{"id":99477,"date":"2026-08-10T15:35:06","date_gmt":"2026-08-10T18:35:06","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/violencia-no-campo-retrato-e-resistencias\/"},"modified":"2026-08-10T15:35:06","modified_gmt":"2026-08-10T18:35:06","slug":"violencia-no-campo-retrato-e-resistencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/violencia-no-campo-retrato-e-resistencias\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia no campo: Retrato e resist\u00eancias"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo_5175034553863704118_y-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo_5175034553863704118_y-1.jpg 1200w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/08\/photo_5175034553863704118_y-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/08\/photo_5175034553863704118_y-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/08\/photo_5175034553863704118_y-1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\"><figcaption>Foto: Ana Mendes\/Cimi<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>De 10 a 14 de agosto de 2026, movimentos populares, sindicatos, pastorais sociais e organiza\u00e7\u00f5es de todo o Brasil realizam a Semana Nacional de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia no Campo. A mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma iniciativa da Campanha Contra a Viol\u00eancia no Campo, coaliz\u00e3o formada h\u00e1 quatro anos por mais de 70 entidades comprometidas com a defesa da vida, dos territ\u00f3rios e dos direitos dos povos do campo, das florestas e das \u00e1guas.<\/p>\n<p>A semana tem como marco o dia 12 de agosto, Dia de Luta Contra a Viol\u00eancia no Campo, institu\u00eddo em mem\u00f3ria de Margarida Maria Alves, sindicalista rural assassinada em 1983, em Alagoa Grande (PB), depois de anos denunciando a explora\u00e7\u00e3o de trabalhadoras e trabalhadores da cana-de-a\u00e7\u00facar na Para\u00edba. Mais de quatro d\u00e9cadas depois, seu nome segue como s\u00edmbolo da resist\u00eancia dos povos do campo.<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio de agosto carrega ainda outra data de luto e resist\u00eancia. No dia 17, a Semana coincide com os tr\u00eas anos do assassinato de M\u00e3e Bernadete Pac\u00edfico, ialorix\u00e1 e coordenadora nacional da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Articula\u00e7\u00e3o das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), morta dentro de casa em 2023, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Sim\u00f5es Filho (BA) \u2014 crime diretamente relacionado a conflitos fundi\u00e1rios e \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria sobre o territ\u00f3rio quilombola. M\u00e3e Bernadete j\u00e1 denunciava amea\u00e7as h\u00e1 anos e integrava o Programa de Prote\u00e7\u00e3o aos Defensores de Direitos Humanos; seu filho, Fl\u00e1vio Pac\u00edfico dos Santos, havia sido assassinado em 2017 pelas mesmas raz\u00f5es.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Prancheta-4-5.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Prancheta-4-5.png 680w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2022\/12\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Separadas por mais de quatro d\u00e9cadas, as mortes de Margarida Alves e de M\u00e3e Bernadete sintetizam a perman\u00eancia da viol\u00eancia pela for\u00e7a e pelo silenciamento.<\/p>\n<h3><strong>Um padr\u00e3o que atravessa s\u00e9culos<\/strong><\/h3>\n<p>Essa viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno recente. Como observa a soci\u00f3loga Leonilde Servolo de Medeiros, no pr\u00f3prio Caderno da CPT, a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro foi marcada, desde a coloniza\u00e7\u00e3o, por processos simult\u00e2neos de desterritorializa\u00e7\u00e3o e exterm\u00ednio de povos origin\u00e1rios, tr\u00e1fico e escraviza\u00e7\u00e3o de povos africanos, e avan\u00e7o da propriedade privada sobre usos tradicionais da terra \u2014 um processo, em suas palavras, \u201cessencialmente conflitivo e violento\u201d.