{"id":94609,"date":"2026-07-07T05:30:00","date_gmt":"2026-07-07T08:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/poucas-denuncias-e-dificil-acesso-travam-combate-a-escravidao-no-corte-de-lenha\/"},"modified":"2026-07-07T05:30:00","modified_gmt":"2026-07-07T08:30:00","slug":"poucas-denuncias-e-dificil-acesso-travam-combate-a-escravidao-no-corte-de-lenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/poucas-denuncias-e-dificil-acesso-travam-combate-a-escravidao-no-corte-de-lenha\/","title":{"rendered":"Poucas den\u00fancias e dif\u00edcil acesso travam combate \u00e0 escravid\u00e3o no corte de lenha"},"content":{"rendered":"<p><strong>ENTRE 2017 E 2025<\/strong>, 336 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo em atividades relacionadas ao cultivo de eucalipto e extra\u00e7\u00e3o de madeira, mostram dados do MTE (Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego) enviados a pedido da <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>. Parte desses casos envolve produtores que forneceram lenha para grandes empresas de gr\u00e3os, carnes e latic\u00ednios.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 o que revelam flagrantes de trabalho escravo dos \u00faltimos quatro anos. Como noticiou a <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, empregadores autuados por submeter seus empregados a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o comercializaram madeira para biomassa com gigantes do agroneg\u00f3cio como Aurora, Amaggi, grupo Durli e Bravalat.\u00a0<\/p>\n<p><strong>:: Leia tamb\u00e9m:\u00a0Documentos apontam que Amaggi e Durli compraram lenha de autuado por escravid\u00e3o<\/strong> <strong>::<\/strong><\/p>\n<p>Para especialistas ouvidos pela reportagem, a cadeia de produ\u00e7\u00e3o da lenha apresenta desafios como a dificuldade do Estado de realizar fiscaliza\u00e7\u00f5es no setor e, consequentemente,\u00a0 levar adiante a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos empregadores.<\/p>\n<p>\u201cExistem pouqu\u00edssimos dados e den\u00fancias sobre a cadeia da madeira e isso faz com que tenhamos pouca fiscaliza\u00e7\u00e3o. Das poucas que acontecem, \u00e9 muito dif\u00edcil achar a frente de trabalho, porque o fluxo precisa ser r\u00e1pido. Eles se movem muito rapidamente\u201d, analisa Camilla Holanda Mendes da Rocha, procuradora regional do Trabalho em Rond\u00f4nia e no Acre.\u00a0<\/p>\n<p>A lenha \u00e9 usada como biomassa em grande parte da ind\u00fastria agropecu\u00e1ria do Brasil. Publica\u00e7\u00f5es da Embrapa apontam, por exemplo, que o insumo \u00e9 o combust\u00edvel mais usado na secagem de gr\u00e3os \u2014 etapa central da p\u00f3s-colheita e grande demandante de energia t\u00e9rmica.\u00a0\u00a0<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>Para a procuradora, as grandes empresas consumidoras de lenha devem tomar medidas para que sua rede de fornecedores n\u00e3o esteja contaminada por viola\u00e7\u00f5es trabalhistas e de direitos humanos. \u201cSe h\u00e1 uma expans\u00e3o da cadeia produtiva dos gr\u00e3os, por exemplo, h\u00e1 uma grande demanda de lenha, o que impulsiona esse mercado e pressiona o territ\u00f3rio e as comunidades\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso que esses impulsionadores tenham mais responsabilidade nas suas articula\u00e7\u00f5es. Inclusive a responsabilidade de entender que a cria\u00e7\u00e3o da demanda, se n\u00e3o for acompanhada de a\u00e7\u00f5es de direitos humanos, pode ser muito degradante e devastadora, principalmente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica\u201d, complementa Rocha.<\/p>\n<h2>Resgates no corte de lenha<\/h2>\n<p>Entre as 336 v\u00edtimas de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no cultivo de eucalipto e na extra\u00e7\u00e3o de madeira entre 2017 e 2025, 42 foram resgatadas em munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia Legal. No recorte do bioma Amaz\u00f4nia, foram sete pessoas.