Arquitetos e urbanistas abordam a mobilidade no centro de Ribeirão

/ Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão
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foto: Rede PT

Arquitetos e urbanistas abordam a mobilidade no centro de Ribeirão

Mauro Freitas, Rodrigo de Faria e Ana Miranda participaram do Dialoga Ribeirão, e enfocam que resolver o problema de mobilidade na região central não é tarefa fácil e de curto prazo

Os arquitetos e urbanistas Rodrigo de Faria e Ana Miranda participaram do Dialoga Ribeirão, em 15 de abril, na sede do Diretório Municipal do PT, e abordaram os temas Mobilidade, Logística e Infraestrutura, com enfoque principalmente na situação do centro do município. Assista ao vídeo sobre o encontro, que teve Galeno Amorim, coordenador do Programa de Governo Participativo (PGP) como mediador. Participaram ainda do evento Mauro Freitas e Marcos Sérgio, representante dos moradores do Jardim Aeroporto nas discussões sobre o Aeroporto Leite Lopes.

 

 

Rodrigo de Faria é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, e é professor da Universidade de Brasília (UnB). Indagado por Galeno sobre “a cidade que queremos”, Faria disse que a situação do centro de Ribeirão implica desafios e questões econômicas e políticas. “O Centro de Ribeirão merece ser recuperado, pois preserva ainda três grandes praças com paisagismo, mas seus condomínios fechados são grandes muralhas”, lembrou ele.

 

A questão da mobilidade no centro, com possíveis retiradas de veículos, é polêmica e, para Faria, não seria uma saída retirar os automóveis, mas talvez criar sistemas modais, como existem na Europa, mas que dependem de análises, estudos e decisões urbanísticas. Ele considera a situação de Ribeirão complicada e uma possibilidade seria ter veículos de deslocamentos para espaços pequenos, como Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). “Ribeirão tem potencial econômico, mas só tirar carro não resolve o problema do centro”, comentou ele. “Não há uma solução rápida.”

 

Faria também é contrário a construções de terminais no centro, pois os projetos não levam em conta os aspectos arquitetônicos e climáticos. Ele também considera a Rodoviária uma área degradante e lembrou que em 2001 existia um projeto para construir um novo terminal, na área do câmpus da Faculdade Moura Lacerda, perto do Aeroporto Leite Lopes, mas que nunca seguiu adiante. Faria também disse que não aboliria o transporte de ônibus no centro, mas citou possível proibição de estacionamentos de veículos e até a criação de corredores de ônibus, como existe em São Paulo, que está se tornando uma solução mais rápida que o metrô.

 

Ana Miranda, que é professora em três universidades particulares de Ribeirão Preto, citou que um programa fácil para ser implantado, para facilitar a mobilidade, seria o de bicicletas, como o de São Paulo, principalmente nas periferias, onde as pessoas usam esse meio de transporte para ir ao trabalho. “Não é só para lazer, mas é preciso criar estrutura”, disse Ana.

 

Para a arquiteta e urbanista, proibir o estacionamento individual no centro pode dar mobilidade aos pedestres, além de se pensar em adotar o sistema Leva e Traz, com vans, nessa região. Ela citou também que existe um estudo que existe, em Ribeirão Preto, 16 mil imóveis vagos, que poderiam ser destinados a locações sociais para idosos e pessoas com baixas rendas.

 

O arquiteto e urbanista Mauro Freitas também participou do encontro e citou que existem prédios abandonados há anos no centro, muitos deles da União, que poderiam mesmo ser destinados à locação social. E citou ainda que o Hotel Umuarama é outro imóvel que poderia ter o mesmo destino.

 

Veja o vídeo na íntegra:

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