{"id":96304,"date":"2026-07-20T18:40:33","date_gmt":"2026-07-20T21:40:33","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/frantz-fanon-a-voz-da-luta-anticolonial\/"},"modified":"2026-07-20T18:40:33","modified_gmt":"2026-07-20T21:40:33","slug":"frantz-fanon-a-voz-da-luta-anticolonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/frantz-fanon-a-voz-da-luta-anticolonial\/","title":{"rendered":"Frantz Fanon, a voz da luta anticolonial"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 101 anos, em 20 de julho de 1925, nascia o psiquiatra, intelectual marxista e revolucion\u00e1rio martinicano Frantz Fanon, um dos maiores expoentes da luta anticolonial do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p>Nascido em um territ\u00f3rio sob dom\u00ednio colonial franc\u00eas, Fanon se voluntariou a combater as for\u00e7as nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, integrando as tropas da Fran\u00e7a Livre. Posteriormente, ele atuou na luta travada pela Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional da Arg\u00e9lia contra o dom\u00ednio colonial franc\u00eas.<\/p>\n<p>A obra intelectual de Fanon \u00e9 centrada na an\u00e1lise do fen\u00f4meno do racismo e da psicologia da coloniza\u00e7\u00e3o, abordando seus aspectos sociol\u00f3gicos, filos\u00f3ficos e psiqui\u00e1tricos. O autor se consagraria como uma das maiores refer\u00eancias do pensamento anticolonial e anti-imperialista, influenciando movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional e as ideias do pan-africanismo e do nacionalismo africano.<\/p>\n<h3>A juventude de Fanon<\/h3>\n<p>Frantz Omar Fanon nasceu em Forte da Fran\u00e7a, capital da col\u00f4nia francesa de Martinica, uma das Pequenas Antilhas do Mar do Caribe. Ele era o terceiro dos oito filhos de Casimir Fanon e El\u00e9anore M\u00e9d\u00e9lice. Seu pai trabalhava como despachante aduaneiro, ao passo que a m\u00e3e era propriet\u00e1ria de uma loja de ferragens.<\/p>\n<p>Como era comum entre as fam\u00edlias de classe m\u00e9dia, os pais de Fanon incentivavam os filhos a assimilarem a cultura francesa, buscando emular os padr\u00f5es de comportamento metropolitanos e ignorando as heran\u00e7as culturais africanas. Ainda na juventude, Fanon percebeu as contradi\u00e7\u00f5es desse modelo e observou que a sociedade martinicana permanecia profundamente hierarquizada por crit\u00e9rios raciais.<\/p>\n<p>Um dos principais respons\u00e1veis pela politiza\u00e7\u00e3o de Fanon foi o poeta e escritor martinicano Aim\u00e9 C\u00e9saire, um dos formuladores e ide\u00f3logos do movimento cultural da \u201cNegritude\u201d. Professor de Fanon no Lyc\u00e9e Schoelcher, C\u00e9saire se dedicou a incentivar a valoriza\u00e7\u00e3o da identidade negra e buscou denunciar a viol\u00eancia cultural do colonialismo e do eurocentrismo \u2014 temas que se tornariam centrais na obra de Fanon.<\/p>\n<h3>A Segunda Guerra Mundial<\/h3>\n<p>Ap\u00f3s a eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial e a queda da Fran\u00e7a diante das for\u00e7as nazistas, Martinica foi ocupada pelas tropas navais do regime colaboracionista de Vichy, comandadas pelo almirante Georges Robert. A experi\u00eancia deixou marcas profundas em Fanon, que testemunhou o ass\u00e9dio violento e o tratamento abusivo e racista direcionado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra da ilha.<\/p>\n<p>Aos 17 anos, indignado com os abusos dos colaboracionistas em Martinica, Fanon fugiu da ilha rumo a Dominica, onde pretendia se juntar \u00e0s tropas da Fran\u00e7a Livre \u2014 o governo comandado por Charles de Gaulle no ex\u00edlio. Fanon somente conseguiu chegar ao destino quando o governo pr\u00f3-Vichy de Martinica j\u00e1 havia sido derrubado por um levante popular. Ele decidiu ent\u00e3o retornar para Forte da Fran\u00e7a, onde se alistou no 5\u00ba Batalh\u00e3o de Infantaria das Antilhas.<\/p>\n<p>Fanon partiu com o Ex\u00e9rcito franc\u00eas para o norte da \u00c1frica, servindo em bases do Marrocos e da Arg\u00e9lia. Em seguida, foi transferido para a Fran\u00e7a, onde enfrentou as tropas nazistas nas batalhas da Als\u00e1cia. Ferido em combate em Colmar, foi condecorado com a \u201cCroix de Guerre\u201d pelos feitos no campo de batalha.