{"id":92925,"date":"2026-06-23T10:38:50","date_gmt":"2026-06-23T13:38:50","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/memoria-e-resiliencia-celebramos-o-orgulho-lgbtqia-com-coragem\/"},"modified":"2026-06-23T10:38:50","modified_gmt":"2026-06-23T13:38:50","slug":"memoria-e-resiliencia-celebramos-o-orgulho-lgbtqia-com-coragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/memoria-e-resiliencia-celebramos-o-orgulho-lgbtqia-com-coragem\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria e resili\u00eancia: celebramos o orgulho LGBTQIA+ com coragem"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/LGBTSemTerra-3.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/LGBTSemTerra-3.jpeg 800w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/LGBTSemTerra-3-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/LGBTSemTerra-3-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"><figcaption><em>Foto: Rafael Stedile<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Matheus Pereira, Luana Oliveira e Wesley Lima* <br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>No Brasil, onde a viol\u00eancia ainda atravessa e condiciona a forma como vivemos e ocupamos o mundo, celebrar nossas exist\u00eancias \u00e9, tamb\u00e9m, um ato de coragem coletiva. No m\u00eas de junho, quando comemoramos o orgulho LGBTQIA+, reafirmamos a for\u00e7a de nossas trajet\u00f3rias e resgatamos a mem\u00f3ria daqueles e daquelas que tiveram suas vidas interrompidas pela viol\u00eancia. Entre a celebra\u00e7\u00e3o e o luto, seguimos cultivando resist\u00eancia, preservando legados e defendendo o direito de existir com dignidade, liberdade e orgulho.<\/p>\n<p>Essas premissas nascem do desejo coletivo de mudan\u00e7a. E o Movimento LGBTQIA+, em sua trajet\u00f3ria, tamb\u00e9m tem muito a nos ensinar.<\/p>\n<p>A revolta de Stonewall, por exemplo, que ocorreu em 28 de junho de 1969, foi um marco na luta pelo reconhecimento das liberdades sexuais e contra o preconceito. No Brasil no mesmo ano, pessoas LGBTQIA+ foram alvo da persegui\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o do regime ditatorial. Nesse contexto de graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos e violenta repress\u00e3o, pessoas homossexuais, transexuais e prostitutas representavam uma amea\u00e7a aos defensores da \u201cmoral e dos bons costumes\u201d e eram vistos como \u201cdesviantes\u201d.<\/p>\n<p>Em nosso pa\u00eds, opera\u00e7\u00f5es como Rond\u00e3o e Opera\u00e7\u00e3o Tar\u00e2ntula, foram epis\u00f3dios de viol\u00eancia sistem\u00e1tica contra travestis e pessoas transexuais no Brasil. O Rond\u00e3o ocorreu durante a ditadura militar (1980\u20131985), aprisionando cerca de 1.500 pessoas trans\/travestis durante \u201cvarreduras\u201d policiais em S\u00e3o Paulo, enquanto a Tar\u00e2ntula foi realizada ap\u00f3s o fim da ditadura, entre 27 de fevereiro e 10 de mar\u00e7o de 1987, quando mais de 300 travestis foram presas e torturadas em 10 dias sob a justificativa oficial de \u201ccombater a AIDS\u201d. O objetivo real dessas viol\u00eancias foi eliminar a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ da cidade de S\u00e3o Paulo, liderada pelo delegado Jos\u00e9 Wilson Richetti.<\/p>\n<p>Ambas as opera\u00e7\u00f5es representam a continuidade das pr\u00e1ticas repressivas do regime ditatorial, mesmo ap\u00f3s 1985, e hoje s\u00e3o reconhecidas como persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sendo alvo de pedidos de anistia coletiva e repara\u00e7\u00e3o por entidades como ANTRA e ABGLT.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra pessoas LGBTQIA+ tamb\u00e9m ocorreu no \u00e2mbito do servi\u00e7o p\u00fablico federal, como revela o relat\u00f3rio dos pesquisadores James Green e Renan Quinalha \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. Uma Comiss\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o Sum\u00e1ria chegou a ser constitu\u00edda pelo ent\u00e3o Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores Magalh\u00e3es Pinto. A Comiss\u00e3o tinha como atribui\u00e7\u00e3o a investiga\u00e7\u00e3o da vida privada e da intimidade dos funcion\u00e1rios do minist\u00e9rio e a puni\u00e7\u00e3o de condutas consideradas escandalosas como a \u201cembriaguez\u201d, \u201cinstabilidade emocional\u201d, \u201cuso de entorpecentes\u201d e outras pr\u00e1ticas consideradas perigosas para a seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p>As carreiras foram interrompidas por aposentadorias sum\u00e1rias e o relat\u00f3rio da comiss\u00e3o, mantido em segredo por 40 anos, demonstra claramente que a homofobia figurava como fator determinante na escolha dos cassados. Dos 15 pedidos de demiss\u00e3o de diplomatas, sete foram justificados pelas palavras: \u201cPela pr\u00e1tica de homossexualismo, incontin\u00eancia p\u00fablica