{"id":93022,"date":"2026-06-23T17:30:37","date_gmt":"2026-06-23T20:30:37","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/seria-o-trabalhador-brasileiro-improdutivo\/"},"modified":"2026-06-23T17:30:37","modified_gmt":"2026-06-23T20:30:37","slug":"seria-o-trabalhador-brasileiro-improdutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/seria-o-trabalhador-brasileiro-improdutivo\/","title":{"rendered":"Seria o trabalhador brasileiro \u201cimprodutivo\u201d?"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1040\" height=\"585\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933112_y.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933112_y.jpg 1040w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933112_y-300x169.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5031051208398933112_y-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1040px) 100vw, 1040px\"><figcaption>Foto: Marcelo Almeida\/Exame<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><imgsrc=\"\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\".\" border=\"0\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p>T\u00edtulo original:<br \/><strong>A produtividade do trabalhador b<\/strong><strong>rasileiro \u00e9 muito alta!<\/strong><\/p>\n<p>Por <strong>C\u00e1ssio da Silva Calvete<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOs brasileiros s\u00e3o gloriosamente improdutivos\u201d<br \/>The Economist (abril de 2014)<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/14--37.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/14--37.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/14-1-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Ao se discutir o Fim da Escala 6\u00d71 e a Redu\u00e7\u00e3o da Jornada de Trabalho muitos aspectos t\u00eam que ser levados em conta: o equil\u00edbrio entre vida familiar e laboral, a Vida Al\u00e9m do Trabalho, as quest\u00f5es da sa\u00fade f\u00edsica e mental, a ecologia, as quest\u00f5es raciais e de g\u00eanero, etc. Todos esses aspectos s\u00e3o mais importantes que os fatores econ\u00f4micos. No entanto, no debate p\u00fablico t\u00eam peso os argumentos sobre a produtividade do trabalho. No que tange aos aspectos econ\u00f4micos essa \u00e9 a quest\u00e3o fulcral. Porque podemos afirmar, com suporte de todas as teorias econ\u00f4micas, que em havendo crescimento de produtividade do trabalho ela pode ser repassada para os trabalhadores em forma de crescimento salarial ou redu\u00e7\u00e3o da jornada, sem que essa distribui\u00e7\u00e3o gere algum tipo de dificuldade \u00e0s empresas ou \u00e0 economia do pa\u00eds, como recess\u00e3o, desemprego ou infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Baixa produtividade do trabalho<\/strong><\/h3>\n<p>Muito se fala que o trabalhador brasileiro tem baixa produtividade. \u00c9 falso, e justamente por isso esse texto prop\u00f5e uma distin\u00e7\u00e3o essencial entre o conceito tradicional de produtividade do trabalho e um novo conceito, o de <strong>produtividade do trabalhador<\/strong>. Vamos come\u00e7ar a discuss\u00e3o por uma afirma\u00e7\u00e3o parecida, mas muito diferente: de que a produtividade do trabalho no Brasil \u00e9 baixa. Perceberam a diferen\u00e7a? Quem sustenta que a produtividade do trabalhador \u00e9 baixa joga toda a culpa do reduzido desempenho no trabalhador. Ao dizer que a <em>produtividade do trabalho<\/em> \u00e9 baixa tira-se o foco do trabalhador e joga-se luz para todos os aspectos que envolvem o processo produtivo, inclusive para a gest\u00e3o empresarial.<\/p>\n<p>A produtividade do trabalho normalmente \u00e9 medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) dividido pelo n\u00famero de ocupados, ou ainda pelo n\u00famero de horas trabalhadas. Portanto, pode-se perceber que quando medimos a produtividade do trabalho de toda a na\u00e7\u00e3o, utilizando o PIB como sendo um dos valores outros fatores s\u00e3o mais importantes que a m\u00e3o de obra, para que o crescimento ocorra. Destaco quatro deles: infraestrutura do pa\u00eds, desenvolvimento tecnol\u00f3gico, cultura empresarial e m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Quando falamos de infraestrutura estamos nos referindo