{"id":94229,"date":"2026-07-02T14:26:10","date_gmt":"2026-07-02T17:26:10","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-independencia-incomum-da-bahia\/"},"modified":"2026-07-02T14:26:10","modified_gmt":"2026-07-02T17:26:10","slug":"a-independencia-incomum-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-independencia-incomum-da-bahia\/","title":{"rendered":"A independ\u00eancia incomum da Bahia\u00a0"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"996\" height=\"653\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photo_5058100921019075590_y.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photo_5058100921019075590_y.jpg 996w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photo_5058100921019075590_y-300x197.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photo_5058100921019075590_y-768x504.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 996px) 100vw, 996px\"><figcaption>Em 2 de julho, baianos comemoram a expuls\u00e3o das tropas portuguesas e a independ\u00eancia do Estado. Foto: Camila Souza\/BBC Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><imgsrc=\"\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\".\" border=\"0\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 uma pergunta inc\u00f4moda que o calend\u00e1rio c\u00edvico brasileiro se recusa a responder: como pode um pa\u00eds ter se tornado independente em 7 de setembro de 1822 se, dez meses depois, tropas portuguesas ainda ocupavam Salvador, a cidade que fora por mais de dois s\u00e9culos a capital da Am\u00e9rica portuguesa? A resposta exige admitir aquilo que a historiografia oficial, forjada no Sudeste imperial e republicano, sempre tratou como nota de rodap\u00e9: a independ\u00eancia do Brasil n\u00e3o foi um ato, foi uma guerra. E essa guerra foi decidida na Bahia.<\/p>\n<p>O 2 de Julho de 1823 \u2014 dia em que o Ex\u00e9rcito Pacificador entrou em Salvador ap\u00f3s a fuga das tropas do general In\u00e1cio Lu\u00eds Madeira de Melo \u2014 n\u00e3o \u00e9 um epis\u00f3dio regional pitoresco. \u00c9 o momento em que a independ\u00eancia deixou de ser uma proclama\u00e7\u00e3o e passou a ser um fato. Mais do que isso: \u00e9 o \u00fanico cap\u00edtulo do processo de emancipa\u00e7\u00e3o em que o povo \u2014 no sentido mais concreto e menos ret\u00f3rico da palavra \u2014 aparece como protagonista, e n\u00e3o como figurante de uma transi\u00e7\u00e3o negociada entre elites.<\/p>\n<h3><strong>Uma guerra, n\u00e3o um grito<\/strong><\/h3>\n<p>A narrativa do Ipiranga tem a conveni\u00eancia de todas as f\u00e1bulas fundacionais: um pr\u00edncipe, um cavalo, uma espada erguida, nenhum sangue. Ela consagra a leitura de que o Brasil nasceu de um arranjo \u2014 a continuidade da casa de Bragan\u00e7a nos tr\u00f3picos, a preserva\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, a unidade territorial garantida de cima para baixo. N\u00e3o por acaso, essa \u00e9 a vers\u00e3o que interessava ao Imp\u00e9rio e que a Rep\u00fablica, apesar de todos os seus rearranjos simb\u00f3licos, jamais teve interesse em revisar.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/14-1-2.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/14-1-2.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/14-1-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A Bahia conta outra hist\u00f3ria. Entre fevereiro de 1822 e julho de 1823, o Rec\u00f4ncavo baiano se transformou em teatro de uma guerra de verdade, com cerco, fome, batalhas campais e navais, \u00eaxodo de popula\u00e7\u00f5es inteiras de Salvador para as vilas do interior.<\/p>\n<p>Cachoeira, S\u00e3o F\u00e9lix, Santo Amaro e Maragogipe organizaram juntas de governo,<\/p>\n<p>arregimentaram tropas, financiaram a resist\u00eancia. A Batalha de Piraj\u00e1, em 8 de novembro de 1822, e o combate de Itaparica, em janeiro de 1823, foram enfrentamentos decisivos travados majoritariamente por gente que a ordem escravocrata sequer reconhecia como cidad\u00e3.