<\/p>\n<p>O hero\u00edsmo de Fanon e suas contribui\u00e7\u00f5es para a liberta\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a, entretanto, n\u00e3o o mantiveram imune \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es de racismo oriundas do comando dos Aliados. Ap\u00f3s a derrota dos nazistas, Fanon e os demais soldados negros foram todos dispensados do regimento onde serviam e realocados em Toulon para serem repatriados.<\/p>\n<h3>\u201cPele Negra, M\u00e1scaras Brancas\u201d<\/h3>\n<p>De volta \u00e0 Martinica, Fanon auxiliou na campanha eleitoral de Aim\u00e9 C\u00e9saire, candidato do Partido Comunista Franc\u00eas \u00e0 representa\u00e7\u00e3o parlamentar de Martinica na Assembleia Nacional. Posteriormente, ele se mudou para a Fran\u00e7a, onde estudou medicina e psiquiatria na Universidade de Lyon.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 gradua\u00e7\u00e3o, Fanon se dedicou a estudar literatura, teatro e filosofia. Interessou-se pelos textos de Jean-Paul Sartre, Jacques Lacan, autores da corrente \u201cNegritude\u201d e te\u00f3ricos marxistas. Habilitado como psiquiatra em 1951, fez resid\u00eancia em um hospital de Saint-Alban-sur-Limagnole, onde trabalhou com Fran\u00e7ois Tosquelles, veterano da Guerra Civil Espanhola e pioneiro da psicoterapia institucional.<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-260813\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photograph_of_frantz_fanon_from_black_skin_white_masks_1967_dust_jacketwebp.png\" alt=\"Franz Fanon\" width=\"737\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photograph_of_frantz_fanon_from_black_skin_white_masks_1967_dust_jacket.webp-737x1024.png 737w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photograph_of_frantz_fanon_from_black_skin_white_masks_1967_dust_jacket.webp-216x300.png 216w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photograph_of_frantz_fanon_from_black_skin_white_masks_1967_dust_jacket.webp-768x1067.png 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photograph_of_frantz_fanon_from_black_skin_white_masks_1967_dust_jacket.webp-150x208.png 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photograph_of_frantz_fanon_from_black_skin_white_masks_1967_dust_jacket.webp-750x1042.png 750w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/photograph_of_frantz_fanon_from_black_skin_white_masks_1967_dust_jacketwebp.png 960w\" sizes=\"(max-width: 737px) 100vw, 737px\"><figcaption>Obra de Frantz Fanon exerceu influ\u00eancia sobre te\u00f3ricos, intelectuais, revolucion\u00e1rios e movimentos anticoloniais <br \/>Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao lado de Tosquelles, Fanon ajudou a estabelecer abordagens terap\u00eauticas mais humanizadas, com base na psicologia comunit\u00e1ria, visando estimular a integra\u00e7\u00e3o dos pacientes \u00e0 vida em sociedade. Em sua pr\u00e1tica cl\u00ednica, ele percebeu que muitos sofrimentos ps\u00edquicos tratados como puramente individuais tinham origem em estruturas sociais de opress\u00e3o. Dedicou-se ent\u00e3o a compreender como o racismo e o colonialismo afetavam a estrutura psicol\u00f3gica dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Em 1952, Fanon publicou seu primeiro livro, <em>Pele Negra, M\u00e1scaras Brancas<\/em>. A obra apresenta sua interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica da quest\u00e3o negra, abordando os efeitos do racismo, da desumaniza\u00e7\u00e3o e da internaliza\u00e7\u00e3o do sentimento de inferioridade, associando-os \u00e0s experi\u00eancias pessoais do autor e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de subjuga\u00e7\u00e3o colonial.<\/p>\n<p>No livro, Fanon argumenta que o racismo produz uma profunda aliena\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e social, levando os indiv\u00edduos negros a buscarem reconhecimento por meio da assimila\u00e7\u00e3o dos valores, da cultura e dos padr\u00f5es impostos pelos colonizadores brancos. \u00c9 essa tentativa de adapta\u00e7\u00e3o que Fanon simboliza atrav\u00e9s da express\u00e3o \u201cm\u00e1scaras bancas\u201d, que as pessoas negras s\u00e3o levadas a \u201cvestir\u201d, em detrimento de sua pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n<p><em>Pele Negra, M\u00e1scaras Brancas<\/em> foi originalmente concebido como uma disserta\u00e7\u00e3o de doutorado, mas foi publicado como livro ap\u00f3s ser rejeitado pela academia. A obra se tornaria um dos textos mais influentes dos movimentos antirracistas desde sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>A luta anticolonial na Arg\u00e9lia<\/h3>\n<p>Em 1953, Fanon se mudou para Arg\u00e9lia, ent\u00e3o col\u00f4nia francesa, onde assumiu o posto de chefe de servi\u00e7os m\u00e9dicos no Hospital Psiqui\u00e1trico Blida-Joinville. Em sua gest\u00e3o, Fanon buscou implementar abordagens baseadas na socioterapia, visando a reintegra\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos em suas comunidades.