{"id":93018,"date":"2026-06-23T17:06:01","date_gmt":"2026-06-23T20:06:01","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/como-sp-ataca-as-culturas-populares\/"},"modified":"2026-06-23T17:06:01","modified_gmt":"2026-06-23T20:06:01","slug":"como-sp-ataca-as-culturas-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/como-sp-ataca-as-culturas-populares\/","title":{"rendered":"Como SP ataca as culturas populares"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933114_y.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933114_y.jpg 1024w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933114_y-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933114_y-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933114_y-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Foto: Renato Mangolin<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><imgsrc=\"\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\".\" border=\"0\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Existe um velho ditado que diz que contra n\u00fameros n\u00e3o h\u00e1 argumentos. Eu acrescentaria apenas um detalhe: contra n\u00fameros tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 maquiagem que dure muito tempo. Pode-se trocar nomes, criar slogans modernos, contratar ag\u00eancias para produzir apresenta\u00e7\u00f5es elegantes e at\u00e9 revestir tudo com palavras sofisticadas como \u201ceconomia criativa\u201d, \u201cinova\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cgovernan\u00e7a\u201d e \u201cecossistema cultural\u201d. Mas, no final das contas, os n\u00fameros acabam chegando sem pedir licen\u00e7a e sentando-se \u00e0 mesa da verdade. E os n\u00fameros da Secretaria da Cultura, Economia e Ind\u00fastria Criativas do Estado de S\u00e3o Paulo contam uma hist\u00f3ria que deveria deixar qualquer trabalhador cultural com algo muito maior do que uma pulga atr\u00e1s da orelha. Estamos falando de um elefante inteiro tomando caf\u00e9 na sala.<\/p>\n<p>Em 2018, o PROAC oferecia 47 editais. Havia espa\u00e7o para teatro, dan\u00e7a, m\u00fasica, circo, literatura, culturas populares, culturas negras, culturas ind\u00edgenas, comunidades LGBTQIA+, museus, acervos, arquivos, audiovisual, artistas iniciantes, bibliotecas, economia criativa e uma infinidade de segmentos que formam a riqueza cultural paulista. Em 2019, j\u00e1 houve uma queda para 31 editais. Em 2020, foram 35. Em 2021, chegaram a 36. Em 2022, atingiram a marca de 50 linhas de financiamento. Era a demonstra\u00e7\u00e3o de que o Estado compreendia algo fundamental: cultura n\u00e3o \u00e9 uma mercadoria colocada numa prateleira; cultura \u00e9 um organismo vivo, diverso, contradit\u00f3rio e espalhado por todos os cantos do territ\u00f3rio paulista.<\/p>\n<p>Mas ent\u00e3o aconteceu algo curioso. Justamente quando chegaram os recursos federais da Lei Paulo Gustavo e da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc, que deveriam fortalecer e ampliar o sistema de fomento, come\u00e7ou um movimento inverso. Em 2023, os editais ca\u00edram para 45. Em 2024, despencaram para 18. Em 2025, sobraram apenas 10. Em 2026, restaram 9. Nove. Um Estado que sozinho possui uma popula\u00e7\u00e3o maior que a de muitos pa\u00edses conseguiu transformar um sistema que j\u00e1 teve cinquenta portas abertas em um corredor estreito com meia d\u00fazia de entradas vigiadas. \u00c9 como se algu\u00e9m anunciasse a amplia\u00e7\u00e3o de um hospital e, ao final da obra, entregasse menos leitos do que existiam antes.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Prancheta--32.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Prancheta--32.