\u00a0<\/p>\n<p>O n\u00famero de resgatados no setor representa 2,1% do total quando se considera todos os grupos de atividades fiscalizadas no mesmo per\u00edodo. Esses dados, no entanto, podem estar subnotificados. A <strong>Rep\u00f3rter Brasil <\/strong>identificou opera\u00e7\u00f5es madeireiras com resgates realizados no per\u00edodo, mas que n\u00e3o foram contabilizados nos dados enviados pelo MTE por quest\u00f5es t\u00e9cnicas ou registros em diferentes CNAEs (Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas), que definem a atividade exercida pelos empregadores fiscalizados.\u00a0<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"763\" height=\"1024\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira115x.png\" alt=\"Infogr\u00e1fico: Rodrigo Bento\/Rep\u00f3rter Brasil\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira1@1.5x-763x1024.png 763w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira1@1.5x-223x300.png 223w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira1@1.5x-768x1031.png 768w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira1@1.5x-1144x1536.png 1144w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira1@1.5x-1525x2048.png 1525w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira115x.png 1620w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\"><figcaption>Infogr\u00e1fico: Rodrigo Bento\/Rep\u00f3rter Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>Auditores-fiscais do Trabalho, procuradores do Trabalho e pesquisadores ouvidos pela reportagem avaliam que os resgates contabilizados s\u00e3o uma parcela m\u00ednima comparada \u00e0 realidade do campo. Parte dessa cadeia de produ\u00e7\u00e3o, afirmam, funciona \u00e0 margem do controle estatal.\u00a0<\/p>\n<h2>Biomassa sustent\u00e1vel?<\/h2>\n<p>Em 2024, a ind\u00fastria brasileira consumiu 26,6 milh\u00f5es de toneladas do insumo, segundo o Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional. O setor de alimentos e bebidas respondeu por quase 9 milh\u00f5es de toneladas \u2014 cerca de um ter\u00e7o do consumo industrial total do produto \u2014 o que representou 11% de seu consumo energ\u00e9tico, percentual semelhante ao da eletricidade.<\/p>\n<p>Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) apontam que 74% da lenha produzida no Brasil \u00a0em 2023 teve origem em \u00e1reas cultivadas com esp\u00e9cies como o eucalipto. Uma fatia relevante dessa produ\u00e7\u00e3o, no entanto, ainda vem de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, pr\u00e1tica criticada por ambientalistas.\u00a0<\/p>\n<p>Entre junho de 2021 e maio de 2023, o produtor Tomaz Edilson Filice Chayb, autuado por trabalho escravo em mar\u00e7o de 2023, emitiu, ao menos, 733 guias florestais para comercializar lenha retirada de mata nativa no Mato Grosso com grandes empresas do agroneg\u00f3cio.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cConscientizar as empresas de que elas precisam ter um olhar amplo sobre os seus insumos \u00e9 extremamente importante, ainda mais insumos que venham da natureza. Da mesma forma que o frigor\u00edfico precisa saber se o gado est\u00e1 vindo ou n\u00e3o de uma \u00e1rea de desmatamento, ele tamb\u00e9m precisa dar conta dos insumos secund\u00e1rios, que, de alguma forma, podem o expor a riscos\u201d, alerta Leonardo Martin Sobral, diretor de florestas e restaura\u00e7\u00e3o do Imaflora (Instituto de Manejo e Certifica\u00e7\u00e3o Florestal e Agr\u00edcola).\u00a0<\/p>\n<p>Para os especialistas ouvidos pela reportagem, al\u00e9m de origem comprovada, licenciamento ambiental e rastreabilidade, a sustentabilidade no uso da lenha depende de condi\u00e7\u00f5es adequadas de trabalho no corte e transporte da mat\u00e9ria-prima, algo que, alertam, n\u00e3o est\u00e1 ocorrendo.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAtra\u00eddos por uma perspectiva de remunera\u00e7\u00e3o mais alta, os trabalhadores [da extra\u00e7\u00e3o de lenha] realizam atividades informais e s\u00e3o expostos a acidentes graves ou at\u00e9 fatais, em lugares in\u00f3spitos E h\u00e1 certa invisibilidade sobre esses riscos\u201d, afirma o auditor-fiscal do Trabalho Magno Pimenta Riga.\u00a0<\/p>\n<h2>\u00c9 preciso mais do que monitorar a Lista Suja, dizem especialistas<\/h2>\n<p>Entre junho de 2021 e maio de 2023, Amaggi, Durli Agropecu\u00e1ria, Bravalat Latic\u00ednios e o produtor rural Rafael Bortolli, ligado ao Grupo Bom Futuro, compraram lenha de Chayb, autuado em mar\u00e7o de 2023 por manter trabalhadores que extra\u00edam madeira em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em Nova Xavantina (MT).