{"id":91922,"date":"2026-06-15T16:43:52","date_gmt":"2026-06-15T19:43:52","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/luiz-gama-e-luiza-mahin-o-brasil-negro-que-a-unesco-comeca-a-reconhecer\/"},"modified":"2026-06-15T16:43:52","modified_gmt":"2026-06-15T19:43:52","slug":"luiz-gama-e-luiza-mahin-o-brasil-negro-que-a-unesco-comeca-a-reconhecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/luiz-gama-e-luiza-mahin-o-brasil-negro-que-a-unesco-comeca-a-reconhecer\/","title":{"rendered":"Luiz Gama e Luiza Mahin: o Brasil negro que a Unesco come\u00e7a a reconhecer"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-15-de-jun-de-2026-16_35_44.png\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-15-de-jun.-de-2026-16_35_44-1024x576.png 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-15-de-jun.-de-2026-16_35_44-300x169.png 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-15-de-jun.-de-2026-16_35_44-768x432.png 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-15-de-jun.-de-2026-16_35_44-1536x864.png 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ChatGPT-Image-15-de-jun-de-2026-16_35_44.png 1672w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>O mundo est\u00e1 prestes a reconhecer oficialmente aquilo que o movimento negro brasileiro sabe h\u00e1 muito tempo: a hist\u00f3ria da liberdade no Brasil n\u00e3o pode ser contada sem Luiz Gama e Luiza Mahin. O acervo \u201cPresen\u00e7a Negra no Arquivo \u2013 Luiz Gama, Articulador da Liberdade\u201d est\u00e1 em fase final de an\u00e1lise para receber o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Documental da Humanidade da Unesco (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura).<\/p>\n<p>Diferentemente da maioria dos registros do s\u00e9culo 19, produzidos por senhores, ju\u00edzes ou burocratas, esse acervo traz a voz pol\u00edtica e a genialidade jur\u00eddica de um homem negro de forma direta. Se aprovado, o conjunto de 232 manuscritos, cartas, processos e registros hist\u00f3ricos transformar\u00e1 Gama no primeiro grande abolicionista brasileiro com sua produ\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e intelectual reconhecida nesse patamar internacional.<\/p>\n<p>Em maio de 2025, esse acervo documental recebeu o reconhecimento Regional da Unesco-Am\u00e9rica Latina, por meio do Comit\u00ea Regional para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe do Programa Mem\u00f3ria do Mundo. A candidatura global foi submetida pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e pelo Arquivo Nacional em novembro. A decis\u00e3o sai at\u00e9 o final de 2027.<\/p>\n<p>Enquanto os documentos de Gama avan\u00e7am rumo ao reconhecimento mundial, novas pesquisas hist\u00f3ricas acabam de confirmar definitivamente a exist\u00eancia de sua m\u00e3e, Luiza Mahin, revolucion\u00e1ria negra, perseguida pelo Imp\u00e9rio e transformada em s\u00edmbolo do feminismo negro brasileiro. M\u00e3e e filho finalmente reaparecem juntos na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Vendido pelo pr\u00f3prio pai<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe trajet\u00f3ria mais improv\u00e1vel no Brasil do s\u00e9culo 19 do que a de Luiz Gonzaga Pinto da Gama. Nascido em Salvador, em 1830, ele era filho de Mahin, africana da Costa Mina, nag\u00f4 de na\u00e7\u00e3o, que ele descreveria d\u00e9cadas depois como livre e indom\u00e1vel, com um temperamento que n\u00e3o dobrava diante de nada.<\/p>\n<p>Embora tenha nascido livre, foi vendido ilegalmente aos 10 anos como escravizado pelo pr\u00f3prio pai, o fidalgo portugu\u00eas Ant\u00f4nio Agostinho Carlos Pinto da Gama, que precisava pagar d\u00edvidas de jogo. Levado para S\u00e3o Paulo, viveu o cativeiro de dentro.<\/p>\n<p>Aprendeu a ler apenas aos 17 anos, por influ\u00eancia de um h\u00f3spede de seu senhor. Aos 18, provou judicialmente seu direito \u00e0 liberdade. Da\u00ed em diante, nunca mais largou a lei. Sem poder ingressar formalmente na Faculdade de Direito por ser negro, frequentava aulas como ouvinte nas Arcadas do Largo S\u00e3o Francisco. Tornou-se r\u00e1bula e passou a atuar nos tribunais com habilidade que frequentemente constrangia bachar\u00e9is formados.<\/p>\n<p>Usando a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o imperial contra os escravistas, ajudou a libertar mais de 500 pessoas negras. Sua principal arma era a Lei de 1831, que proibia o tr\u00e1fico atl\u00e2ntico de escravizados. Gama demonstrava que muitos africanos trazidos ao Brasil depois da proibi\u00e7\u00e3o estavam submetidos ao cativeiro de forma ilegal.