{"id":93465,"date":"2026-06-26T14:36:42","date_gmt":"2026-06-26T17:36:42","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/quando-o-direito-a-propriedade-segrega-e-adoece\/"},"modified":"2026-06-26T14:36:42","modified_gmt":"2026-06-26T17:36:42","slug":"quando-o-direito-a-propriedade-segrega-e-adoece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/quando-o-direito-a-propriedade-segrega-e-adoece\/","title":{"rendered":"Quando o \u201cdireito \u00e0 propriedade\u201d segrega e adoece"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ensaio_Marisqueiras_Chris-Laurito2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ensaio_Marisqueiras_Chris-Laurito2-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ensaio_Marisqueiras_Chris-Laurito2-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ensaio_Marisqueiras_Chris-Laurito2-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ensaio_Marisqueiras_Chris-Laurito2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ensaio_Marisqueiras_Chris-Laurito2-272x182.jpg 272w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ensaio_Marisqueiras_Chris-Laurito2.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><figcaption>Foto: Chris Laurito<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><imgsrc=\"\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\".\" border=\"0\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em maio de 2026, uma decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal determinou a derrubada do muro constru\u00eddo no Pontal de Maraca\u00edpe, no litoral sul de Pernambuco. Erguida em 2023, a estrutura bloqueava o acesso de pescadores e marisqueiras a \u00e1reas historicamente utilizadas pela comunidade. A not\u00edcia foi celebrada como uma vit\u00f3ria jur\u00eddica e pol\u00edtica. Mas ela tamb\u00e9m nos convida a refletir sobre uma quest\u00e3o menos evidente: um muro pode produzir sofrimento ps\u00edquico?<\/p>\n<p>A pergunta parece estranha. Afinal, muros n\u00e3o figuram entre as causas tradicionalmente reconhecidas de ansiedade, depress\u00e3o ou transtornos mentais. Quando pensamos em sofrimento ps\u00edquico, tendemos a procurar explica\u00e7\u00f5es no interior dos indiv\u00edduos: traumas, predisposi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, desequil\u00edbrios neuroqu\u00edmicos ou vulnerabilidades cognitivas. Nessa imagem de mundo, paredes delimitam propriedades. E c\u00e9rebros produzem sofrimento.<\/p>\n<p>No entanto, a experi\u00eancia das marisqueiras de Maraca\u00edpe sugere algo diferente.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-37.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-37.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/15-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Em reportagem publicada no <em>Di\u00e1rio de Pernambuco<\/em>, a jornalista Mar\u00edlia Parente reuniu relatos de mulheres que associam diretamente o agravamento de seu sofrimento \u00e0 escalada dos conflitos territoriais na regi\u00e3o. Crises de ansiedade, medo constante, depress\u00e3o e adoecimento tornaram-se cada vez mais frequentes \u00e0 medida que avan\u00e7avam os processos de privatiza\u00e7\u00e3o do litoral. Entre esses relatos, destaca-se o de Helena Ivalda do Nascimento, conhecida como Leninha. Segundo ela, os anos que sucederam a constru\u00e7\u00e3o do muro foram acompanhados pelo aparecimento de manchas na pele e por um ganho significativo de peso. Para Leninha, a rela\u00e7\u00e3o era evidente: a transforma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio havia transformado tamb\u00e9m seu corpo.<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, essa associa\u00e7\u00e3o pode parecer exagerada ou meramente metaf\u00f3rica. Mas talvez essa rea\u00e7\u00e3o revele menos algo sobre Leninha e mais sobre os limites conceituais da maneira dominante de pensar a mente.