{"id":93844,"date":"2026-06-30T06:00:00","date_gmt":"2026-06-30T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/como-frigorificos-brasileiros-influenciam-ciencia-e-politicas-alimentares-nos-eua\/"},"modified":"2026-06-30T06:00:00","modified_gmt":"2026-06-30T09:00:00","slug":"como-frigorificos-brasileiros-influenciam-ciencia-e-politicas-alimentares-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/como-frigorificos-brasileiros-influenciam-ciencia-e-politicas-alimentares-nos-eua\/","title":{"rendered":"Como frigor\u00edficos brasileiros influenciam ci\u00eancia e pol\u00edticas alimentares nos EUA"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo conduzido por universidades australianas mostra a influ\u00eancia da ind\u00fastria da carne em pesquisas cient\u00edficas favor\u00e1veis ao consumo de prote\u00edna animal. Os principais frigor\u00edficos brasileiros, JBS e Marfrig, al\u00e9m de outras multinacionais, integram associa\u00e7\u00f5es que financiam pesquisas para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas de alimenta\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A pesquisa analisou 500 artigos cient\u00edficos publicados entre 2014 e 2023 sobre os impactos do consumo de carne na sa\u00fade humana. Os pesquisadores conclu\u00edram que trabalhos com v\u00ednculos com a ind\u00fastria da carne t\u00eam 16 vezes mais chance de apresentar conclus\u00f5es favor\u00e1veis ao consumo do produto do que pesquisas independentes. O estudo foi feito pelas universidades University of Queensland, Deakin University e University of Queensland, e publicado em abril na revista Obesity Reviews.<\/p>\n<p>Entre os estudos financiados pela ind\u00fastria, 75% apresentaram conclus\u00f5es positivas ao consumo de prote\u00edna animal. Entre aqueles financiados por fontes independentes, a propor\u00e7\u00e3o caiu para 10%.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados refor\u00e7am a necessidade de cautela na interpreta\u00e7\u00e3o de pesquisas com v\u00ednculos com a ind\u00fastria, que devem ser avaliadas \u00e0 luz do conjunto mais amplo de evid\u00eancias cient\u00edficas dispon\u00edveis\u201d, afirmam os pesquisadores no estudo.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>A relev\u00e2ncia dessas pesquisas ultrapassa o meio acad\u00eamico e chega \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas. Segundo o levantamento, elas t\u00eam influenciado programas de alimenta\u00e7\u00e3o escolar, campanhas de sa\u00fade e at\u00e9 o novo Guia Alimentar dos Estados Unidos. Em comum, essas iniciativas privilegiam o consumo de prote\u00ednas de origem animal e refletem \u201cmais ideologia do que ci\u00eancia\u201d, de acordo com a professora em\u00e9rita da Universidade de Nova York Marion Nestle,\u00a0em cr\u00edtica ao novo guia alimentar norteamericano.<\/p>\n<h2>As associa\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria da carne e os estudos nutricionais<\/h2>\n<p>Em vez de financiar diretamente as pesquisas, as empresas do setor canalizam recursos em associa\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es setoriais para promover o consumo de carne. Dos 500 trabalhos avaliados, 63 receberam recursos dessa ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Entre os principais financiadores est\u00e1 o Beef Checkoff, programa criado por lei federal norteamericana para promover o consumo de carne. Mantido por contribui\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria cobrada sobre a comercializa\u00e7\u00e3o de gado, o programa destina milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano a campanhas publicit\u00e1rias, a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e pesquisas cient\u00edficas relacionadas ao setor.<\/p>\n<p>Outra entidade financiadora \u00e9 a NCBA (National Cattlemen\u2019s Beef Association), influente no setor e uma das principais benefici\u00e1rias da Beef Checkoff. Em 2026, a organiza\u00e7\u00e3o recebeu US$ 25,1 milh\u00f5es (R$ 130 milh\u00f5es em valores atuais) do programa de arrecada\u00e7\u00f5es \u2014 quase dois ter\u00e7os de todo o or\u00e7amento distribu\u00eddo pelo programa.