a estradas, ferrovias, portos, aeroportos, armaz\u00e9ns, energia, escolas, universidade, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e sistema financeiro \u2212 o que Michael Porter (1993) chamaria de fatores competitivos de uma na\u00e7\u00e3o. Quando a refer\u00eancia \u00e9 o desenvolvimento tecnol\u00f3gico estamos nos referindo a quantidade e qualidade da tecnologia que participa do processo produtivo: conex\u00f5es 6G, softwares, rob\u00f4s, IAs, sistemas ciber-f\u00edsicos, etc. Analisando apenas esses dois aspectos, j\u00e1 d\u00e1 para perceber porque a produtividade do trabalho no Brasil \u00e9 baixa. Mas o terceiro aspecto, que \u00e9 muito pouco falado, tamb\u00e9m tem peso significativo, a cultura empresarial. Nela destacamos a alta rotatividade do trabalho, invariavelmente para baixar \u201ccustos\u201d, e a falta de treinamento fornecido pelas empresas. Mas al\u00e9m desses dois aspectos que s\u00e3o mensur\u00e1veis e, portanto, n\u00e3o abrem espa\u00e7o para maiores discuss\u00f5es, podemos destacar tamb\u00e9m a gest\u00e3o do neg\u00f3cio e sua op\u00e7\u00e3o recorrente de concorrer preferencialmente pela redu\u00e7\u00e3o dos custos e n\u00e3o pelo aumento de produtividade e qualidade dos produtos e servi\u00e7os, a gest\u00e3o da m\u00e3o de obra com seus baixos sal\u00e1rios e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, as t\u00e9cnicas organizacionais e a (in) efici\u00eancia dos gastos dos recursos das empresas.<\/p>\n<p>Quando chegamos para falar do quarto aspecto, j\u00e1 podemos perceber que o menos culpado pela baixa produtividade do trabalho no Brasil \u00e9 o trabalhador. Podemos ir al\u00e9m e dizer que ele \u00e9 a v\u00edtima das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Porque a sua parte ele est\u00e1 fazendo \u2013 basta ver o aumento do n\u00edvel de escolaridade da sociedade brasileira, e particularmente dos trabalhadores, nos \u00faltimos quarenta anos. No entanto a cultura empresarial, ao inv\u00e9s de ter o trabalhador como parceiro prefere maltrat\u00e1-lo, t\u00ea-lo como terceirizado, intermitente, estagi\u00e1rio, aut\u00f4nomo exclusivo, parcial, tempor\u00e1rio, por tempo determinado e agora plataformizado. \u00c9 evidente que esse empregador, que gere a sua m\u00e3o de obra de forma a evitar que ela tenha um v\u00ednculo s\u00f3lido com a empresa, n\u00e3o valoriza o trabalhador e n\u00e3o vai investir nele.<\/p>\n<h3><strong>A alta produtividade do trabalhador brasileiro<\/strong><\/h3>\n<p>Iniciei o artigo propondo diferenciar os conceitos de produtividade do trabalho e <em>produtividade do trabalhador<\/em>. Vimos como se mede a produtividade do trabalho: divide-se o PIB pelo n\u00famero de ocupados ou de horas trabalhadas. Sabemos que na forma\u00e7\u00e3o do PIB a infraestrutura bem como a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias e a gest\u00e3o do neg\u00f3cio s\u00e3o importantes. Como podemos medir a <em>produtividade do trabalhador<\/em> sem que ele tenha que carregar o peso de todas as mazelas do pa\u00eds? Proponho como forma de isolar a vari\u00e1vel trabalho que me\u00e7amos a <em>produtividade do trabalhador <\/em>pela divis\u00e3o do valor do que \u00e9 produzido em uma hora trabalhada pelo custo do trabalho por hora. Ou dizendo de outra forma, vamos ver quanto cada d\u00f3lar pago para o trabalhador \u00e9 transformado em d\u00f3lar de produto final. Apresento a tabela abaixo com esse exerc\u00edcio:<\/p>\n<p><strong>Tabela: Produtividade do trabalho e do trabalhador em pa\u00edses selecionados<\/strong><\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ADC30_Engels_anuncio_OP-2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ADC30_Engels_anuncio_OP-2.jpg 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ADC30_Engels_anuncio_OP-300x37.