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que o 2 de Julho se torna subversivo. Quem lutou naquela guerra? Vaqueiros e lavradores do Rec\u00f4ncavo e do sert\u00e3o. Ind\u00edgenas, cuja presen\u00e7a o imagin\u00e1rio da data cristalizou nas figuras do Caboclo e da Cabocla \u2014 s\u00edmbolos que at\u00e9 hoje desfilam pelas ruas de Salvador, num raro caso de festa c\u00edvica brasileira em que o her\u00f3i carregado em cortejo n\u00e3o \u00e9 um general nem um estadista, mas a representa\u00e7\u00e3o do povo ind\u00edgena e mesti\u00e7o. Negros escravizados e libertos, que viram na guerra uma brecha para negociar liberdade ou simplesmente tom\u00e1-la. E mulheres.<\/p>\n<h3><strong>Maria Felipa, Maria Quit\u00e9ria, Joana Ang\u00e9lica<\/strong><\/h3>\n<p>A mem\u00f3ria do 2 de Julho guarda um pante\u00e3o que desafia frontalmente o padr\u00e3o dos her\u00f3is nacionais brasileiros \u2014 homens brancos de farda ou casaca. Joana Ang\u00e9lica, a abadessa do Convento da Lapa morta a golpes de baioneta ao tentar impedir a entrada de soldados portugueses, em fevereiro de 1822, foi talvez a primeira m\u00e1rtir da independ\u00eancia. Maria Quit\u00e9ria de Jesus, sertaneja de Feira de Santana, vestiu-se de soldado para combater em Itaparica e na foz do Paragua\u00e7u, tornando-se a primeira mulher a assentar pra\u00e7a numa unidade militar brasileira.<\/p>\n<p>E Maria Felipa de Oliveira, mulher negra, marisqueira e trabalhadora da ilha de Itaparica, que liderou dezenas de outras mulheres \u2014 negras e ind\u00edgenas \u2014 na vigil\u00e2ncia das praias e no inc\u00eandio de embarca\u00e7\u00f5es portuguesas, usando, conta a tradi\u00e7\u00e3o oral, galhos de cansan\u00e7\u00e3o, a urtiga brava, para castigar os soldados capturados. Maria Felipa passou quase dois s\u00e9culos fora dos livros did\u00e1ticos. Sua trajet\u00f3ria sobreviveu onde a hist\u00f3ria dos vencidos costuma sobreviver no Brasil: na oralidade, na mem\u00f3ria popular, nos terreiros e nas escolas de Itaparica \u2014 at\u00e9 ser reconhecida oficialmente como hero\u00edna da p\u00e1tria apenas em 2018. O atraso n\u00e3o \u00e9 acidente; \u00e9 sintoma.<\/p>\n<h3><strong>O que a Bahia fundou<\/strong><\/h3>\n<p>Reduzir a import\u00e2ncia da Bahia ao epis\u00f3dio de 1823 seria, ainda assim, subestim\u00e1-la. A rigor, o Brasil come\u00e7a ali. Salvador foi a primeira capital e o centro de gravidade do projeto colonial portugu\u00eas por 214 anos. O Rec\u00f4ncavo a\u00e7ucareiro estruturou a economia, a demografia e a viol\u00eancia fundadora do pa\u00eds: foi para as suas planta\u00e7\u00f5es que se organizou o maior fluxo do tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico de africanos escravizados das Am\u00e9ricas. A Bahia \u00e9, nesse sentido, o laborat\u00f3rio original do Brasil \u2014 de sua riqueza e de sua brutalidade, de sua l\u00edngua e de sua f\u00e9, de sua culin\u00e1ria e de sua m\u00fasica.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/circuito3anos-banner_outraspalavras.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/circuito3anos-banner_outraspalavras.jpg 729w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/circuito3anos-banner_outraspalavras-300x37.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 729px) 100vw, 729px\" width=\"729\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m o territ\u00f3rio onde a resist\u00eancia a esse projeto se fez mais densa. Dos quilombos do Rec\u00f4ncavo \u00e0 Revolta dos B\u00fazios de 17U8 \u2014 a \u201cConjura\u00e7\u00e3o Baiana\u201d, movimento de alfaiates, soldados e libertos que, ao contr\u00e1rio da Inconfid\u00eancia Mineira de propriet\u00e1rios, falava abertamente em fim da escravid\u00e3o e igualdade racial, e cujos l\u00edderes negros e pardos foram enforcados e esquartejados enquanto os inconfidentes brancos de Minas viravam nomes de rua. Da Revolta dos Mal\u00eas de 1835 ao levante popular que atravessa o pr\u00f3prio 2 de Julho: a Bahia acumulou, como nenhuma outra prov\u00edncia, a experi\u00eancia de um povo que lutou pelo pa\u00eds que lhe era negado.<\/p>\n<p>A cultura brasileira, aquilo que o pa\u00eds exibe ao mundo como sua face mais reconhec\u00edvel, \u00e9 em enorme medida uma cria\u00e7\u00e3o afro-baiana: o samba, que desceu do Rec\u00f4ncavo para o Rio nas m\u00e3os das tias baianas; o candombl\u00e9 e sua gram\u00e1tica civilizat\u00f3ria; a capoeira; a culin\u00e1ria do dend\u00ea. Que essa centralidade cultural conviva com os piores indicadores sociais do pa\u00eds \u2014 e que Salvador, cidade de maioria negra, siga sendo uma das metr\u00f3poles mais desiguais do hemisf\u00e9rio \u2014 diz muito sobre o lugar reservado \u00e0 Bahia, e ao povo negro, no pacto nacional.