u00e1vel Pel\u00e9\u2026 Na Su\u00e9cia, ele n\u00e3o tremer\u00e1 de ningu\u00e9m. H\u00e1 de olhar os h\u00fangaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. N\u00e3o se inferiorizar\u00e1 diante de ningu\u00e9m. E \u00e9 dessa atitude viril e, mesmo, insolente de que precisamos. Sim, amigos: \u2014 aposto minha cabe\u00e7a como Pel\u00e9 vai achar todos os nossos advers\u00e1rios uns pernas-de-pau\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Isso se deu em uma cr\u00f4nica de mar\u00e7o de 1958. Se a epifania de Pel\u00e9 antes do reconhecimento universal n\u00e3o causar espanto, olhem, mastiguem lento e com calma o que Nelson escreveu sobre Garrincha:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cNos acrobatas chineses o que existe \u00e9 o esfor\u00e7o, \u00e9 a t\u00e9cnica, \u00e9 o virtuosismo, ao passo que Garrincha \u00e9 puro instinto. Possui uma riqueza instintiva que lhe d\u00e1 absoluto destaque sobre os demais. At\u00e9 Deus, l\u00e1 do alto, h\u00e1 de admirar-se e h\u00e1 de concluir: \u2014 \u2018Esse Garrincha \u00e9 o maior!\u2019. O \u2018seu\u2019 Man\u00e9 n\u00e3o trata a bola a pontap\u00e9s como fazem os outros. N\u00e3o. Ele cultiva a bola, como se fosse uma orqu\u00eddea rara\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Cultivar a bola como uma orqu\u00eddea rara \u2014 isso j\u00e1 deixou de ser futebol e penetrou na delicadeza da arte, no mesmo passo em que vemos a fina e macia p\u00e9tala que se toca com a percep\u00e7\u00e3o da vida fugaz. Mas \u00e9 uma bola. \u00c9 uma cr\u00f4nica. Nesta altura eu me sinto um escritor absolutamente desnecess\u00e1rio. O que disser parecer\u00e1 acento circunflexo sobre o c\u00e9u azul. Pode? Ser leitor dessas cr\u00f4nicas \u00e9 t\u00e3o agrad\u00e1vel, que nossa \u00fanica transmiss\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 copi\u00e1-la em trechos, porque o tempo urgente n\u00e3o permite a c\u00f3pia inteira, o que seria um servi\u00e7o de utilidade p\u00fablica e educa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. \u00c9 irresist\u00edvel.<\/p>\n<p>Na cr\u00f4nica \u201cO craque sem idade\u201d: <em>\u201cA bola tem um instinto clarividente e infal\u00edvel que a faz encontrar e acompanhar o verdadeiro craque. Foi o que aconteceu: \u2014 a pelota n\u00e3o largou Zizinho, a pelota o farejava e seguia com uma fidelidade de cadelinha ao seu dono. (Sim, amigos: \u2014 h\u00e1 na bola uma alma de cachorra.). No fim de certo tempo, t\u00ednhamos a ilus\u00e3o de que s\u00f3 Zizinho jogava. Deixara de ser um espet\u00e1culo de 22 homens, mais o juiz e os bandeirinhas. Zizinho triturava os outros ou, ainda, Zizinho afundava os outros numa sombra irremedi\u00e1vel. Eis o fato: \u2014 a partida foi um show pessoal e intransfer\u00edvel\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Essa cr\u00f4nica esportiva, de g\u00eanero e talento que os espanh\u00f3is diriam ser esquisito, e aqui recupero pelos sentidos de muito bom e raro, esse texto de Nelson a gente absorve com um prazer e com um sorriso, que posto na face n\u00e3o se desgruda mais. Como \u00e9 que ele conseguia escrever t\u00e3o bem, no meio de uma reda\u00e7\u00e3o barulhenta, sob os tiros de mais de 40 metralhadoras das m\u00e1quinas de escrever, e nuvens de cigarros, e gritos, e piadas, e explos\u00f5es de raiva e confus\u00e3o? Penso que seria como fazer amor em meio \u00e0s arquibancadas de um est\u00e1dio durante um Fla x Flu. Voc\u00eas j\u00e1 veem que a gente l\u00ea Nelson Rodrigues e fica meio contaminado pelo esp\u00edrito dele.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOs passes de Didi! S\u00e3o precisos, exatos, irretoc\u00e1veis como um soneto antigo. Direi mais, se me permitem a compara\u00e7\u00e3o: \u2014 Didi \u00e9 a m\u00e3e dos pernas-de-pau. Quantos companheiros vivem, e sobrevivem, \u00e0 sua sombra? Ele n\u00e3o depende de ningu\u00e9m e quantos dependem dele? Ao lado de Didi, o perna-de-pau j\u00e1 o \u00e9 muito menos.