\u00a0<\/p>\n<p>O caso traz um alerta. \u201cN\u00e3o h\u00e1 verifica\u00e7\u00e3o efetiva por parte das empresas. Elas barram o fornecedor a partir do monitoramento da Lista Suja do Trabalho Escravo, mas pode ser que aquele empregador n\u00e3o esteja na lista, que sua atividade seja desenvolvida de forma irregular\u201d, ressalta a procuradora Camilla Holanda Mendes da Rocha. O cadastro, mantido pelo governo federal, torna p\u00fablicos os nomes de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas responsabilizadas por trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA empresa que adquire a madeira como insumo tem responsabilidade por esse produto. \u00c9 poss\u00edvel fazer auditorias de fornecedores e cobrar todos os aspectos legais, como o registro de funcion\u00e1rios, por exemplo\u201d, explica Sobral, do Imaflora. \u201cSe uma grande empresa come\u00e7a a olhar para a sua cadeia de suprimentos, ela est\u00e1 estimulando outras a fazerem um movimento para a legalidade\u201d, complementa.\u00a0<\/p>\n<h2>Desafios das fiscaliza\u00e7\u00f5es da extra\u00e7\u00e3o de madeira\u00a0<\/h2>\n<p>Para realizar as fiscaliza\u00e7\u00f5es, os auditores do Trabalho encontram barreiras como a escassez de den\u00fancias, a rapidez com que as atividades ocorrem, o dif\u00edcil acesso aos locais das frentes de trabalho e o medo dos trabalhadores de serem presos por estarem desmatando. \u201cEm uma \u00e1rea de 10 hectares, que s\u00e3o 10 campos de futebol, uma equipe de extra\u00e7\u00e3o consegue fazer o trabalho em um dia, mesmo que de forma manual. \u00c9 muito r\u00e1pido porque \u00e9 uma atividade de alta produtividade\u201d, afirma Sobral.\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos atores envolvidos na cadeia de produ\u00e7\u00e3o da lenha: o dono da terra, o arrendat\u00e1rio, a equipe que faz o corte e a empresa que compra o produto, que, muitas vezes, ainda n\u00e3o \u00e9 a destina\u00e7\u00e3o final. \u201c\u00c9 de dif\u00edcil detec\u00e7\u00e3o [o trabalho escravo no setor] em raz\u00e3o do interesse econ\u00f4mico e do consenso de todos os elos da cadeia, exceto o do trabalhador, de que \u00e9 preciso buscar vantagens econ\u00f4micas\u201d, afirma o procurador do Trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes.\u00a0<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"742\" height=\"517\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/chayb-mte4.jpg\" alt=\"Escassez de den\u00fancias, rapidez com que as atividades ocorrem, o dif\u00edcil acesso aos locais das frentes de trabalho e o medo dos trabalhadores de serem presos por estarem desmatando s\u00e3o os principais desafios encontrados pela fiscaliza\u00e7\u00e3o trabalhista (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/AFT-MTE)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/chayb-mte4.jpg 742w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/chayb-mte4-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 742px) 100vw, 742px\"><figcaption>Escassez de den\u00fancias, rapidez com que as atividades ocorrem, o dif\u00edcil acesso aos locais das frentes de trabalho e o medo dos trabalhadores de serem presos por estarem desmatando s\u00e3o os principais desafios encontrados pela fiscaliza\u00e7\u00e3o trabalhista (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/AFT-MTE)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando a fiscaliza\u00e7\u00e3o consegue chegar \u00e0s frentes de trabalho de extra\u00e7\u00e3o de madeira, precisa ainda enfrentar o medo dos trabalhadores, que faz com que eles, muitas vezes, fujam. \u201cEles acham que ser\u00e3o presos, por estarem desmatando, cortando as \u00e1rvores. Mas o nosso objetivo ali \u00e9 salvar o trabalhador daquela condi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o. Eles est\u00e3o ali por necessidade\u201d, explica a auditora Edna L\u00facia Alves Ferreira da Rocha, representante do Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho).\u00a0<\/p>\n<p>Enquanto na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica os n\u00fameros de desmatamento seguem altos, as den\u00fancias sobre as condi\u00e7\u00f5es de quem faz a extra\u00e7\u00e3o da madeira quase n\u00e3o ocorrem. \u201cPor ser uma atividade que, muitas vezes, est\u00e1 ligada a um contexto de ilegalidade, seja porque \u00e9 um desmatamento ilegal ou uma terra com a origem em grilagem, n\u00e3o h\u00e1 den\u00fancias\u201d, diz a procuradora Camilla Holanda Mendes da Rocha.\u00a0<\/p>\n<h2>Mais a\u00e7\u00f5es em conjunto poderiam otimizar trabalho<\/h2>\n<p>Enquanto a Auditoria-Fiscal do Trabalho, do MTE, realiza as a\u00e7\u00f5es de combate ao trabalho escravo, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis) \u00e9 respons\u00e1vel por fiscalizar o desmatamento, juntamente com \u00f3rg\u00e3os ambientais estaduais. Entre 2017 e 2025, o Ibama realizou 1.590 opera\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 flora na Amaz\u00f4nia, conforme dados enviados \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de mais atua\u00e7\u00f5es em conjunto, hoje feitas em n\u00famero muito pequeno, poderia otimizar o trabalho e facilitar o acesso dos auditores aos trabalhadores explorados, afirmam os entrevistados. \u201cO Plano Nacional de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo j\u00e1 institucionaliza essa atua\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, mas isso precisa virar uma pr\u00e1tica consolidada nos territ\u00f3rios\u201d, enfatiza a procuradora Rocha.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante tamb\u00e9m a capacita\u00e7\u00e3o dos agentes e dos servidores para que, caso ele se depare com uma situa\u00e7\u00e3o de trabalho escravo, consiga identific\u00e1-lo para registrar e encaminhar ao local correto de recebimento de den\u00fancia\u201d, complementa.\u00a0<\/p>\n<p>Auditores-fiscais do Trabalho ouvidos pela reportagem, que preferiram n\u00e3o se identificar, explicaram que o fato de n\u00e3o contarem com equipamentos como aeronaves dificulta o acesso a \u00e1reas remotas, principalmente em locais como a Amaz\u00f4nia. A\u00e7\u00f5es em conjunto poderiam facilitar esse acesso, j\u00e1 que o Ibama conta com essa estrutura.\u00a0<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, Jair Schmitt, presidente do Ibama, afirmou que o \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 aberto para essa possibilidade. Segundo ele, quando os agentes constatam situa\u00e7\u00f5es irregulares de trabalho, encaminham den\u00fancias aos \u00f3rg\u00e3os competentes. \u201cPrincipalmente em \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o ilegal, os ind\u00edcios de irregularidade s\u00e3o frequentes. Os trabalhadores, geralmente, n\u00e3o est\u00e3o registrados, n\u00e3o t\u00eam equipamentos de prote\u00e7\u00e3o, dormem em barracas no meio da mata\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo ele, um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre os \u00f3rg\u00e3os est\u00e1 em planejamento, mas que a\u00e7\u00f5es em conjunto podem ser feitas independentemente disso.\u00a0<\/p>\n<p>A <strong>Rep\u00f3rter Brasil <\/strong>questionou o MTE sobre o tema, mas n\u00e3o recebeu respostas at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.\u00a0<\/p>\n<h2>Mais de mil campos de futebol de floresta transformados em lenha<\/h2>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o de madeira de mata nativa pelo produtor Tomaz Edilson Filice Chayb era autorizada pela Sema-MT (Secretaria do Meio Ambiente do Mato Grosso).\u00a0<\/p>\n<p>No \u00faltimo 9 de junho, no entanto, o governo de Mato Grosso assinou um TCA (Termo de Compromisso Ambiental) com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do estado, por meio do qual se compromete a zerar, a partir de 2034, o uso de lenha oriunda de matas nativas em caldeiras de gera\u00e7\u00e3o de energia. O acordo foi o resultado de investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo \u00f3rg\u00e3o para apurar poss\u00edveis irregularidades na aprova\u00e7\u00e3o de PSS (Planos de Suprimento Sustent\u00e1vel) pela Sema-MT.