<\/p>\n<p>Foi jornalista, poeta, republicano e polemista feroz. Denunciava ju\u00edzes racistas, atacava publicamente a escravid\u00e3o e transformou o Direito em trincheira pol\u00edtica. Morreu em 1882, seis anos antes da Lei \u00c1urea. Seu funeral parou S\u00e3o Paulo, arrastando milhares de pessoas numa das maiores manifesta\u00e7\u00f5es populares da hist\u00f3ria da cidade no s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p><strong>O arquivo da liberdade<\/strong><\/p>\n<p>O acervo que agora busca o reconhecimento da Unesco preserva rastros concretos dessa luta. Entre os documentos est\u00e3o cartas de alforria, peti\u00e7\u00f5es judiciais, artigos de imprensa, correspond\u00eancias e manuscritos escritos pelo pr\u00f3prio Gama.<\/p>\n<p>Um dos materiais mais impressionantes \u00e9 o livro <em>Matr\u00edculas de Africanos Emancipados<\/em>, de 1864. Nesse caderno, Gama registrava nomes, origens e hist\u00f3rias de africanos traficados ilegalmente para o Brasil. Trabalhando como amanuense em reparti\u00e7\u00f5es paulistas, ele identificava africanos introduzidos ilegalmente no Pa\u00eds e utilizava as pr\u00f3prias falhas da m\u00e1quina imperial para libert\u00e1-los.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios registros, aparece a assinatura que sintetiza sua dupla condi\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rio e insurgente: \u201cEu, Luiz Gonzaga Pinto da Gama, amanuense que o escrevi\u201d.<\/p>\n<p>O acervo tamb\u00e9m re\u00fane documentos ligados \u00e0 chamada Quest\u00e3o Netto, considerada a maior a\u00e7\u00e3o coletiva de liberta\u00e7\u00e3o de pessoas escravizadas das Am\u00e9ricas. O processo envolvia 217 cativos que deveriam ser libertados ap\u00f3s a morte do comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto. A fam\u00edlia tentou impedir o cumprimento do testamento. Gama venceu.<\/p>\n<p>Os documentos hoje est\u00e3o sob guarda do Arquivo P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo. Parte deles apresenta deteriora\u00e7\u00e3o causada pelo tempo, como oxida\u00e7\u00e3o, rompimento de fibras e perda parcial de material. O reconhecimento internacional pode ampliar recursos para preserva\u00e7\u00e3o, restaura\u00e7\u00e3o e digitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A m\u00e3e que o Brasil tentou apagar<\/strong><\/p>\n<p>Durante mais de um s\u00e9culo, Luiza Mahin existiu quase apenas nas palavras do filho. Na c\u00e9lebre <em>Carta a L\u00facio de Mendon\u00e7a<\/em>, escrita em 1880, Luiz Gama descreveu a m\u00e3e como uma africana nag\u00f4 \u201cmuito altiva, geniosa, insofrida e vingativa\u201d, quitandeira, pag\u00e3 e suspeita de envolvimento em revoltas negras na Bahia.<\/p>\n<p>O texto virou refer\u00eancia hist\u00f3rica e pol\u00edtica. Mas a aus\u00eancia de outros documentos levou muitos acad\u00eamicos a questionarem se Mahin teria realmente existido.<\/p>\n<p>Agora essa d\u00favida praticamente desapareceu. Pesquisas da historiadora Wlamyra Albuquerque, da UFBA, da pesquisadora Lisa Earl Castillo e do historiador Bruno Lima localizaram documentos in\u00e9ditos que confirmam sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso do testamento de Maria Rosa de Jesus, de 1837, mencionando uma escravizada chamada Luiza e seu filho \u201cLuiz Gonzaga Pinto da Gama\u201d, declarado livre \u201cde toda a escravid\u00e3o como se assim nascesse\u201d. O assento de batismo de Gama, de 1831, tamb\u00e9m identifica sua m\u00e3e como \u201cLuiza Nag\u00f4\u201d.<\/p>\n<p>Outro documento impressionante registra sua pris\u00e3o entre abril e maio de 1838, durante a repress\u00e3o \u00e0 Sabinada. Esse rigor historiogr\u00e1fico \u2013 que afasta anacronismos como a suposta participa\u00e7\u00e3o de Mahin na Revolta dos Mal\u00eas \u2013 apenas agiganta sua figura real: uma mulher negra que se converteu em articuladora pol\u00edtica na Salvador do s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>Quem a delatou \u00e0s autoridades foi Ant\u00f4nio Agostinho, pai de Luiz Gama. O mesmo homem que venderia o filho como escravizado pagou depois a fian\u00e7a de Mahin. Ele morreu na mis\u00e9ria em 1852. Ela desapareceu pouco depois.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, Gama procurou a m\u00e3e no Rio de Janeiro em 1847, 1856, 1861, sem sucesso. Em 1862, ouviu de antigos africanos minas que ela havia sido presa em 1838 numa \u201ccasa de dar fortuna\u201d e provavelmente deportada pelo governo imperial.<\/p>\n<p>A <em>Carta a L\u00facio de Mendon\u00e7a<\/em>, redescoberta em 1938, \u00e9 um dos textos mais comoventes da autobiografia abolicionista. Gama dedicou quase 200 palavras \u00e0 m\u00e3e. O feminismo negro a adotou como \u00edcone, mas sem provas documentais. Agora elas existem.