<\/p>\n<h3><strong>A festa como disputa de mem\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n<p>Todo 2 de Julho, o cortejo sai da Lapinha, refaz o caminho do Ex\u00e9rcito Pacificador at\u00e9 o Terreiro de Jesus e o Campo Grande, carregando os carros do Caboclo e da Cabocla.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 desfile militar como eixo da festa; h\u00e1 povo na rua, fanfarras, blocos, pastas e faixas de movimentos sociais, disputas pol\u00edticas expl\u00edcitas \u2014 candidatos vaiados ou aplaudidos, palavras de ordem, mem\u00f3ria viva. \u00c9 o avesso do 7 de Setembro: uma celebra\u00e7\u00e3o c\u00edvica que pertence \u00e0 rua, n\u00e3o ao palanque.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a de forma expressa uma diferen\u00e7a de fundo. O 7 de Setembro celebra o Estado; o 2 de Julho celebra uma luta. E \u00e9 precisamente por isso que sua marginaliza\u00e7\u00e3o no calend\u00e1rio nacional importa. Um pa\u00eds que escolhe lembrar a independ\u00eancia como gesto de um pr\u00edncipe \u2014 e esquecer a guerra vencida por marisqueiras negras, sertanejas travestidas de soldado e ind\u00edgenas do Rec\u00f4ncavo \u2014 est\u00e1 fazendo uma escolha sobre quem cabe na sua hist\u00f3ria. E, por extens\u00e3o, sobre quem cabe no seu presente.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de trocar uma data por outra, nem de reivindicar para a Bahia um pedestal regionalista. Trata-se de reconhecer que existem duas mem\u00f3rias poss\u00edveis da funda\u00e7\u00e3o do Brasil: uma que o pensa como obra de elites conciliadoras, outra que o pensa como conquista inacabada de seu povo. A primeira produziu um pa\u00eds que sempre soube \u201cencerrar por cima\u201d seus conflitos, preservando hierarquias. A segunda permanece como promessa.<\/p>\n<p>Duzentos e tr\u00eas anos depois, o cortejo continua saindo da Lapinha. O Caboclo continua esmagando a serpente sob os p\u00e9s \u2014 alegoria da tirania vencida que, a cada ano, o povo de Salvador ressignifica conforme a tirania da vez. Enquanto o 2 de Julho for festa de rua e n\u00e3o rel\u00edquia de museu, a vers\u00e3o popular da independ\u00eancia seguir\u00e1 viva. Cabe ao resto do Brasil decidir se um dia ter\u00e1 coragem de aprend\u00ea-la.<\/p>\n<p><em>Publicado por ocasi\u00e3o do 203\u00ba anivers\u00e1rio da Independ\u00eancia da Bahia.<\/em><\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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O Rec\u00f4ncavo Baiano conta outra hist\u00f3ria. Lutaram vaqueiros, lavradores, negros e mulheres. Entre elas, Maria Felipa, Maria Quit\u00e9ria e Joana Ang\u00e9lica<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/a-independencia-incomum-da-bahia\/\">A independ\u00eancia incomum da Bahia\u00a0<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":94230,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[15546,72838,72839,432,2176,72840,23,5488,528,12391,9279,740,72841,72842,72843,68202,72844,72845,72846,49351,670,13563,72847,72848],"tags":[],"class_list":["post-94229","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-7-de-setembro","category-afro-baiana","category-america-portuguesa","category-bahia","category-escravidao","category-fundacao-do-brasil","category-guerra","category-historia-e-memoria","category-igualdade-racial","category-imperio","category-independencia","category-independencia-do-brasil","category-maria-felipa-de-oliveira","category-maria-quiteria-de-jesus","category-memoria-popular","category-povo","category-processo-de-emancipacao","category-proclamacao","category-projeto-colonial-portugues","category-republica","category-salvador","category-territorio","category-trafico-de-africanos","category-tropas-portuguesas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94229"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94229\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}