\u00a0<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico argumenta que, no caso de grandes consumidores industriais de lenha e carv\u00e3o, o C\u00f3digo Florestal Brasileiro restringe a fonte da mat\u00e9ria-prima a florestas plantadas ou a Plano de Manejo Florestal.<\/p>\n<p>As \u00e1reas autorizadas para desmatamento por Chayb somaram 1,1 mil hectares. Foram 883,9 hectares na fazenda V\u00f4 Afife, \u2014 unidade que comercializou com as empresas Amaggi, Durli Agropecu\u00e1ria, Bravalat e com o pecuarista Rafael Bortoli \u2014 e 295,2 hectares na propriedade Maca\u00faba do Xing\u00fa, unidade que comercializou com a Bravalat.\u00a0<\/p>\n<p>Os pareceres t\u00e9cnicos de aprova\u00e7\u00e3o do Plano de Explora\u00e7\u00e3o Florestal dessas propriedades, acessados pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, afirmam que nas \u00e1reas do bioma Cerrado foram encontradas esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>O documento cita ainda que as \u00e1reas autorizadas para desmatamento est\u00e3o parcialmente inseridas na zona de amortecimento da TI (Terra Ind\u00edgena) Capoto\/Jarina, que enfrenta amea\u00e7as recorrentes, principalmente de inc\u00eandios florestais. Lideran\u00e7as da comunidade, como o ind\u00edgena Raoni, manifestam tamb\u00e9m preocupa\u00e7\u00e3o sobre as invas\u00f5es de garimpeiros e madeireiros ilegais na \u00e1rea.\u00a0<\/p>\n<p>Na fazenda V\u00f4 Afife, a \u00e1rea autorizada para desmatamento e queima foi considerada livre de embargos pela Sema-MT. Por\u00e9m, h\u00e1 um embargo ambiental de 8,5 hectares determinado pela secretaria na propriedade, em raz\u00e3o do corte raso na \u00c1rea de Reserva Legal em 2020.\u00a0<\/p>\n<p>Nas documenta\u00e7\u00f5es de autoriza\u00e7\u00e3o da fazenda Maca\u00faba, consta, ainda, que em 2022 a Sema-MT identificou 7,8 hectares de desmatamento fora da \u00e1rea autorizada. H\u00e1 tamb\u00e9m men\u00e7\u00e3o a auto de infra\u00e7\u00e3o e embargo incidindo sobre a \u00e1rea do licenciamento, com notifica\u00e7\u00e3o para manifesta\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"898\" height=\"599\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/queimada-br319-1.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea de desmatamento com fogo na rodovia BR-319, no Amazonas, em 2021 (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/queimada-br319-1.jpg 898w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/queimada-br319-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/queimada-br319-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 898px) 100vw, 898px\"><figcaption>Vista a\u00e9rea de desmatamento com fogo na rodovia BR-319, no Amazonas, em 2021 (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Questionada pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, a Sema-MT afirmou que \u201cas autoriza\u00e7\u00f5es para explora\u00e7\u00e3o florestal foram emitidas seguindo os crit\u00e9rios legais e t\u00e9cnicos e o rito normal do processo de licenciamento ambiental\u201d, com a exig\u00eancia de medidas compensat\u00f3rias e protocolo de solicita\u00e7\u00e3o de Atestado Administrativo da Funai (Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas).\u00a0<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s men\u00e7\u00f5es de infra\u00e7\u00e3o ambiental feitas por t\u00e9cnicos da pr\u00f3pria Sema-MT nas documenta\u00e7\u00f5es da fazenda Maca\u00faba, a secretaria respondeu somente que \u201ca \u00e1rea recebeu autoriza\u00e7\u00e3o para supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o\u201d e que, apesar da informa\u00e7\u00e3o que consta no parecer t\u00e9cnico, \u201cn\u00e3o existem nas bases da Sema registros de embargo ou auto de infra\u00e7\u00e3o sobre a \u00e1rea da Autoriza\u00e7\u00e3o de Desmate citada\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Sobre o embargo na fazenda V\u00f4 Afife, a Sema afirmou que \u201co registro passou a constar na base p\u00fablica em data posterior \u00e0 emiss\u00e3o dos pareceres t\u00e9cnicos, por isso n\u00e3o foi mencionado na referida an\u00e1lise\u201d (leia aqui o posicionamento na \u00edntegra).