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u00c9 a\u00ed que mora a grande quest\u00e3o. Quando a Lei Paulo Gustavo e a PNAB foram criadas, a l\u00f3gica era simples. O recurso federal viria para somar. Somar. N\u00e3o substituir. Somar. \u00c9 uma palavra pequena, mas aparentemente dif\u00edcil de compreender em alguns gabinetes. O trabalhador da cultura imaginou que os investimentos estaduais continuariam existindo e seriam fortalecidos pelos novos recursos federais. Dois rios correndo na mesma dire\u00e7\u00e3o formariam uma correnteza poderosa. Mas a sensa\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 na ponta \u00e9 a de que um dos rios foi parcialmente desviado enquanto o outro chegava. O resultado \u00e9 que o volume final n\u00e3o parece muito maior do que antes. \u00c9 uma esp\u00e9cie de milagre administrativo ao contr\u00e1rio: multiplica-se o discurso e divide-se a oportunidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 vimos esse filme antes. E foi justamente por enxergar esse problema que o ent\u00e3o Ministro da Cultura, o extraordin\u00e1rio Gilberto Gil, tomou uma decis\u00e3o hist\u00f3rica. Com a sensibilidade de quem entendia que cultura n\u00e3o nasce em gabinete climatizado, mas no ch\u00e3o da vida real, chamou o historiador C\u00e9lio Turino para realizar uma esp\u00e9cie de diagn\u00f3stico emergencial da cultura brasileira. Era quase uma tomografia do Brasil invis\u00edvel. E o que Turino encontrou mudou a forma de compreender as pol\u00edticas culturais no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Enquanto muitos gestores olhavam para os grandes equipamentos culturais, para as institui\u00e7\u00f5es tradicionais e para os projetos j\u00e1 consolidados, C\u00e9lio Turino descobriu um Brasil que permanecia escondido atr\u00e1s das cortinas. Encontrou mestres populares, gri\u00f4s, paj\u00e9s, tuxauas, comunidades tradicionais, grupos de periferia, r\u00e1dios comunit\u00e1rias, cineclubes, coletivos juvenis e milhares de trabalhadores culturais que produziam conhecimento, mem\u00f3ria, identidade e desenvolvimento sem jamais aparecer nos grandes relat\u00f3rios oficiais. O Programa Cultura Viva nasceu justamente dessa descoberta revolucion\u00e1ria: a de que a cultura brasileira n\u00e3o estava apenas nos palcos iluminados. Ela estava principalmente onde quase ningu\u00e9m procurava.<\/p>\n<p>Foi uma mudan\u00e7a de paradigma. Pela primeira vez, o Estado passou a olhar para a cultura de baixo para cima. N\u00e3o para ensinar, mas para aprender. N\u00e3o para conceder favores, mas para reconhecer pot\u00eancias. N\u00e3o para criar depend\u00eancia, mas para fortalecer a autonomia. O Brasil descobriu que a periferia produz. Que os mestres ensinam. Que os saberes tradicionais geram renda. Que a cultura movimenta economias locais. Que cidadania tamb\u00e9m se constr\u00f3i atrav\u00e9s da arte. E que desenvolvimento cultural n\u00e3o \u00e9 aquilo que desce dos gabinetes para o povo, mas aquilo que sobe do povo para transformar os gabinetes.<\/p>\n<p>Talvez seja exatamente essa li\u00e7\u00e3o que esteja sendo esquecida em S\u00e3o Paulo. Porque quando os editais diminuem, quando as oportunidades se concentram, quando a burocracia cresce e quando o acesso aos recursos se torna cada vez mais complexo, quem sofre n\u00e3o s\u00e3o os grandes operadores culturais. Estes continuar\u00e3o existindo. Continuar\u00e3o contratando consultorias. Continuar\u00e3o navegando com tranquilidade pelos mares da burocracia. Quem sofre \u00e9 o pequeno. \u00c9 o grupo de bairro. \u00c9 a biblioteca comunit\u00e1ria. \u00c9 o cineclube independente. \u00c9 o guardi\u00e3o da mem\u00f3ria local. \u00c9 o artista que trabalha durante o dia para produzir cultura \u00e0 noite. \u00c9 o trabalhador cultural que n\u00e3o possui equipe jur\u00eddica, escrit\u00f3rio de projetos ou departamento financeiro.