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele \u2014 Nelson Rodrigues em seus craques \u2014 arranca humor e gra\u00e7a em frases que guardam sempre os mesmos recursos, imagens, mas ainda assim surpreendem. Ele, na cr\u00f4nica, escrevia \u00e0 semelhan\u00e7a de Garrincha, que driblava para um s\u00f3 lado, e todos sabiam qual, mas ainda assim eram surpreendidos. Nelson usa sempre o exagero, as express\u00f5es mais despudoradas, melodram\u00e1ticas, truques de circo na hip\u00e9rbole, com o maior despudor e cinismo, mas ainda assim o leitor era, \u00e9 driblado, assim como os marcadores de Garrincha. Que encanto! Com a diferen\u00e7a que a gente \u00e9 driblado, mas n\u00e3o se frustra, porque enche o peito da gente de felicidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOlhem Pel\u00e9, examinem suas fotografias e caiam das nuvens. \u00c9, de fato, um menino, um garoto. Se quisesse entrar num filme da Brigitte Bardot, seria barrado, seria enxotado. Mas reparem: \u00e9 um g\u00eanio indubit\u00e1vel. Digo e repito: g\u00eanio. Pel\u00e9 podia virar-se para Miguel \u00c2ngelo, Homero ou Dante e cumpriment\u00e1-los, com \u00edntima efus\u00e3o: \u2018Como vai, colega?\u2019\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na verdade, mesmo sem o seu teatro, Nelson Rodrigues seria imortal, se permitem mais um acento circunflexo no mar de suas cr\u00f4nicas. Dele pode ser dito o mesmo que ele escreveu sobre o romancista Jos\u00e9 Lins do Rego:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cMorto e, no entanto, parece mais vivo do que muitos que andam por a\u00ed, que circulam, que batem nas nossas costas e contam piadas. N\u00e3o resta d\u00favida que \u2018morrer\u2019 significa, em \u00faltima an\u00e1lise, um pouco de voca\u00e7\u00e3o. J\u00e1 falei nos vivos t\u00e3o pouco militantes que temos vontade de lhes enviar coroas ou de lhes atirar na cara a \u00faltima p\u00e1 de cal. Esses t\u00eam, sim, a voca\u00e7\u00e3o da morte. Fomos, todos, enterr\u00e1-lo no ch\u00e3o muito doce de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. Mas \u00e9 como se n\u00e3o existisse a m\u00ednima rela\u00e7\u00e3o entre o funeral e Z\u00e9 Lins, entre o caix\u00e3o e o grande romancista.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Esse era o \u201creacion\u00e1rio\u201d. Pode? \u00c9 claro que n\u00e3o. Ele era um anarquista, quero crer. Mas revolucion\u00e1rio na forma e na vis\u00e3o rara, porque ningu\u00e9m escreveu sobre futebol com tanta gra\u00e7a e g\u00eanio quanto Nelson Rodrigues.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2024\/12\/22\/aniversario-da-morte-de-nelson-rodrigues-o-contraditorio-reacionario\/\">Anivers\u00e1rio da morte de Nelson Rodrigues, o contradit\u00f3rio reacion\u00e1rio<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mp-rj-reabre-investigacao-contra-carlos-bolsonaro-por-rachadinha\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Carlos-Bolsonaro-PF-Camara-RJ-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">MP-RJ reabre investiga\u00e7\u00e3o contra Carlos Bolsonaro ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/linha-do-tempo-da-luta-de-maria-da-penha-a-ampliacao-da-protecao-as-mulheres\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Linha do tempo: da luta de Maria da Penha \u00e0 amplia...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/franca-convoca-conselho-de-seguranca-apos-escalada-de-israel-no-libano\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/71b88072-d2f9-46f1-9bd6-0f4e236c1ce2-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Fran\u00e7a convoca Conselho de Seguran\u00e7a ap\u00f3s escalada...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/doacao-de-sangue-aproveite-janeiro-para-doar\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Doacao-de-Sangue-Atrium-Shopping-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Doa\u00e7\u00e3o de sangue: aproveite janeiro para doar<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 21\/12\/2024, tivemos os 44 anos do falecimento de Nelson Rodrigues, o recifense que os cariocas querem naturalizar como do Rio de Janeiro. 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