escandalosa\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o mais recente Dossi\u00ea da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Brasil registrou 80 assassinatos de pessoas trans em 2025. Embora o n\u00famero represente uma redu\u00e7\u00e3o de 34% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 \u2014 a maior queda observada na s\u00e9rie hist\u00f3rica do levantamento \u2014 a Antra alerta que essa diminui\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa uma melhora efetiva das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o trans. A entidade destaca que a subnotifica\u00e7\u00e3o, a aus\u00eancia de dados oficiais e a persist\u00eancia da transfobia estrutural seguem ocultando parte significativa da viol\u00eancia enfrentada por essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O perfil das v\u00edtimas permanece marcado por desigualdades hist\u00f3ricas: das 80 pessoas assassinadas, 77 eram travestis e mulheres trans, majoritariamente negras e jovens, com idade entre 18 e 29 anos. Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios, o Brasil continua ocupando, pelo 18\u00ba ano consecutivo, a posi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds que mais mata pessoas trans no mundo. Al\u00e9m disso, o dossi\u00ea aponta o aumento das notifica\u00e7\u00f5es de agress\u00f5es e outras formas de viol\u00eancia motivadas por transfobia, evidenciando que a vulnerabilidade dessa popula\u00e7\u00e3o permanece elevada e demanda respostas mais efetivas do Estado e da sociedade.<\/p>\n<h2>Viol\u00eancia no campo<\/h2>\n<p>A viol\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 atrelada apenas aos grandes centros urbanos. O Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga organiza\u00e7\u00e3o LGBT+ da Am\u00e9rica Latina, divulgou o n\u00famero de mortes violentas de LGBT+ no Brasil referente ao ano de 2025. Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (291), o pa\u00eds continua sendo lideran\u00e7a mundial em assassinatos de pessoas LGBT+, com 257 mortes violentas, seguido do M\u00e9xico com 40 homic\u00eddios e os Estados Unidos, 10. Os dados refletem a omiss\u00e3o e subnotifica\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica do Estado brasileiro, que ainda n\u00e3o implementa sistematicamente o registro de crimes de \u00f3dio motivados por LGBTfobia*<\/p>\n<p>Dentre as mortes, mesmo n\u00e3o sendo ligadas diretamente \u00e0 disputa por terra e territ\u00f3rio, 21 ocorreram em ambiente rural, incluindo lavouras, matas, lagoas, beiras de estrada e outros locais do campo. Pessoas trans s\u00e3o a maioria das v\u00edtimas, sendo 10 mulheres trans, uma travesti e um homem trans, al\u00e9m de 9 homens gays. A faixa m\u00e9dia de idade \u00e9 de 31 anos.<\/p>\n<p>Os estados de Pernambuco e de Mato Grosso lideram os n\u00fameros, com 3 assassinatos cada, seguidos de Bahia, Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo e S\u00e3o Paulo, com 2 v\u00edtimas em cada unidade da federa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es, o Nordeste lidera com 9 mortes, seguido do Sudeste (5), do Centro-Oeste (4) e do Norte, com tr\u00eas v\u00edtimas. A pesquisa, realizada h\u00e1 mais de 45 anos de forma independente e volunt\u00e1ria, baseia-se em not\u00edcias veiculadas na m\u00eddia, redes sociais, blogs e correspond\u00eancias enviadas ao GGB.<\/p>\n<p>As viol\u00eancias contra pessoas LGBT+ incluem algumas caracter\u00edsticas, como a rela\u00e7\u00e3o intrafamiliar \u2013 casos envolvendo familiares pr\u00f3ximos ou conviventes do lar (vizinho, namorado etc.), refor\u00e7ando que o perigo n\u00e3o se limita ao espa\u00e7o p\u00fablico, motiva\u00e7\u00e3o LGBTf\u00f3bica expl\u00edcita \u2013 quando as v\u00edtimas foram alvo de homic\u00eddios motivados por rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 sua orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00eanero, e a baixa elucida\u00e7\u00e3o \u2013 a taxa de esclarecimento desses casos \u00e9 ainda menor do que a m\u00e9dia geral, refor\u00e7ando a seletividade institucional e a neglig\u00eancia do sistema de justi\u00e7a.<\/p>\n<p>No MST, temos casos hist\u00f3ricos e emblem\u00e1ticos. Entre eles, destaca-se o assassinato de Lindolfo Kosmaski, jovem agricultor, professor e militante do Coletivo LGBT Sem Terra no Paran\u00e1, morto em maio de 2021 em um crime denunciado como LGBTf\u00f3bico; Gabriel Ara\u00fajo, jovem Sem Terra do Esp\u00edrito Santo, cuja morte tamb\u00e9m foi denunciada pelo MST como possivelmente relacionada a crime de \u00f3dio e LGBTfobia; e a morte de Aline da Silva, militante do MST em Pernambuco, assassinada em 19 de agosto de 2019, no munic\u00edpio de Arcoverde, no Sert\u00e3o pernambucano.