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cUsar associa\u00e7\u00f5es \u00e9 uma estrat\u00e9gia para que as companhias evitem aparecer como diretamente respons\u00e1veis pelo financiamento, algo j\u00e1 descrito em pesquisas sobre outros setores\u201d, afirma Navid Teimouri, pesquisador da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de Queensland, na Austr\u00e1lia, e um dos autores do estudo.<\/p>\n<p>Paula Johns, diretora-executiva da ACT Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, organiza\u00e7\u00e3o que atua na defesa de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel , avalia que o lobby e o poder econ\u00f4mico das associa\u00e7\u00f5es fortalecem a capacidade de influ\u00eancia pol\u00edtica do setor. \u201cUma coaliz\u00e3o maior transmite a ideia de que muitas vozes defendem a mesma posi\u00e7\u00e3o, aumentando a legitimidade pol\u00edtica daquele discurso\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cQuando uma ind\u00fastria come\u00e7a a ter uma imagem ruim perante a sociedade, ela tende a se respaldar mais nas associa\u00e7\u00f5es\u201d, complementa.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos estudos nutricionais tamb\u00e9m identificou falhas de transpar\u00eancia. Dos 63 estudos financiados pela ind\u00fastria, apenas 33 declararam conflito de interesses. Portanto, quase metade das pesquisas patrocinadas pelo setor n\u00e3o informou aos leitores a exist\u00eancia desse v\u00ednculo.<\/p>\n<p>Para os autores, esse cen\u00e1rio sugere que a influ\u00eancia da ind\u00fastria pode ser ainda maior do que a identificada pela revis\u00e3o. Estudos com v\u00ednculos n\u00e3o declarados ou pouco transparentes tiveram tr\u00eas vezes mais chance de apresentar conclus\u00f5es favor\u00e1veis ao consumo de carne do que aqueles sem qualquer liga\u00e7\u00e3o identificada com o setor, aponta o estudo.<\/p>\n<p>A NCBA e o Beef Checkoff foram procurados pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, por e-mail, mas n\u00e3o retornaram at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.\u00a0<\/p>\n<h2>JBS e Marfrig t\u00eam assento em organiza\u00e7\u00f5es que moldam o debate sobre carne<\/h2>\n<p>Empresas brasileiras como a JBS USA e a National Beef \u2014 controlada pela MBRF, jun\u00e7\u00e3o entre BRF e Marfrig \u2014 ocupam posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas nas organiza\u00e7\u00f5es que financiam pesquisas. As duas empresas fazem parte das chamadas Big Four Meatpackers, grupo respons\u00e1vel por cerca de 85% do processamento de carne bovina nos Estados Unidos.\u00a0<\/p>\n<p>A JBS e a National Beef integram o Product Council da NCBA, que aparece entre os financiadores mais frequentes dos estudos analisados pela pesquisa.<\/p>\n<p>As empresas brasileiras tamb\u00e9m participam do Meat Institute, principal associa\u00e7\u00e3o dos frigor\u00edficos norteamericanos. Wesley Batista Filho, da JBS Foods USA, e Tim Klein, da National Beef, ocupam assentos no conselho executivo da entidade.<\/p>\n<p>O Meat Institute tamb\u00e9m controla a Meat Foundation, organiza\u00e7\u00e3o voltada ao financiamento de pesquisas e iniciativas educacionais. Em 2026, a funda\u00e7\u00e3o recebeu US$ 650 mil (R$ 3,4 milh\u00f5es) do Beef Checkoff para estudos relacionados \u00e0 carne bovina. A National Beef tamb\u00e9m aparece entre as empresas doadoras da organiza\u00e7\u00e3o em 2025.<\/p>\n<p>Somadas, NCBA, Meat Institute e Meat Foundation receberam cerca de 72% de todo o or\u00e7amento do Beef Checkoff previsto para 2026, concentrando a maior parte dos recursos destinados \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da carne e ao financiamento de pesquisas nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Para Johns, o financiamento privado n\u00e3o significa necessariamente interfer\u00eancia direta nos resultados, mas pode influenciar quais perguntas s\u00e3o investigadas. \u201cN\u00e3o existe almo\u00e7o gr\u00e1tis. Muitas vezes, a influ\u00eancia est\u00e1 na formula\u00e7\u00e3o da pergunta: voc\u00ea est\u00e1 investigando o tema mais relevante ou uma quest\u00e3o que acaba desviando do assunto central?