<\/p>\n<p><strong>A mem\u00f3ria constru\u00edda pelo povo negro<\/strong><\/p>\n<p>Mahin esperou 145 anos para ser confirmada pelos registros. Mesmo Gama, em vida, n\u00e3o foi admitido como advogado porque a cor da pele era impeditiva, nem recebeu t\u00edtulo de doutor porque a universidade n\u00e3o o admitia. Muito antes de o Estado reconhec\u00ea-lo, coube ao movimento negro a miss\u00e3o de preservar sua mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em 1931, a comunidade organizada ergueu no Largo do Arouche o primeiro monumento p\u00fablico dedicado a um homem negro em S\u00e3o Paulo. No pedestal do busto em bronze, lia-se: \u201cHomenagem dos negros do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de homenagens ganhou densidade no s\u00e9culo 21, com destaque para dois t\u00edtulos p\u00f3stumos recebidos por Gama: o de profissional da advocacia, concedido pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); e o de Doutor Honoris Causa, oferecido pela USP. O Instituto dos Advogados Brasileiros criou a Medalha Luiz Gama, enquanto o governo Lula instituiu o Pr\u00eamio Luiz Gama de Direitos Humanos. Al\u00e9m disso, por iniciativa do deputado-federal Orlando Silva (PCdoB-SP), Gama teve seu nome inscrito no Livro de Her\u00f3is e Hero\u00ednas da P\u00e1tria, al\u00e9m de ter sido declarado Patrono da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravid\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>O reconhecimento mundial que se avizinha coroa esse longo processo de homenagens institucionais em territ\u00f3rio nacional. A mem\u00f3ria de Luiz Gama, embora silenciada por d\u00e9cadas ap\u00f3s sua morte em 1882, vem sendo retomada com for\u00e7a e justi\u00e7a hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A imagem de Luiza Mahin passou igualmente por uma ressignifica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Em 2024, o projeto Faces Negras Importam tamb\u00e9m utilizou intelig\u00eancia artificial e pesquisa hist\u00f3rica para reconstruir o rosto da ativista, encerrando d\u00e9cadas em que outras mulheres eram usadas erroneamente para represent\u00e1-la. A mesma tecnologia que hoje ajuda a restaurar os rostos apagados pela escravid\u00e3o tamb\u00e9m auxilia na preserva\u00e7\u00e3o dos documentos produzidos por quem lutou contra ela.<\/p>\n<p><strong>Mais que homenagem<\/strong><\/p>\n<p>O selo da Unesco \u00e9 uma mudan\u00e7a hist\u00f3rica de perspectiva. Durante muito tempo, a aboli\u00e7\u00e3o foi ensinada como gesto benevolente da monarquia brasileira. Os documentos de Luiz Gama confirmam que a liberdade foi conquistada tamb\u00e9m por negros que enfrentaram tribunais, jornais, delegacias, pris\u00f5es e o pr\u00f3prio Estado imperial.<\/p>\n<p>Luiz Gama fez isso com palavras e coragem. Luiza Mahin, com rebeldia. Quase dois s\u00e9culos depois do nascimento de Gama, o Brasil come\u00e7a finalmente a devolver aos dois o lugar que lhes pertence na mem\u00f3ria do mundo.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/06\/15\/luiz-gama-e-luiza-mahin-o-brasil-negro-que-a-unesco-comeca-a-reconhecer\/\">Luiz Gama e Luiza Mahin: o Brasil negro que a Unesco come\u00e7a a reconhecer<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/esposa-de-ramagem-exibe-imagens-do-ex-chefe-da-abin-foragido-nos-eua-apos-liberacao-pelo-ice-video\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Esposa de Ramagem exibe imagens do ex-chefe da Abi...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/vai-ao-plenario-proposta-de-pena-maior-para-homicidio-e-agressao-em-escolas\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Vai ao plen\u00e1rio proposta de pena maior para homic\u00ed...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/super-quarta-do-brasileirao-veja-os-destaques-e-resultados-dos-jogos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Super quarta do Brasileir\u00e3o: veja os destaques e r...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/sem-projetos-concluidos-e-em-disputa-com-governo-federal-leite-faz-balanco-um-ano-apos-enchente\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Sem projetos conclu\u00eddos e em disputa com governo f...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo est\u00e1 prestes a reconhecer oficialmente aquilo que o movimento negro brasileiro sabe h\u00e1 muito tempo: a hist\u00f3ria da liberdade no Brasil n\u00e3o pode ser contada sem Luiz Gama e Luiza Mahin. 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