<\/p>\n<p>O caso \u00e9 filosoficamente interessante porque nos obriga a perguntar n\u00e3o apenas o que causa o sofrimento, mas quais tipos de explica\u00e7\u00e3o estamos dispostos a reconhecer como leg\u00edtimos. Em outras palavras, ele nos conduz a uma disputa gramatical.<\/p>\n<p>Em sentido wittgensteiniano, gram\u00e1tica n\u00e3o significa simplesmente sintaxe ou regras da linguagem. Refere-se ao conjunto de crit\u00e9rios que tornam certas descri\u00e7\u00f5es intelig\u00edveis dentro de uma forma de vida. A gram\u00e1tica define quais conex\u00f5es parecem naturais, quais explica\u00e7\u00f5es parecem razo\u00e1veis e quais afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o imediatamente descartadas como absurdas. Ela estabelece os limites do que pode ser visto, dito e reconhecido.<\/p>\n<p>Em trabalhos recentes, temos defendido que essas gram\u00e1ticas funcionam como sistemas de \u201cdobradi\u00e7as normativas\u201d (Silva, 2026). Assim como as dobradi\u00e7as sustentam silenciosamente o movimento de uma porta, certas certezas sustentam silenciosamente nossas pr\u00e1ticas sociais e cient\u00edficas. Elas raramente s\u00e3o discutidas. Justamente por isso exercem enorme poder.<\/p>\n<p>O caso de Maraca\u00edpe \u00e9 importante porque nos obriga a perceber que o conflito em quest\u00e3o n\u00e3o ocorre apenas no territ\u00f3rio. Ele ocorre tamb\u00e9m no plano das gram\u00e1ticas por meio das quais interpretamos esse territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Quando Leninha afirma que o muro produziu ansiedade, sofrimento e altera\u00e7\u00f5es corporais, sua fala entra em choque com uma imagem profundamente enraizada da mente. Segundo essa imagem, a mente constitui uma realidade localizada no interior do indiv\u00edduo, especialmente no c\u00e9rebro. Nessa gram\u00e1tica, transtornos mentais aparecem como disfun\u00e7\u00f5es internas; ambientes, institui\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es sociais aparecem apenas como fatores externos que influenciam processos cuja natureza fundamental permaneceria intracraniana.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BANNER-Outras-palavras-NOVEMBRO7-5.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BANNER-Outras-palavras-NOVEMBRO7-5.jpg 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/BANNER-Outras-palavras-NOVEMBRO7-300x37.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Por isso a frase \u201cum muro adoeceu uma comunidade\u201d soa estranha. N\u00e3o porque seja empiricamente imposs\u00edvel, mas porque ela desafia os crit\u00e9rios dominantes que utilizamos para distinguir o que conta como causa e o que conta como contexto, o que conta como doen\u00e7a e o que conta como ambiente, o que pertence \u00e0 mente e o que pertence ao mundo.<\/p>\n<p>Disputas gramaticais n\u00e3o s\u00e3o meras diverg\u00eancias terminol\u00f3gicas. Elas envolvem conflitos acerca dos crit\u00e9rios que organizam nossa experi\u00eancia. S\u00e3o disputas sobre quais rela\u00e7\u00f5es devem ser consideradas relevantes, quais descri\u00e7\u00f5es devem ser reconhecidas como leg\u00edtimas e quais formas de sofrimento merecem ser socialmente intelig\u00edveis. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, s\u00e3o disputas sobre os limites do que pode ser dito com sentido.<\/p>\n<p>Durante muito tempo, a gram\u00e1tica dominante das ci\u00eancias cognitivas e da sa\u00fade mental operou por meio de uma separa\u00e7\u00e3o relativamente r\u00edgida entre mente, corpo e ambiente. A mente aparecia como uma entidade interna; o corpo, como seu suporte biol\u00f3gico; e o ambiente, como um cen\u00e1rio externo onde os acontecimentos efetivamente importantes apenas se desenrolariam.<\/p>\n<p>O problema dessa gram\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 apenas te\u00f3rico. Ela produz efeitos pol\u00edticos concretos.