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a exclus\u00e3o moderna raramente se apresenta como exclus\u00e3o. Ela vem vestida de efici\u00eancia. Ela fala bonito. Ela usa gr\u00e1ficos coloridos. Ela se apresenta como inova\u00e7\u00e3o. Antigamente fechavam a porta. Hoje deixam a porta aberta, mas colocam um muro na frente. Depois afirmam que qualquer um pode entrar. Tecnicamente \u00e9 verdade. Basta escalar o muro.<\/p>\n<p>Como dizia Darcy Ribeiro, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que o resultado deixa de parecer acidente e come\u00e7a a lembrar projeto. N\u00e3o estou afirmando que seja o caso. Mas confesso que, observando a trajet\u00f3ria dos editais do PROAC, a concentra\u00e7\u00e3o das oportunidades e o distanciamento crescente entre as pol\u00edticas p\u00fablicas e os trabalhadores da cultura, a pergunta torna-se inevit\u00e1vel. Afinal, estamos fortalecendo a diversidade cultural paulista ou apenas reorganizando quem tem autoriza\u00e7\u00e3o para acess\u00e1-la?<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Banner-fixo-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Banner-fixo-1.png 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Banner-fixo-300x37.png 300w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>O Velhinho de Taubat\u00e9 continua acreditando na cultura porque ela sobrevive a governos, secret\u00e1rios, modismos e discursos. Cultura \u00e9 mais teimosa do que qualquer decreto. Mas tamb\u00e9m continua acreditando que o papel do Estado n\u00e3o \u00e9 premiar apenas quem j\u00e1 chegou ao topo da montanha. O papel do Estado \u00e9 construir a trilha para que outros tamb\u00e9m possam subir.<\/p>\n<p>Porque quando o bolo cresce e o povo recebe uma fatia menor, n\u00e3o estamos diante de um problema de confeitaria. Estamos diante de um problema de escolha. E toda escolha pol\u00edtica revela prioridades.<\/p>\n<p>Talvez esteja na hora de S\u00e3o Paulo voltar a ouvir aquilo que Gilberto Gil compreendeu e que C\u00e9lio Turino transformou em pol\u00edtica p\u00fablica: a cultura brasileira n\u00e3o mora apenas nos grandes palcos. Ela vive nos quintais, nas periferias, nas pequenas cidades, nos terreiros, nas aldeias, nas bibliotecas comunit\u00e1rias, nos pontos de cultura e nas m\u00e3os calejadas de quem produz arte sem jamais perder a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ignorar isso n\u00e3o empobrece apenas os artistas.<\/p>\n<p>Empobrece a pr\u00f3pria democracia.<\/p>\n<p><strong>O Velhinho de Taubat\u00e9<\/strong><br \/>M\u00e1rio J\u00e9fferson Leite Melo<\/p>\n<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Teatro, m\u00fasica, circo e literatura est\u00e3o entre as express\u00f5es art\u00edsticas atingidas. Cortes ocorrem no momento em que Estado recebe recursos da Lei Aldir Blanc<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/alemdamercadoria\/como-sp-ataca-as-culturas-populares\/\">Como SP ataca as culturas populares<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93019,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[6188,794,27769,309,2195,536,15628,1027,70263,9944,63546,70264,21306,9326,3194,62384,70265,70266,29,19305,70267,70268],"tags":[],"class_list":["post-93018","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alem-da-mercadoria","category-artistas","category-celio-turino","category-cultura","category-cultura-brasileira","category-democracia","category-diversidade-cultural","category-gilberto-gil","category-investimentos-estaduais","category-lei-paulo-gustavo","category-mercadoria","category-ministro-da-cultura","category-numeros","category-pnab","category-politica-publica","category-proac","category-programa-cultura-viva","category-riqueza-cultural","category-sao-paulo","category-secretaria-da-cultura","category-trabalhador-cultural","category-velhinho-de-taubate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93018\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}