{"id":94589,"date":"2026-07-06T16:46:55","date_gmt":"2026-07-06T19:46:55","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/melancolia-e-critica-a-ditadura-em-cazuza\/"},"modified":"2026-07-06T16:46:55","modified_gmt":"2026-07-06T19:46:55","slug":"melancolia-e-critica-a-ditadura-em-cazuza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/melancolia-e-critica-a-ditadura-em-cazuza\/","title":{"rendered":"Melancolia e cr\u00edtica \u00e0 ditadura em Cazuza"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cazuza-boas-novas-1024x683-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cazuza-boas-novas-1024x683-1.jpg 1024w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cazuza-boas-novas-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cazuza-boas-novas-1024x683-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cazuza-boas-novas-1024x683-1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><imgsrc=\"\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\".\" border=\"0\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel separar a trajet\u00f3ria de Cazuza e o processo de transi\u00e7\u00e3o da ditadura, na d\u00e9cada de 1980. Suas letras expressam as esperan\u00e7as e, posteriormente, as frustra\u00e7\u00f5es que marcaram o processo que redundou na constru\u00e7\u00e3o da chamada Nova Rep\u00fablica. Se em 1985 o artista era o rosto de uma juventude ainda esperan\u00e7osa pela possibilidade de mudan\u00e7a, ao fim de sua vida, em 1990, sua obra havia se transformado em uma das cr\u00edticas mais ferozes e l\u00facidas aos limites dessa transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria art\u00edstica come\u00e7a em 1981, como vocalista da banda Bar\u00e3o Vermelho. Foram tr\u00eas \u00e1lbuns com a banda, com letras em um tom mais leve, como \u201cBete balan\u00e7o e \u201cPro dia nascer feliz\u201d. O Bar\u00e3o Vermelho e seu principal letrista, Cazuza, n\u00e3o tinham \u201ca inquieta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da brasiliense Legi\u00e3o Urbana e privilegiava dramas da intimidade de jovens urbanos\u201d.<sup><sup>1<\/sup><\/sup> Depois de sua sa\u00edda da Bar\u00e3o Vermelho, Cazuza, em sua carreira solo, se torna uma esp\u00e9cie de porta-voz da decep\u00e7\u00e3o com a transi\u00e7\u00e3o da ditadura.<\/p>\n<p>O ano de 1985 marca o ponto de inflex\u00e3o na percep\u00e7\u00e3o de Cazuza sobre o processo pol\u00edtico e social pelo qual passava o pa\u00eds. Com o fim da ditadura e a vit\u00f3ria de Tancredo Neves no Col\u00e9gio Eleitoral, o Brasil vivia um clima de expectativa pela volta da democracia plena e das elei\u00e7\u00f5es diretas. Contudo, contraditoriamente, depois de enterrada a emenda Dante de Oliveira, aquela elei\u00e7\u00e3o ainda foi realizada de forma indireta.<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/14-1-7.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/14-1-7.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/14-1-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Nesse cen\u00e1rio ocorreu o primeiro Rock in Rio, onde Cazuza, ainda como vocalista do Bar\u00e3o Vermelho, encerrou o show enrolado na bandeira brasileira, cantando a m\u00fasica \u201cPro dia nascer feliz\u201d. Contudo, o entusiasmo inicial foi rapidamente confrontado pela realidade pol\u00edtica. Com a morte de Tancredo Neves e a posse de seu vice, Jos\u00e9 Sarney \u2013 que havia sido um colaborado da ditadura \u2013 sinalizava-se que a mudan\u00e7a n\u00e3o seria t\u00e3o profunda quanto o esperado. Escrevendo em 1990, e fazendo um balan\u00e7o desses anos, o soci\u00f3logo Florestan Fernandes dizia:<\/p>\n<p>\u201cO \u00faltimo quinqu\u00eanio representou um amplo deslocamento hist\u00f3rico e abriu promessas aut\u00eanticas de transforma\u00e7\u00e3o profunda da sociedade civil, da cultura e do Estado. Por\u00e9m, marchamos em ziguezague e sob o guante da burguesia associada (nacional e estrangeira), dentro de limites estritos, impostos abertamente pela tutela militar at\u00e9 hoje\u201d.<sup><sup>2<\/sup><\/sup><\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a se expressou nas letras de Cazuza, que, do tom at\u00e9 mesmo alegre dos primeiros anos do Bar\u00e3o Vermelho, passou para o pessimismo. Sua decep\u00e7\u00e3o com a transi\u00e7\u00e3o da ditadura pode ser entendida como uma poss\u00edvel express\u00e3o dos limites do processo. Florestan Fernandes, ainda no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1980, afirmava que \u201cas press\u00f5es do tope da sociedade conferem, portanto, um amplo espa\u00e7o pol\u00edtica \u00e0 ditadura, no qual ela pode movimentar-se, defender-se e at\u00e9 ganhar elasticidade para parecer ser o que n\u00e3o \u00e9\u201d.