<\/p>\n<p>Quando o sofrimento \u00e9 localizado exclusivamente dentro dos indiv\u00edduos, torna-se mais dif\u00edcil reconhecer que processos de expropria\u00e7\u00e3o, precariza\u00e7\u00e3o, racismo ambiental ou destrui\u00e7\u00e3o territorial podem participar da pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o desse sofrimento. A dor permanece vis\u00edvel. As condi\u00e7\u00f5es que a produzem tornam-se invis\u00edveis.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que o enativismo adquire relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mais do que uma teoria da cogni\u00e7\u00e3o, o enativismo pode funcionar como uma alavanca gramatical capaz de deslocar os crit\u00e9rios pelos quais compreendemos a rela\u00e7\u00e3o entre mente e mundo. Desde os trabalhos de Francisco Varela, Evan Thompson e Eleanor Rosch, essa perspectiva sustenta que cogni\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o e afetividade n\u00e3o s\u00e3o processos confinados ao c\u00e9rebro, mas atividades corporificadas que emergem das intera\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas entre organismos e ambientes.<\/p>\n<p>A for\u00e7a pol\u00edtica dessa proposta reside menos em suas teses emp\u00edricas do que em sua capacidade de reorganizar aquilo que pode ser reconhecido como significativo.<\/p>\n<p>Uma vez que abandonamos a ideia de que a mente est\u00e1 inteiramente dentro da cabe\u00e7a, torna-se poss\u00edvel perceber que interven\u00e7\u00f5es sobre territ\u00f3rios s\u00e3o tamb\u00e9m interven\u00e7\u00f5es sobre formas de vida. Torna-se poss\u00edvel compreender que a destrui\u00e7\u00e3o de determinados ambientes n\u00e3o elimina apenas recursos materiais. Ela reorganiza rela\u00e7\u00f5es afetivas, expectativas, h\u00e1bitos corporais, v\u00ednculos comunit\u00e1rios e horizontes de a\u00e7\u00e3o.\u00a0Ambientes n\u00e3o s\u00e3o recipientes neutros ocupados por indiv\u00edduos previamente constitu\u00eddos. Eles oferecem possibilidades concretas de a\u00e7\u00e3o. Oferecem caminhos, obst\u00e1culos, oportunidades, riscos, formas de coopera\u00e7\u00e3o e maneiras de habitar o mundo.<\/p>\n<p>Para uma marisqueira, o manguezal n\u00e3o \u00e9 simplesmente um espa\u00e7o geogr\u00e1fico. Ele constitui uma rede de possibilidades pr\u00e1ticas sedimentadas ao longo de gera\u00e7\u00f5es. Ali est\u00e3o conhecimentos, habilidades, rotinas, v\u00ednculos sociais e formas de pertencimento. O territ\u00f3rio integra a pr\u00f3pria arquitetura da experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Quando um muro bloqueia esse acesso, ele n\u00e3o apenas modifica a paisagem. Ele reorganiza o campo de affordances dispon\u00edvel para aquela comunidade. Algumas pr\u00e1ticas tornam-se invi\u00e1veis. Certas rela\u00e7\u00f5es enfraquecem. Determinadas formas de vida perdem suas condi\u00e7\u00f5es de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em jogo, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas uma disputa por terra.<\/p>\n<p>\u00c9 uma disputa sobre os crit\u00e9rios pelos quais compreendemos o que significa viver, adoecer e sofrer.<\/p>\n<p>Por isso a luta das marisqueiras de Maraca\u00edpe pode ser entendida como uma luta por soberania gramatical. N\u00e3o apenas pelo direito de ocupar um territ\u00f3rio, mas pelo direito de participar da defini\u00e7\u00e3o dos conceitos por meio dos quais sua pr\u00f3pria experi\u00eancia ser\u00e1 interpretada.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o que determinou a derrubada do muro possui import\u00e2ncia precisamente porque aponta nessa dire\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o representa apenas a remo\u00e7\u00e3o de uma barreira f\u00edsica. Ela abre espa\u00e7o para que outra descri\u00e7\u00e3o da realidade se torne poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Talvez seja esse o principal desafio colocado pelo caso de Maraca\u00edpe. N\u00e3o basta discutir quem controla a terra. \u00c9 necess\u00e1rio disputar tamb\u00e9m as gram\u00e1ticas que organizam nossa compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre mente, corpo e ambiente.