<\/p>\n<h2>Luta permanente<\/h2>\n<p>O Coletivo LGBTI+ Sem Terra vem desenvolvendo a Campanha Permanente Contra a LGBTIfobia no Campo, lan\u00e7ada nacionalmente em 2023, com o objetivo de enfrentar as diversas formas de viol\u00eancia sofridas por pessoas LGBTQIA+ nos assentamentos, acampamentos, escolas do campo, cooperativas e demais espa\u00e7os de organiza\u00e7\u00e3o popular vinculados ao MST. A campanha busca combinar forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, acolhimento, monitoramento de viol\u00eancias, produ\u00e7\u00e3o de materiais pedag\u00f3gicos e mobiliza\u00e7\u00e3o nos assentamentos e acampamentos para construir territ\u00f3rios mais seguros e livres de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a campanha passou a ocupar um papel estrat\u00e9gico dentro do movimento. Durante o processo de celebra\u00e7\u00e3o dos 10 anos do Coletivo LGBTI+ Sem Terra, o MST reafirmou que o combate \u00e0 LGBTIfobia como parte fundamental da constru\u00e7\u00e3o da Reforma Agr\u00e1ria Popular. O coletivo destaca que a viol\u00eancia contra pessoas LGBTQIA+ no campo n\u00e3o se limita \u00e0s agress\u00f5es f\u00edsicas, mas inclui exclus\u00e3o social, discrimina\u00e7\u00e3o, silenciamento e nega\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<p>Um dos elementos mais interessantes da campanha \u00e9 que ela n\u00e3o se apresenta apenas como uma a\u00e7\u00e3o de den\u00fancia. O MST a define como um processo permanente de transforma\u00e7\u00e3o cultural, articulando comunica\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o popular, cultura e organiza\u00e7\u00e3o de base. Em diferentes materiais do coletivo aparece a defesa de que n\u00e3o basta combater a viol\u00eancia depois que ela acontece; \u00e9 preciso construir rela\u00e7\u00f5es sociais capazes de impedir que ela se reproduza nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Entende-se que a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade livre de todas as opress\u00f5es \u00e9 uma responsabilidade coletiva que envolve todas as pessoas para avan\u00e7armos na constru\u00e7\u00e3o de novas rela\u00e7\u00f5es em nossos territ\u00f3rios, reiterando que n\u00e3o h\u00e1 territ\u00f3rios livres, sem corpos livres*<\/p>\n<h2>O coletivo LGBTI do MST<\/h2>\n<p>O Coletivo LGBTI do MST \u00e9 um espa\u00e7o de auto-organiza\u00e7\u00e3o das pessoas l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e demais identidades pol\u00edticas que integram o MST. O coletivo atua na forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, no combate \u00e0 LGBTfobia nos assentamentos e acampamentos, na promo\u00e7\u00e3o da diversidade e na constru\u00e7\u00e3o da pauta LGBTQIA+ dentro do projeto de Reforma Agr\u00e1ria Popular.<\/p>\n<p>O coletivo come\u00e7ou a se estruturar a partir de 2015, com a realiza\u00e7\u00e3o do primeiro semin\u00e1rio nacional sobre diversidade sexual no MST, realizado na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). Em 2018, o coletivo passou a integrar formalmente a estrutura organizativa do Movimento. Desde ent\u00e3o, tem promovido encontros, campanhas de enfrentamento \u00e0 LGBTfobia, processos de forma\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>Em 2025, o Coletivo celebrou 10 anos de organiza\u00e7\u00e3o nacional, destacando a presen\u00e7a hist\u00f3rica de pessoas LGBTI+ na luta pela terra e reafirmando o compromisso do MST com a diversidade sexual e de g\u00eanero. Entre as iniciativas recentes est\u00e3o a Campanha Contra a LGBTIfobia no Campo e encontros nacionais voltados ao fortalecimento da participa\u00e7\u00e3o de pessoas trans, travestis e demais sujeitos LGBTQIA+ nos territ\u00f3rios da reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p><em>*Matheus, Luana e Wesley integram o Coletivo LGBTI+ do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra<\/em><\/p>\n<p><em>**Editado por Fernanda Alc\u00e2ntara<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/06\/23\/memoria-e-resiliencia-celebramos-o-orgulho-lgbtqia-com-coragem\/\">Mem\u00f3ria e resili\u00eancia: celebramos o orgulho LGBTQIA+ com coragem<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/um-laco-de-irmandade-chamado-patria\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P2-_-cubanos-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Um la\u00e7o de irmandade chamado P\u00e1tria<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pulverizacao-aerea-de-agrotoxicos-no-maranhao-prejudica-saude-mental-e-fisica-de-moradores-de-comunidades-tradicionais\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos no Maranh\u00e3o prej...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-martirio-de-khamenei-e-a-revolucao-que-nenhum-imperio-podera-destruir\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/khamenei-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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