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>A diretora-executiva da ACT tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a concentra\u00e7\u00e3o de poder em grandes organiza\u00e7\u00f5es do setor. \u201cSempre me preocupa quando um setor re\u00fane tanto poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico, porque isso reduz os pesos e contrapesos que deveriam existir em uma democracia\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong><em>Leia tamb\u00e9m <br \/>:: <\/em><\/strong><strong><em>JBS e Burger King pagam estudos que minimizam culpa da pecu\u00e1ria na crise do clima<br \/><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Para um dos autores do estudo que revisou as pesquisas nutricionais, Navid Teimouri, o resultado foi mais expressivo do que o esperado. \u201cEsper\u00e1vamos encontrar uma associa\u00e7\u00e3o, mas o \u00edndice de 16 [vezes mais chance de conclus\u00f5es favor\u00e1veis] foi surpreendentemente alto. Em outros setores, esse indicador costuma variar entre 3 e, no m\u00e1ximo, 8\u201d, afirmou \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo Teimouri, a motiva\u00e7\u00e3o para o estudo foi justamente a aus\u00eancia de pesquisas sobre a atua\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria da carne na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Setores como os de combust\u00edveis f\u00f3sseis, farmac\u00eautico e tabaco j\u00e1 foram amplamente investigados por estrat\u00e9gias para influenciar a ci\u00eancia e ampliar a circula\u00e7\u00e3o de narrativas favor\u00e1veis aos seus interesses, mas o mesmo ainda n\u00e3o havia acontecido com a carne.<\/p>\n<p>\u201cDiante do enorme poder financeiro e estrutural da ind\u00fastria global da carne, quer\u00edamos saber se ela tamb\u00e9m tenta influenciar o ambiente cient\u00edfico de maneira semelhante \u00e0 de outros setores\u201d, pontua.<\/p>\n<p>A National Beef (MBRF) afirmou que, \u201cpelo escopo da pauta\u201d, entende que o tema \u00e9 setorial e que as quest\u00f5es deveriam ser direcionadas \u00e0s entidades citadas. A JBS, o Meat Institute, a Meat Foundation, o Beef Checkoff e a National Cattlemen\u2019s Beef Association foram procurados nas \u00faltimas duas semanas por e-mail, mas n\u00e3o se manifestaram at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n<h2>Big Four s\u00e3o investigadas por pr\u00e1ticas anticompetitivas<\/h2>\n<p>Enquanto recorrem a associa\u00e7\u00f5es para defender os interesses do setor, as maiores empresas da carne tamb\u00e9m enfrentam crescente escrut\u00ednio nos Estados Unidos. As Big Four s\u00e3o alvo de uma investiga\u00e7\u00e3o antitruste. Os investigadores querem apurar se a elevada concentra\u00e7\u00e3o do setor favoreceu pr\u00e1ticas anticompetitivas e distor\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os da carne no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Durante uma coletiva de imprensa no Departamento de Justi\u00e7a, em Washington, Peter Navarro, conselheiro especial para Com\u00e9rcio e Manufatura do governo dos Estados Unidos, disse que os frigor\u00edficos brasileiros, em particular a JBS, \u201cdistribuem milh\u00f5es de d\u00f3lares ao sistema pol\u00edtico americano como se fossem balas\u201d. Para Navarro, esse seria um dos motivos pelos quais a ind\u00fastria conseguiu manter por tanto tempo um n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o incompat\u00edvel com um mercado competitivo. Com o rebanho bovino americano no menor n\u00edvel desde a d\u00e9cada de 1950, os frigor\u00edficos dos Estados Unidos t\u00eam dependido cada vez mais do fornecimento de pa\u00edses como o Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>A influ\u00eancia da companhia tamb\u00e9m alcan\u00e7a a esfera pol\u00edtica. Segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela imprensa, Joesley Batista, um dos donos da JBS, atuou como intermediador do encontro entre Lula e Donald Trump na Casa Branca, realizado poucos dias ap\u00f3s o an\u00fancio da investiga\u00e7\u00e3o antitruste. A proximidade com a nova administra\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia chamado aten\u00e7\u00e3o em 2025, quando a Pilgrim\u2019s Pride, controlada pela JBS, tornou-se a maior doadora individual da cerim\u00f4nia de posse de Trump, com uma contribui\u00e7\u00e3o de US$ 5 milh\u00f5es.<\/p>\n<h2>A disputa pelo Guia Alimentar dos EUA<\/h2>\n<p>O novo Guia Alimentar dos Estados Unidos \u00e9 um exemplo. O documento refor\u00e7a o consumo de prote\u00ednas, especialmente de origem animal, em um pa\u00eds onde, segundo especialistas, a ingest\u00e3o proteica j\u00e1 supera as necessidades fisiol\u00f3gicas e onde parte significativa desse consumo vem de alimentos ultraprocessados.