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<figure>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Pais<\/td>\n<td>Custo da* m\u00e3ode obra \u00a0 (a)<\/td>\n<td>Produtividade do trabalho ** (b)<\/td>\n<td>Produtividade do trabalhador (B\/A)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>EUA<\/td>\n<td>43,11<\/td>\n<td>81,30<\/td>\n<td>1,89<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Alemanha<\/td>\n<td>59,96<\/td>\n<td>80,50<\/td>\n<td>1,34<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fran\u00e7a<\/td>\n<td>58,98<\/td>\n<td>80,20<\/td>\n<td>1,36<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>it\u00e1lia<\/td>\n<td>47,56<\/td>\n<td>74,10<\/td>\n<td>1,56<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>canad\u00e1<\/td>\n<td>38,37<\/td>\n<td>69,80<\/td>\n<td>1,82<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>espanha<\/td>\n<td>42,11<\/td>\n<td>68,10<\/td>\n<td>1,62<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Reino Unido<\/td>\n<td>29,04<\/td>\n<td>67,30<\/td>\n<td>2,32<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Portugal<\/td>\n<td>31,41<\/td>\n<td>52,90<\/td>\n<td>1,68<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>polonia<\/td>\n<td>35,90<\/td>\n<td>48,80<\/td>\n<td>1,36<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>chile<\/td>\n<td>13,65<\/td>\n<td>34,40<\/td>\n<td>2,52<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>brasil<\/td>\n<td>6,31<\/td>\n<td>21,20<\/td>\n<td>3,36<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>equador<\/td>\n<td>5,92<\/td>\n<td>15,60<\/td>\n<td>2,64<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>peru<\/td>\n<td>4,49<\/td>\n<td>15,30<\/td>\n<td>3,41<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table><figcaption>*Fonte: ilostat (2025). Dados de 2025 em $ PPP. Acesso em 25 de maio de 2026<br \/>**Fonte: https:\/\/ilostat.ilo.org\/topics\/labor-productivity. Acesso em 25 de maio de 2026. Produto por hora trabalhada (Produto em d\u00f3lares internacionais constantes de 2021, $ PPP).<br \/>Obs: O exerc\u00edcio relacionando valores de 2021 com valores de 2025 pode trazer alguma diferen\u00e7a nos valores absolutos em compara\u00e7\u00e3o com uma rela\u00e7\u00e3o de valores do mesmo per\u00edodo, que seria a mais indicada. No entanto, na compara\u00e7\u00e3o relativa entre os pa\u00edses essas diferen\u00e7as seriam insignificantes.\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sob essa nova perspectiva o cen\u00e1rio muda completamente. O trabalhador brasileiro s\u00f3 perde em termos de produtividade, e por muito pouco, para o peruano, e ganha com folga de todos os demais pa\u00edses selecionados. Logo, sob essa perspectiva podemos afirmar que a <em>produtividade do trabalhador <\/em>brasileiro \u00e9 alta, ou melhor, que \u00e9 muito alta.<\/p>\n<p>Feita essa compara\u00e7\u00e3o est\u00e1tica vamos ver como evoluiu a produtividade do trabalho no Brasil. Vamos aos n\u00fameros: a \u00faltima pesquisa da FGV-OPRB (Bonelli, 2026) indica que a produtividade do trabalho no Brasil cresceu 34,2% desde a \u00faltima redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho em 1988, at\u00e9 2025. Estudo meu em parceria com Eduarda Muller (Muller e Calvete, 2026) aponta um crescimento de 12% nos \u00faltimos 12 anos. Isso \u00e9 pouco? Isso \u00e9 muito? Com certeza n\u00e3o \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o maravilhosa, mas tampouco podemos dizer que \u00e9 um desastre. Num c\u00e1lculo grosseiro, temos um crescimento m\u00e9dio de 1% ao ano. Pode ser bom, principalmente quando levamos em conta o motivo da discuss\u00e3o atual. Os empres\u00e1rios dizem que com a redu\u00e7\u00e3o da jornada de Trabalho de 44 para 40 horas semanais o custo da produ\u00e7\u00e3o pode aumentar em at\u00e9 10%. \u00c9 um limite superior hipot\u00e9tico \u2014 sabemos todos que n\u00e3o vai acontecer. Mas, e se acontecesse? Ao olharmos para tr\u00e1s vemos que nos \u00faltimos dez anos a produtividade do trabalho cresceu esses 10%. Logo, o setor empresarial ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de absorver esse aumento de custo.