<\/p>\n<p>Sem esse giro normativo e gramatical, continuaremos tratando como problemas individuais formas de sofrimento que s\u00e3o produzidas coletivamente. Continuaremos medicalizando aquilo que muitas vezes \u00e9 consequ\u00eancia da expropria\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios, da destrui\u00e7\u00e3o de formas de vida e da reorganiza\u00e7\u00e3o violenta das condi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>O muro de Maraca\u00edpe n\u00e3o era apenas concreto.\u00a0Ele era a materializa\u00e7\u00e3o de uma gram\u00e1tica.\u00a0E sua derrubada talvez represente um passo na constru\u00e7\u00e3o de outra.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>SILVA, Marcos. <strong>Soberania gramatical e suas alavancas<\/strong>. Curitiba: Kotter, 2026.<\/p>\n<p>SILVA, Marcos. Um Modelo Neopragmatista de Alavancagem Gramatical. <strong>Trans\/Form\/A\u00e7\u00e3o<\/strong>, Mar\u00edlia, SP, v. 49, n. 01, p. e026003, 2026. DOI: https:\/\/doi.org\/10.1590\/0101-3173.2026.v49.n1.e026003<\/p>\n<p>TIAGO, Rostand. \u201cTodo dia sonho com ele no ch\u00e3o\u201d trabalhadores do Pontal de Maraca\u00edpe celebram decis\u00e3o da Justi\u00e7a por derrubada de muro privado. <strong>Brasil de Fato<\/strong>, Recife, 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/05\/20\/todo-dia-sonho-com-ele-no-chao-trabalhadores-do-pontal-de-maracaipe-celebram-decisao-da-justica-por-derrubada-de-muro-privado\/<\/p>\n<p>PARENTE, Mar\u00edlia. Crises de ansiedade, ass\u00e9dio e atentados: conflitos pesqueiros penalizam marisqueiras e comunidades tradicionais em Pernambuco. <strong>Di\u00e1rio de Pernambuco<\/strong>, Recife, 4 out. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/vida-urbana\/2025\/10\/11697327-crises-de-ansiedade-assedio-e-atentados-conflitos-pesqueiros-penalizam-marisqueiras-e-comunidades-tradicionais-em-pernambuco.html<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. 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Foi uma quebra da rela\u00e7\u00e3o entre mente, corpo e ambiente. Os relatos foram de  profundo adoecimento ps\u00edquico. Ci\u00eancias cognitivas ajudam a entender as m\u00faltiplas <i>gram\u00e1ticas<\/i> das lutas territoriais<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/desigualdades-mundo\/quando-o-direito-a-propriedade-segrega-e-adoece\/\">Quando o \u201cdireito \u00e0 propriedade\u201d segrega e adoece<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93466,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[44460,71256,45722,98,71257,44614,71258,58634,1042,71259,71260,61928,71261,179,992,59516,71262,71263,1865,71264,140,614,6785,36991],"tags":[],"class_list":["post-93465","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-adoecimento-psiquico","category-affordances","category-conflitos-territoriais","category-desigualdades","category-disputas-gramaticais","category-expropriacao","category-forca-politica","category-gramatica","category-justica-federal","category-luta-por-soberania","category-manguezal","category-marisqueiras","category-muros","category-pernambuco","category-pescadores","category-pontal-de-maracaipe","category-praticas-cientificas","category-praticas-sociais","category-precarizacao","category-privatizacao-do-litoral","category-racismo-ambiental","category-saude-mental","category-sofrimento-psiquico","category-transtornos-mentais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93465"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93465\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93466"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93465"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93465"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}