<\/p>\n<p>Em publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, o secret\u00e1rio de Sa\u00fade dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., comemorou o novo guia afirmando que \u201ca carne voltou\u201d, ao lado de bacon, manteiga, leite integral e ovos, e declarou que \u201ca guerra contra os alimentos reais e ricos em nutrientes acabou\u201d.<\/p>\n<p>Mas o guia tamb\u00e9m recebeu cr\u00edticas. Em seu blog, a professora em\u00e9rita da Universidade de Nova York Marion Nestle analisou as diretrizes do novo guia e afirmou que representam \u201cgrandes vit\u00f3rias para as ind\u00fastrias da carne e dos latic\u00ednios\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de conflitos de interesse mostram que tr\u00eas dos nove especialistas respons\u00e1veis por revisar as evid\u00eancias cient\u00edficas utilizadas pelo governo mantinham v\u00ednculos financeiros com a NCBA.\u00a0<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e3o Donald Layman, professor em\u00e9rito da Universidade de Illinois, que declarou receber honor\u00e1rios e ter realizado consultorias \u00e0 NCBA, e Heather Leidy, professora da Universidade do Texas em Austin, que informou ter recebido recursos da associa\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas e participou de iniciativas financiadas pelo Beef Checkoff voltadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do consumo de carne e prote\u00ednas animais.<\/p>\n<p>Segundo reportagem do jornal estadunidense New York Times, Layman e Leidy foram os especialistas respons\u00e1veis por sintetizar as evid\u00eancias sobre prote\u00ednas utilizadas pelo governo local. Em entrevista ao jornal, Layman afirmou manter um contrato para revisar pedidos de financiamento da NCBA, atividade pela qual recebe cerca de US$ 5 mil por ano (cerca de R$ X mil), e disse que as recomenda\u00e7\u00f5es finais do guia ficaram \u201cmuito pr\u00f3ximas\u201d das conclus\u00f5es apresentadas pelos dois pesquisadores.<\/p>\n<p>O processo tamb\u00e9m foi alvo de cr\u00edticas por mudan\u00e7as na governan\u00e7a. Diferentemente das edi\u00e7\u00f5es anteriores, o governo Trump deixou de utilizar o relat\u00f3rio cient\u00edfico elaborado durante a gest\u00e3o de Joe Biden e nomeou um novo comit\u00ea para produzir as recomenda\u00e7\u00f5es finais em poucos meses. Organiza\u00e7\u00f5es como o Center for Science in the Public Interest e a American Society for Nutrition questionaram a transpar\u00eancia do processo e a participa\u00e7\u00e3o de especialistas com v\u00ednculos financeiros com entidades da ind\u00fastria da carne.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um cl\u00e1ssico. H\u00e1 d\u00e9cadas existem relatos de lobby do setor da carne dos Estados Unidos para impedir que guias alimentares recomendem a redu\u00e7\u00e3o do consumo de carne\u201d, finaliza Johns.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"129686\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div>\n<div data-id=\"e5e1762\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"300\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/apoie--22.webp\" alt=\"Apoie a Rep\u00f3rter Brasil\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/apoie--22.webp 360w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apoie-1-300x250.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\">\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><strong>25 anos investigando para mudar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Rep\u00f3rter Brasil j\u00e1 ajudou a impulsionar leis, fortalecer direitos e combater o trabalho escravo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 2026, fazemos 25 anos \u2014 e vem muito mais por a\u00ed!<\/strong><\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>The post Como frigor\u00edficos brasileiros influenciam ci\u00eancia e pol\u00edticas alimentares nos EUA appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/exercicio-profissional-de-acupuntura-e-regulamentado-no-brasil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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