<\/p>\n<p>A eclos\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Argelina em 1954 tornou sua fun\u00e7\u00e3o inconcili\u00e1vel com seus valores. Em seu trabalho, Fanon se deparava com muitos militares franceses que buscavam tratamento psiqui\u00e1trico em fun\u00e7\u00e3o das torturas e massacres perpetrados contra os insurgentes argelinos. Ao mesmo tempo, o psiquiatra tamb\u00e9m observava os traumas derivados da viol\u00eancia colonial imposta ao povo argelino.<\/p>\n<p>Reconhecendo que n\u00e3o poderia mais seguir colaborando com as institui\u00e7\u00f5es coloniais francesas, Fanon pediu demiss\u00e3o. O forte respaldo do psiquiatra \u00e0 luta anticolonial resultaria em sua expuls\u00e3o da Arg\u00e9lia. Fanon se exilou ent\u00e3o na vizinha Tun\u00edsia, onde ingressou na Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional da Arg\u00e9lia (FLN), a organiza\u00e7\u00e3o que liderava a luta armada contra a coloniza\u00e7\u00e3o francesa.<\/p>\n<p>Na FLN, Fanon produziu textos para o jornal <em>El Moudjahid<\/em>. Ele atuou como embaixador do Governo Provis\u00f3rio da Rep\u00fablica Argelina em Gana e buscou apoio para o movimento independentista em uma s\u00e9rie de confer\u00eancias sediadas no continente africano. Tamb\u00e9m ajudou a elaborar estrat\u00e9gias de guerra e administrar as necessidades log\u00edsticas da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os textos de Fanon produzidos durante esse per\u00edodo seriam postumamente compilados e publicados no livro <em>Em Defesa da Revolu\u00e7\u00e3o Africana<\/em>, abordando temas como racismo, descoloniza\u00e7\u00e3o, pan-africanismo e a Revolu\u00e7\u00e3o Argelina.<\/p>\n<p>Em 1959, Fanon publicou <em>Um Colonialismo Moribundo<\/em>, uma an\u00e1lise pol\u00edtica e social sobre a luta anticolonial em curso na Arg\u00e9lia. Na obra, o autor aborda a mudan\u00e7a de padr\u00f5es culturais do povo argelino durante a luta contra a opress\u00e3o colonial.<\/p>\n<p>No ano seguinte, Fanon iniciou um p\u00e9riplo pelas comunidades do Deserto do Saara, buscando apoio para a abertura de uma nova frente de combate. N\u00e3o conseguiria, entretanto, concluir a miss\u00e3o. Ao retornar para a Tun\u00edsia, o martinicano recebeu o diagn\u00f3stico de leucemia em est\u00e1gio avan\u00e7ado.<\/p>\n<h3>\u201cOs Condenados da Terra\u201d<\/h3>\n<p>Fanon passou por tratamento na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o que lhe permitiu uma breve remiss\u00e3o da doen\u00e7a. Passou ent\u00e3o a escrever uma das obras basilares do terceiro-mundismo e do anticolonialismo: <em>Os Condenados da Terra<\/em>, em que defende a legitimidade do uso da viol\u00eancia pelos povos colonizados e oprimidos na luta para obter sua independ\u00eancia.<\/p>\n<p>O livro identifica o colonialismo como um sistema essencialmente baseado na viol\u00eancia, explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e desumaniza\u00e7\u00e3o dos povos colonizados. A coloniza\u00e7\u00e3o \u00e9, acima de tudo, um sistema que destr\u00f3i a identidade, a cultura e a autonomia pol\u00edtica das sociedades subjugadas. Assim, a rea\u00e7\u00e3o dos povos submetidos ao dom\u00ednio colonial n\u00e3o deve ser refreada pelo discurso de obedi\u00eancia aos princ\u00edpios \u201chumanizados\u201d. Se o colonialismo se imp\u00f5e pela viol\u00eancia, \u00e9 leg\u00edtimo que que os colonizados recorram \u00e0 viol\u00eancia para se libertar do jugo estrangeiro.