<sup><sup>3<\/sup><\/sup> Nesse processo, a ditadura \u201cse despoja de alguns de seus tra\u00e7os e fun\u00e7\u00f5es, mas incorpora outros e, o que \u00e9 deveras relevante, pode preservar quase intoc\u00e1vel seu n\u00facleo de poder\u201d.<sup><sup>4<\/sup><\/sup><\/p>\n<p>Cazuza captou essa ess\u00eancia em suas letras. Sua transi\u00e7\u00e3o para a carreira solo coincide com uma paulatina mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade. O otimismo em rela\u00e7\u00e3o ao dia que poderia nascer feliz vai abrindo passagem a uma certa melancolia, como se percebe na m\u00fasica \u201cMal nenhum\u201d, de 1985, no \u00e1lbum que ficou conhecido como <em>Exagerado<\/em>. Nessa m\u00fasica, canta Cazuza:<\/p>\n<p>Nunca viram ningu\u00e9m triste?<br \/>Por que n\u00e3o me deixam em paz?<br \/>As guerras s\u00e3o t\u00e3o tristes<br \/>E n\u00e3o t\u00eam nada de mais<\/p>\n<p>Em 1987, no \u00e1lbum seguinte, <em>S\u00f3 se for a dois<\/em>, percebe-se a persistente melancolia. Na m\u00fasica \u201cRitual\u201d, o poeta assim canta:<\/p>\n<p>Pra que buscar o para\u00edso<br \/>Se at\u00e9 o poeta fecha o livro<br \/>Sente o perfume de uma flor no lixo<br \/>E fuxica<br \/>Fuxica<\/p>\n<div>\n<div><imgsrc=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/15-8.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/15-8.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/15-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Contudo, o avan\u00e7o da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica parece tamb\u00e9m influenciar no amadurecimento de Cazuza como cr\u00edtico social. O contexto \u00e9 o das disputas em torno da nova Constitui\u00e7\u00e3o, promulgada em 1988, processo contradit\u00f3rio, em que, a despeito da incorpora\u00e7\u00e3o das reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, as classes dominantes conseguiram garantir seus interesses na manuten\u00e7\u00e3o do poder do Estado.<\/p>\n<p>Em 1988, Cazuza lan\u00e7ou tr\u00eas de suas can\u00e7\u00f5es mais emblem\u00e1ticas: \u201cIdeologia\u201d, \u201cBrasil\u201d e \u201cO tempo n\u00e3o para\u201d. Essas m\u00fasicas revelam suas frustra\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas, se constituindo no que o pr\u00f3prio Cazuza definiu como \u201cuma trilogia de Sarney ao PT no poder\u201d.<sup><sup>5<\/sup><\/sup> Essas m\u00fasicas mostram um Cazuza decepcionado com a transi\u00e7\u00e3o da ditadura e os rumos que tomava a Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Em \u201cIdeologia\u201d, registra o vazio de prop\u00f3sitos de uma gera\u00e7\u00e3o que cresceu sob a ditadura e que na, na abertura pol\u00edtica, viu seus sonhos se esvanecerem. Cazuza canta sobre a desesperan\u00e7a diante das velhas estruturas mantidas na Nova Rep\u00fablica. O garoto do passado assim olha para a realidade:<\/p>\n<p>Pois aquele garoto que ia mudar o mundo<br \/>Mudar o mundo<br \/>Agora assiste a tudo em cima do muro<br \/>Em cima do muro<\/p>\n<p>Essa desesperan\u00e7a tamb\u00e9m tem rela\u00e7\u00e3o com as refer\u00eancias pol\u00edticas de uma gera\u00e7\u00e3o, que parecem ter ficado no passado. O pessimismo de Cazuza \u201cvinha de algu\u00e9m que lamentava que os amigos de juventude n\u00e3o tinham levado seus projetos adiante\u201d.<sup><sup>6<\/sup><\/sup> Em meio ao que entendia como conformismo daquela gera\u00e7\u00e3o, os poderosos seguiam controlando a sociedade, como canta nessa passagem Cazuza:<\/p>\n<p>Meus her\u00f3is<br \/>Morreram de overdose, \u00e9<br \/>Meus inimigos<br \/>Est\u00e3o no poder<\/p>\n<p>Em \u201cBrasil\u201d, Cazuza faz um ousado convite para que o pa\u00eds \u201cmostre sua cara\u201d, denunciando a corrup\u00e7\u00e3o e o car\u00e1ter predat\u00f3rio das classes dominantes, se remetendo \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, entre outros temas. Na letra, refere-se a uma festa em que os trabalhadores n\u00e3o estavam sendo convidados, assim cantando Cazuza:<\/p>\n<p>N\u00e3o me ofereceram<br \/>Nem um cigarro<br \/>Fiquei na porta<br \/>Estacionando os carros<br \/>N\u00e3o me elegeram<br \/>Chefe de nada<\/p>\n<p>Gravada quando Cazuza j\u00e1 enfrentava a debilidade causada pela AIDS, \u201cO tempo n\u00e3o para\u201d pode ser visto como um manifesto contra o comodismo, anos antes da difus\u00e3o da fajuta ideia de \u201cfim de hist\u00f3ria\u201d. Cazuza expressa a frustra\u00e7\u00e3o com uma transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que trocou o nome do regime, fez mudan\u00e7as em sua apar\u00eancia, mas permaneceu com a mesma estrutura e at\u00e9 mesmo governada por algumas das mesmas pessoas. Evidencia-se a cr\u00edtica de