<\/p>\n<p>A partir da ditadura civil-militar de 1964, esse padr\u00e3o ganhou um verniz t\u00e9cnico e institucional: o Estatuto da Terra, aprovado poucos meses ap\u00f3s o golpe, consolidou um projeto de moderniza\u00e7\u00e3o conservadora do campo que associava concess\u00e3o de grandes extens\u00f5es de terra a grupos empresariais \u00e0 repress\u00e3o sistem\u00e1tica das lutas camponesas \u2014 lideran\u00e7as mortas, presas ou desaparecidas. \u00c9 esse projeto, com varia\u00e7\u00f5es, que segue orientando a expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas brasileiras at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Nos anos recentes, esse padr\u00e3o hist\u00f3rico ganhou uma roupagem pol\u00edtica expl\u00edcita. O per\u00edodo p\u00f3s-impeachment de Dilma Rousseff e, sobretudo, o governo Bolsonaro, foram marcados pela emerg\u00eancia de uma corrente pol\u00edtica que criminaliza os movimentos sociais, relativiza a viol\u00eancia \u2014 estatal e privada \u2014 contra eles, e defende o agroneg\u00f3cio como \u00fanica forma leg\u00edtima de agricultura. Dessa ofensiva nasceram articula\u00e7\u00f5es patronais como o chamado \u201cmovimento Invas\u00e3o Zero\u201d e o \u201cmovimento dos com terra\u201d, que produzem ainda hoje riscos concretos para trabalhadoras e trabalhadores em busca de terra.<\/p>\n<p>Essa ofensiva pol\u00edtica tem correspond\u00eancia direta na produ\u00e7\u00e3o legislativa dos \u00faltimos anos. Ainda em 2025, o Senado aprovou o Projeto de Lei 2.159\/2021, conhecido como PL da Devasta\u00e7\u00e3o, que flexibiliza o licenciamento ambiental e passa a permitir que empreendimentos obtenham autoriza\u00e7\u00f5es por autodeclara\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias empresas. No mesmo ano, o Senado aprovou tamb\u00e9m, em dois turnos, a PEC do Marco Temporal, que tenta transformar em regra constitucional a exig\u00eancia de que povos ind\u00edgenas comprovem ocupa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de suas terras em 1988 \u2014 tese j\u00e1 considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Esses dois casos \u2014 um j\u00e1 aprovado, outro em tramita\u00e7\u00e3o \u2014 ilustram como o mesmo bloco pol\u00edtico que sustenta movimentos patronais como o \u201cinvas\u00e3o zero\u201d avan\u00e7a, com sucesso crescente, tamb\u00e9m dentro do Congresso Nacional.<\/p>\n<h3><strong>Anatomia da viol\u00eancia em 2025<\/strong><\/h3>\n<p>Os dados de 2025 permitem uma leitura mais fina de quem \u00e9 atingido e onde. Um dado chama aten\u00e7\u00e3o por romper com uma tend\u00eancia de v\u00e1rios anos: em 2025, o n\u00famero de trabalhadores sem-terra assassinados (10) superou o de ind\u00edgenas mortos (7) \u2014 situa\u00e7\u00e3o rara desde 2019, quando as mortes de povos ind\u00edgenas passaram a superar sistematicamente as de sem-terra. Todos os ind\u00edgenas assassinados em 2025 estavam concentrados em tr\u00eas estados \u2014 Bahia, Mato Grosso do Sul e Paran\u00e1 \u2014, enquanto as mortes de sem-terra ocorreram no Par\u00e1, em Rond\u00f4nia e em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Importante destacar que, na s\u00e9rie hist\u00f3rica, o Maranh\u00e3o segue como o estado mais letal para povos ind\u00edgenas, respondendo por quase um quarto dos assassinatos dessa popula\u00e7\u00e3o \u2014 um \u00edndice ainda mais alarmante quando confrontado com o fato de que o estado nem sequer figura entre os de maior popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do pa\u00eds, aparecendo apenas na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o segundo o Censo do IBGE de 2022.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>Para o pesquisador Cl\u00e1udio Lopes Maia, autor do cap\u00edtulo sobre assassinatos e massacres do Caderno da CPT, a persist\u00eancia dos assassinatos em determinados grupos sociais e territ\u00f3rios espec\u00edficos \u00e9 o que permite caracterizar essa viol\u00eancia como um fen\u00f4meno estrutural do conflito agr\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n<h3><strong>A nova fronteira: o Cerrado como zona de sacrif\u00edcio<\/strong><\/h3>\n<p>Se Par\u00e1 e Rond\u00f4nia carregam o peso hist\u00f3rico da viol\u00eancia agr\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, \u00e9 no Cerrado que se desenha, segundo o Caderno da CPT, a fronteira mais recente da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio \u2014 e dos conflitos que a acompanham. O bioma, que ocupa cerca de 25% do territ\u00f3rio nacional, perdeu metade de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos \u00faltimos 50 anos, convertida em pastagens e lavouras, sobretudo de gr\u00e3os destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Entre 2003 e 2018, 