<\/p>\n<p>Na obra, Fanon argumenta que a resist\u00eancia armada dos oprimidos contra a ordem colonial d\u00e1 aos colonizados a chance superar a aliena\u00e7\u00e3o inerente ao racismo, rompendo com o sentimento de inferioridade produzido pelo sistema colonial e recuperando a condi\u00e7\u00e3o de sujeitos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Fanon tamb\u00e9m faz uma cr\u00edtica contundente \u00e0s elites nacionais que assumem o poder ap\u00f3s a independ\u00eancia sem transformar as estruturas herdadas do colonialismo. Segundo ele, uma burguesia preocupada apenas em ocupar o lugar dos antigos colonizadores tende a manter a depend\u00eancia econ\u00f4mica e as desigualdades sociais, frustrando as expectativas de emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os efeitos da coloniza\u00e7\u00e3o sobre a cultura nacional \u00e9 outro tema abordado em <em>Os Condenados da Terra<\/em>. Fanon explica que a cultura nacional n\u00e3o \u00e9 um conjunto fixo de tradi\u00e7\u00f5es, mas algo que se transforma durante a pr\u00f3pria luta pela liberta\u00e7\u00e3o. Ele critica tanto a imita\u00e7\u00e3o da cultura dos colonizadores quanto as armadilhas da folcloriza\u00e7\u00e3o e da romantiza\u00e7\u00e3o do passado pr\u00e9-colonial. Segundo Fanon, \u00e9 no processo de resist\u00eancia coletiva que o povo ir\u00e1 redescobrir sua capacidade de criar suas institui\u00e7\u00f5es, valores e formas de express\u00e3o pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>O livro foi censurado pelo governo franc\u00eas e seus editores sofreram forte persegui\u00e7\u00e3o. Escrito por Jean-Paul Sartre, o pref\u00e1cio original de <em>Os Condenados da Terra<\/em>\u00a0foi removido de algumas edi\u00e7\u00f5es posteriores a pedido da vi\u00fava de Fanon, Josie, incomodada com o apoio do fil\u00f3sofo franc\u00eas ao governo de Israel durante a Guerra dos Seis Dias.<\/p>\n<p>Em outubro de 1961, Fanon viajou para os Estados Unidos a fim de realizar seu tratamento oncol\u00f3gico nos Institutos Nacionais de Sa\u00fade. A viagem foi viabilizada por um agente da CIA. O intelectual martinicano faleceu dois meses depois, em 6 de dezembro de 1961, aos 36 anos de idade.<\/p>\n<p>A obra de Frantz Fanon exerceu enorme influ\u00eancia sobre te\u00f3ricos, intelectuais, revolucion\u00e1rios e movimentos autonomistas e anticoloniais ativos ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial \u2014 de Steve Biko na \u00c1frica do Sul aos Panteras Negras nos Estados Unidos, passando por Che Guevara em Cuba e Paulo Freire no Brasil. Seus livros tornaram-se refer\u00eancias incontorn\u00e1veis para os estudos sobre identidade, subjetividade, colonialidade, descoloniza\u00e7\u00e3o e racismo estrutural.<\/p>\n<p>O post Frantz Fanon, a voz da luta anticolonial apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/fronteira-agricola-do-matopiba-concentra-82-do-desmatamento-do-cerrado-em-2024\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Fronteira agr\u00edcola do Matopiba concentra 82% do de...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/apos-condenacoes-luta-por-legado-de-marielle-franco-mira-memoria-e-futuro-politico-do-brasil-justica-passa-pela-nao-repeticao-diz-filha\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ap\u00f3s condena\u00e7\u00f5es, luta por legado de Marielle Fran...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/dino-autoriza-operacao-que-apura-desvio-de-emenda-parlamentar\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Dino autoriza opera\u00e7\u00e3o que apura desvio de emenda ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/politica\/2025\/11\/verbas-doadas-ao-rs-na-enchente-podem-ir-para-os-cofres-do-ministerio-publico\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Verbas doadas ao RS na enchente podem ir para os c...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 101 anos, em 20 de julho de 1925, nascia o psiquiatra, intelectual marxista e revolucion\u00e1rio martinicano Frantz Fanon, um dos maiores expoentes da luta anticolonial do s\u00e9culo 20. Nascido em um territ\u00f3rio sob dom\u00ednio colonial franc\u00eas, Fanon se voluntariou a combater as for\u00e7as nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, integrando as tropas da Fran\u00e7a [\u2026]<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/pensar-a-historia\/frantz-fanon-a-voz-da-luta-anticolonial\/\">Frantz Fanon, a voz da luta anticolonial<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/\">Opera Mundi<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96305,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[5622],"tags":[],"class_list":["post-96304","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pensar-a-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96304\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}