Cazuza em passagens como esta da m\u00fasica:<\/p>\n<p>Eu vejo o futuro repetir o passado<br \/>Eu vejo um museu de grandes novidades<br \/>O tempo n\u00e3o para<br \/>N\u00e3o para, n\u00e3o, n\u00e3o para<\/p>\n<p>Em suas \u00faltimas obras, Cazuza, especialmente no \u00e1lbum <em>Burguesia<\/em>, de 1989, parece mostrar em definitivo o fim de suas ilus\u00f5es com a Nova Rep\u00fablica. O m\u00fasico utiliza o termo \u201cburguesia\u201d para designar n\u00e3o apenas a classe econ\u00f4mica detentora dos meios de produ\u00e7\u00e3o, mas um comportamento \u00e9tico mesquinho e uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de direita. No refr\u00e3o da m\u00fasica \u201cBurguesia\u201d, canta Cazuza:<\/p>\n<p>A burguesia fede<br \/>A burguesia quer ficar rica<br \/>Enquanto houver burguesia<br \/>N\u00e3o vai haver poesia<\/p>\n<p>Sua obra mostra como as classes dominantes procuraram barrar as transforma\u00e7\u00f5es sociais reivindicadas pelos trabalhadores mobilizados na d\u00e9cada de 1970. Em 1990, diante da consolida\u00e7\u00e3o do processo de transi\u00e7\u00e3o, Florestan Fernandes dizia que \u201ca ditadura militar encontrou v\u00e1rios meandros para continuar viva e atuante\u201d.<sup><sup>7<\/sup><\/sup> Cazuza, o poeta, tentou mostrar isso em imagens, met\u00e1foras, s\u00edmbolos, como uma forma de resist\u00eancia \u00e0 essa perman\u00eancia do passado no controle das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por meio de suas letras, Cazuza imortalizou a sensa\u00e7\u00e3o de que o Brasil, apesar de ter mudado de regime pol\u00edtico, continuava a ser um pa\u00eds onde uma minoria seguia explorando os trabalhadores. D\u00e9cadas depois, a atualidade de suas can\u00e7\u00f5es mostra que muitos dos limites daquela transi\u00e7\u00e3o \u2013 a corrup\u00e7\u00e3o, a desigualdade e autoritarismo nem t\u00e3o disfar\u00e7ado \u2013 ainda persistem na sociedade brasileira. Relembrando Cazuza, podemos fazer de sua \u201cmetralhadora cheia de m\u00e1goas\u201d uma arma de cr\u00edtica ainda necess\u00e1ria.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p>1 Mario Luis Grangeia. Brasil: Cazuza, Renato Russo e a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2016, p. 39.<\/p>\n<p>2 Florestan Fernandes. A transi\u00e7\u00e3o prolongada: o per\u00edodo p\u00f3s-constitucional. S\u00e3o Paulo: Cortez, 1990, p. 6.<\/p>\n<p>3 Florestan Fernandes. A ditadura em quest\u00e3o. 2\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: T. A. Queiroz, 1982, p. 11.<\/p>\n<p>4 Florestan Fernandes. A ditadura em quest\u00e3o. 2\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: T. A. Queiroz, 1982, p. 11.<\/p>\n<p>5 Mario Luis Grangeia. Brasil: Cazuza, Renato Russo e a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2016, p. 77.<\/p>\n<p>6 Mario Luis Grangeia. Brasil: Cazuza, Renato Russo e a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2016, p. 73.<\/p>\n<p>7 Florestan Fernandes. A transi\u00e7\u00e3o prolongada: o per\u00edodo p\u00f3s-constitucional. S\u00e3o Paulo: Cortez, 1990, p. 5.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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O otimismo em rela\u00e7\u00e3o ao <i>dia nascer feliz<\/i> dava lugar \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o de uma abertura pol\u00edtica morna. Suas can\u00e7\u00f5es, ainda hoje, s\u00e3o armas cr\u00edticas indispens\u00e1veis<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/melancolia-e-critica-a-ditadura-em-cazuza\/\">Melancolia e cr\u00edtica \u00e0 ditadura em Cazuza<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":94590,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[73579,73580,73581,73582,55771,1284,31681,17045,8358,5488,67,50738,1666,23579,32565,5422,73583,73584,73585,73586,626,26067,39716],"tags":[],"class_list":["post-94589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-barao-vermelho","category-cazuza","category-classes-dominantes","category-critico-social","category-desesperanca","category-ditadura","category-esperanca","category-estado","category-florestan-fernandes","category-historia-e-memoria","category-juventude","category-melancolia","category-memoria","category-nova-republica","category-otimismo","category-politica-brasileira","category-processo-politico","category-processo-social","category-realidade-politica","category-reivindicacoes-dos-trabalhadores","category-resistencia","category-sociedade-civil","category-transicao-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94589"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94589\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94590"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}