<\/p>\n<p>Porque n\u00e3o vai acontecer um aumento de custo da m\u00e3o de obra em 10%? Porque para isso os empres\u00e1rios ter\u00e3o que contratar novos trabalhadores na exata medida da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, ou seja 10%. Nas experi\u00eancias reais de redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho isso n\u00e3o aconteceu, e n\u00e3o ir\u00e1 se dar agora. O primeiro ponto a se destacar \u00e9 que em muitos casos j\u00e1 existem nas empresas trabalhadores com jornadas inferiores \u00e0s 44 horas semanais, portanto a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho n\u00e3o se aplicaria a todo pessoal. O segundo aspecto \u00e9 que alguns efeitos da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho j\u00e1 atuariam como fatores compensadores, como o aumento da <strong>produtividade do trabalhador<\/strong> e a diminui\u00e7\u00e3o do absente\u00edsmo. O terceiro fator \u00e9 a pr\u00f3pria busca das empresas por outras formas de compensar a redu\u00e7\u00e3o da jornada sem que seja necess\u00e1ria a contrata\u00e7\u00e3o de novos trabalhadores, como a intensifica\u00e7\u00e3o do ritmo de trabalho, o ajuste na gest\u00e3o da m\u00e3o de obra, a substitui\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra por capital, a contrata\u00e7\u00e3o parcial de trabalhadores e o aumento de horas extras esporadicamente. Por fim, ainda como op\u00e7\u00f5es para a n\u00e3o contrata\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o da margem de lucro. Portanto, podemos supor que o aumento do custo da m\u00e3o de obra ficar\u00e1 abaixo dos 10%. Quem sabe algo em torno de 5%?<\/p>\n<h3><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/h3>\n<p>Sob a perspectiva tradicional, a produtividade do trabalho norte-americana \u00e9 de U$ 81,30 e a nossa \u00e9 de U$ 21,20, portanto baixa. No entanto, sob a nova perspectiva proposta, o cen\u00e1rio muda completamente. Para cada d\u00f3lar gasto com o trabalhador brasileiro ele devolve U$ 3,41 e para cada d\u00f3lar gasto com o trabalhador norte-americano ele devolve US$ 1,89. Logo, sob essa perspectiva podemos afirmar que a <strong>produtividade do trabalhador<\/strong> brasileiro \u00e9 alta, ou melhor, \u00e9 muito alta.<\/p>\n<p>Para encerrar esse pequeno artigo, pergunto: Onde reside o problema para a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho no Brasil? N\u00e3o podemos dizer que \u00e9 na baixa produtividade do trabalhador brasileiro, ela \u00e9 muito boa. N\u00e3o podemos dizer que o crescimento da produtividade do trabalho no Brasil \u00e9 pequeno, ele \u00e9 bom sim. Onde est\u00e1 o problema?<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h3>\n<hr>\n<p>BONELLI, Regis. Observat\u00f3rio da produtividade do trabalho. Dispon\u00edvel em: Temas | FGV IBRE. Acesso em 25 de maio de 2026.<\/p>\n<p>MULLER, Isadora Scheide; CALVETE, C\u00e1ssio da Silva. Viabilidade econ\u00f4mica para redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho no Brasil. In: Volume 1\u201d Tempo de trabalho em movimento e a sociedade brasileira\u201d do Dossi\u00ea: Fim da Escala 6X1 e Redu\u00e7\u00e3o da Jornada de Trabalho, 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ Arquivo de Dossi\u00ea Fim da Escala 6\u00d71 e Redu\u00e7\u00e3o da Jornada de Trabalho \u2013 DMT em Debate. Acesso em: 25 maio. 2026.<\/p>\n<p>PORTER, Michael. A vantagem competitiva das na\u00e7\u00f5es. Editora Campus, 1993.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Como s\u00e3o distorcidas. O que tentam esconder sobre a rela\u00e7\u00e3o entre atraso do pa\u00eds, baixos sal\u00e1rios e pr\u00e1ticas coloniais<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/trabalhoeprecariado\/seria-trabalhador-brasileiro-improdutivo\/\">Seria o trabalhador brasileiro \u201cimprodutivo\u201d?<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93023,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[70269,5511,6007,651,2008,2056,70270,53042,1970,1682,5834,25489],"tags":[],"class_list":["post-93022","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-baixa-produtividade","category-capa","category-crise-brasileira","category-desemprego","category-fim-da-escala-6x1","category-infraestrutura","category-produtividade-do-trabalhador","category-produtividade-do-trabalho","category-reducao-da-jornada-de-trabalho","category-servicos","category-trabalho-e-precariado","category-trabalho-plataformizado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93022","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93022"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93022\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}