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem da lenha adquirida do produtor, a Amaggi disse \u00e0 reportagem que \u201creafirma a sua criteriosidade na aquisi\u00e7\u00e3o de biomassa, ressaltando que, no momento da aquisi\u00e7\u00e3o, as autoriza\u00e7\u00f5es concedidas pela Sema-MT estavam regularmente vigentes, inclusive com a manuten\u00e7\u00e3o do volume disponibilizado pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental no sistema Sisflora, para a devida comercializa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Afirmou ainda que compete ao \u00f3rg\u00e3o ambiental a avalia\u00e7\u00e3o de todos os aspectos t\u00e9cnicos e legais previamente \u00e0 emiss\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o. A Amaggi tamb\u00e9m diz ter realizado uma visita no local, quando, segundo a empresa, \u201cfoi poss\u00edvel visualizar que a \u00e1rea embargada se encontrava devidamente isolada e em processo de regenera\u00e7\u00e3o, conforme j\u00e1 havia sido apurado por imagens e declarado pelo propriet\u00e1rio da fazenda, garantindo, assim, que n\u00e3o h\u00e1 qualquer tipo de comercializa\u00e7\u00e3o de biomassa oriunda de \u00e1reas irregulares\u201d (leia aqui o posicionamento na \u00edntegra).\u00a0<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m procurada pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, a Neolat afirmou que a autoriza\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o florestal, o licenciamento das propriedades de origem e a emiss\u00e3o das guias florestais \u201cs\u00e3o atos das autoridades ambientais competentes e que as compras foram regulares e devidamente documentadas no \u00e2mbito deste sistema\u201d (leia aqui o posicionamento na \u00edntegra).\u00a0<\/p>\n<p>O produtor Rafael Bortoli e o grupo Durli n\u00e3o responderam aos questionamentos relacionados \u00e0s quest\u00f5es ambientais.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"275\" height=\"1024\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira215x-scaled.png\" alt=\"Infogr\u00e1fico: Rodrigo Bento\/ Rep\u00f3rter Brasil\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira2@1.5x-275x1024.png 275w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira2@1.5x-413x1536.png 413w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INFOGRAFICOS-2-Trabalho-escravo-na-madeira215x-scaled.png 688w\" sizes=\"auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px\"><figcaption>Infogr\u00e1fico: Rodrigo Bento\/ Rep\u00f3rter Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"129686\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div>\n<div data-id=\"e5e1762\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"300\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/apoie-1-5.webp\" alt=\"Apoie a Rep\u00f3rter Brasil\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/apoie-1-5.webp 360w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apoie-1-300x250.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\">\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><strong>25 anos investigando para mudar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Rep\u00f3rter Brasil j\u00e1 ajudou a impulsionar leis, fortalecer direitos e combater o trabalho escravo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 2026, fazemos 25 anos \u2014 e vem muito mais por a\u00ed!<\/strong><\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>The post Poucas den\u00fancias e dif\u00edcil acesso travam combate \u00e0 escravid\u00e3o no corte de lenha appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" 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Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":94610,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[34487,73635,5879,73636,73637,73638,24812,5799,974],"tags":[],"class_list":["post-94609","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amaggi","category-bravalat","category-conteudo-original-em-portugues","category-correcta","category-durli","category-lenha","category-madeira","category-reportagens","category-trabalho-escravo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94609"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94609\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94610"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}