40,5% de todos os conflitos por terra registrados no Brasil ocorreram no Cerrado \u2014 regi\u00e3o onde se sobrep\u00f5em 338 terras ind\u00edgenas reivindicadas e 1.555 territ\u00f3rios quilombolas identificados, al\u00e9m de popula\u00e7\u00f5es de quebradeiras de coco, ribeirinhos, geraizeiros e outras comunidades tradicionais cuja presen\u00e7a \u00e9 sistematicamente apagada pela narrativa oficial de um suposto \u201cvazio demogr\u00e1fico\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 essa combina\u00e7\u00e3o \u2014 racismo ambiental, grilagem, devasta\u00e7\u00e3o e financeiriza\u00e7\u00e3o da renda da terra \u2014 que pesquisadores como Maur\u00edcio Correia Silva e Juliana Oliveira Borges descrevem, no pr\u00f3prio Caderno, como a transforma\u00e7\u00e3o do Cerrado em \u201czona de sacrif\u00edcio\u201d: um territ\u00f3rio cuja destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 tratada como custo aceit\u00e1vel de um modelo de desenvolvimento que segue sendo hegem\u00f4nico na pol\u00edtica e na economia brasileiras.<\/p>\n<h3><strong>O que os n\u00fameros mais recentes escancaram<\/strong><\/h3>\n<p>Um levantamento rec\u00e9m-divulgado ajuda a explicar a urg\u00eancia da mobiliza\u00e7\u00e3o. Segundo o Caderno <em>Conflitos no Campo Brasil 2025<\/em>, publicado pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), o pa\u00eds registrou no ano passado 26 assassinatos ligados a conflitos no campo \u2014 um aumento de 100% em rela\u00e7\u00e3o aos 13 casos de 2024. O levantamento tamb\u00e9m aponta o registro de dois massacres (ocorr\u00eancias com tr\u00eas ou mais mortes na mesma data e no mesmo local): um no Par\u00e1, com trabalhadores Sem Terra como v\u00edtimas, e outro em Rond\u00f4nia, no qual um posseiro e dois aliados foram assassinados. N\u00e3o se registravam dois massacres no mesmo ano desde 2019.<\/p>\n<p>O dado chama aten\u00e7\u00e3o porque contraria a tend\u00eancia geral: o n\u00famero total de conflitos no campo caiu 27% em 2025, somando 1.593 ocorr\u00eancias \u2014 um dos tr\u00eas menores n\u00fameros da d\u00e9cada. Ou seja, o Brasil teve menos conflitos agr\u00e1rios, mas mais mortes. Para pesquisadores da pr\u00f3pria CPT, isso indica um recrudescimento da viol\u00eancia extrema, e n\u00e3o necessariamente um aumento da conflitividade no campo como um todo.<\/p>\n<p>Outros n\u00fameros do levantamento refor\u00e7am o quadro:<\/p>\n<ul>\n<li>Dos 26 assassinatos, 20 t\u00eam fazendeiros como envolvidos;<\/li>\n<li>16 dos 26 casos ocorreram na Amaz\u00f4nia Legal, regi\u00e3o que concentra 56% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do pa\u00eds;<\/li>\n<li>Os assassinatos de trabalhadores Sem Terra (10) superaram, pela primeira vez em anos, os de ind\u00edgenas (7) \u2014 que seguem concentrados sobretudo no Maranh\u00e3o, em Roraima, na Bahia e no Mato Grosso do Sul;<\/li>\n<li>O Par\u00e1 (82 mortes), Rond\u00f4nia (79) e o Maranh\u00e3o (48) s\u00e3o os estados com mais assassinatos ligados a conflitos no campo na d\u00e9cada 2016-2025;<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m foram registradas, em 2025, 159 ocorr\u00eancias de trabalho escravo rural, envolvendo 2.234 pessoas.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>A resposta da sociedade civil: quatro anos de articula\u00e7\u00e3o nacional<\/strong><\/h3>\n<p>A Campanha Contra a Viol\u00eancia no Campo nasceu da urg\u00eancia de denunciar as viol\u00eancias que atingem comunidades camponesas, povos ind\u00edgenas, quilombolas, ribeirinhos e trabalhadores rurais: amea\u00e7as, expuls\u00f5es, grilagem de terras, destrui\u00e7\u00e3o ambiental e criminaliza\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as. Neste ano, a Campanha completa quatro anos de atua\u00e7\u00e3o articulada na prote\u00e7\u00e3o das comunidades, na incid\u00eancia junto aos poderes p\u00fablicos e na promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos nos territ\u00f3rios \u2014 um compromisso coletivo com a defesa da vida, da justi\u00e7a social e da perman\u00eancia dos povos em seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Durante os cinco dias de mobiliza\u00e7\u00e3o, as organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o convidadas a incorporar o tema em suas agendas locais ou promover novas iniciativas: rodas de conversa, semin\u00e1rios, celebra\u00e7\u00f5es, vig\u00edlias, atos p\u00fablicos, audi\u00eancias, a\u00e7\u00f5es de incid\u00eancia institucional, campanhas de comunica\u00e7\u00e3o, lives e atividades culturais e educativas. A proposta \u00e9 construir uma ampla articula\u00e7\u00e3o nacional que una mem\u00f3ria, den\u00fancia e esperan\u00e7a em defesa dos territ\u00f3rios e da vida.<\/p>\n<p>A abertura da Semana \u00e9 marcada pela Plen\u00e1ria Nacional Virtual da Campanha, no dia 10 de agosto, das 14h \u00e0s 16h, que discutir\u00e1 o avan\u00e7o da fronteira mineral, energ\u00e9tica e de infraestrutura sobre a reforma agr\u00e1ria, com base em pesquisa realizada pela Fase e pela Funda\u00e7\u00e3o Rosa Luxemburgo.\u00a0<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o nacional j\u00e1 re\u00fane outras atividades confirmadas em diferentes pontos do pa\u00eds: o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) lan\u00e7a, durante a semana, seu relat\u00f3rio de viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas; est\u00e1 prevista uma atividade na Universidade de Bras\u00edlia (UnB); e organiza\u00e7\u00f5es de Alagoas e de Rond\u00f4nia preparam mobiliza\u00e7\u00f5es locais, entre outras iniciativas que devem se somar \u00e0 programa\u00e7\u00e3o ao longo da semana. Como parte da mobiliza\u00e7\u00e3o, a Campanha tamb\u00e9m divulga um <u>v\u00eddeo institucional<\/u> que sintetiza o car\u00e1ter estrutural da viol\u00eancia no campo brasileiro.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de 2025 demonstram que a viol\u00eancia no campo brasileiro est\u00e1 mudando de forma, se entranhando nos territ\u00f3rios e se intensificando em sua express\u00e3o mais extrema. Seguir em luta (organizada) \u00e9 preciso!<\/p>\n<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post Viol\u00eancia no campo: Retrato e resist\u00eancias appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/resultado-mega-sena-2980-no-sorteio-de-05-de-marco\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/54751345663_7f037744d5_h-e1756477316909-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Resultado Mega Sena 2980 no sorteio de 05 de mar\u00e7o...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/stf-torna-eduardo-bolsonaro-reu-por-coacao-a-justica\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">STF torna Eduardo Bolsonaro r\u00e9u por coa\u00e7\u00e3o \u00e0 Justi...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/meu-inss-plataforma-reune-servicos-da-previdencia-na-palma-da-sua-mao-aprenda-a-usar\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Meu INSS:\u00a0plataforma re\u00fane servi\u00e7os da previd\u00eancia...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/previsao-sobre-trump-e-dificil-mas-nao-acredito-em-acao-militar-no-curto-prazo-no-brasil-diz-analista\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">\u2018Previs\u00e3o sobre Trump \u00e9 dif\u00edcil, mas n\u00e3o acredito ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conflitos agr\u00e1rios tornam-se mais letais. N\u00famero de assassinatos dobrou e houve dois massacres ano passado. Sem-terra e ind\u00edgenas s\u00e3o as principais v\u00edtimas. Movimentos sociais articulam campanha nacional para denunciar crimes e a flexibiliza\u00e7\u00e3o de leis, como o PL da Devasta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/violencia-no-campo-retrato-e-resistencias\/\">Viol\u00eancia no campo: Retrato e resist\u00eancias<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99478,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[7213,65260,5599,79457,66788,9032,79458,79459,14217,1689,79460,60013,1358,79461,26067,79462,15076,77,79463],"tags":[],"class_list":["post-99477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colonizacao","category-defesa-da-vida","category-descolonizacoes","category-dia-da-luta-contra-a-violencia-no-campo","category-direitos-dos-povos","category-escravizacao","category-exploracao-de-trabalhadores","category-exterminio-de-povos-originarios","category-financeirizacao","category-movimentos-sociais","category-permanencia-dos-povos","category-povos-africanos","category-povos-indigenas","category-resistencia-dos-povos","category-sociedade-civil","category-territorio-nacional","category-territorios","category-violencia","category-violencia-do-campo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99477\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}