Ministério Público denuncia suspeito por ataque com artefatos incendiários à sede do PT em Ribeirão Preto

/ Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão
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Arte: Agência PT

 Ministério Público denuncia suspeito por ataque com artefatos incendiários à sede do PT em Ribeirão Preto

Caso avança na Justiça após perícia identificar garrafas com pano e material combustível, semelhantes a coquetéis molotov, lançadas contra o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores

O atentado contra a sede do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Ribeirão Preto teve novo desdobramento judicial. O Ministério Público do Estado de São Paulo ofereceu denúncia contra Anderson Luis Amancio, apontado nos autos como responsável pelo ataque com artefatos incendiários ocorrido na noite de 11 de abril de 2026, na sede do PT, localizada na Avenida Santa Luzia, 120, no Jardim Sumaré.


A denúncia representa uma nova etapa no caso, que desde o início foi tratado pelo PT de Ribeirão Preto como um episódio grave de violência política, com características fascistas e antidemocráticas. A ação atingiu a sede de um partido político, espaço de organização democrática, participação popular e atuação institucional.


De acordo com os documentos constantes no inquérito policial, o ataque ocorreu por volta das 19h40. O boletim de ocorrência registrou que a sede do Diretório Municipal do PT foi alvo de lançamento de artefatos incendiários contra a entrada do imóvel. O sistema de monitoramento interno teria registrado o surgimento abrupto de fogo nas proximidades do portão e da parte frontal da sede, em dinâmica compatível com ação criminosa intencional. 


A perícia técnica realizada pelo Instituto de Criminalística reforçou a gravidade do episódio. O laudo apontou danos recentes na folha de vidro da fachada do imóvel, orientados de fora para dentro, além da presença de garrafas fraturadas contendo filamento de pano e material combustível, semelhantes aos utilizados em artefatos do tipo coquetel molotov. Segundo o documento pericial, duas garrafas foram encontradas na área externa e outras duas no interior do imóvel. Também foi constatado odor de material combustível, como gasolina ou querosene, tanto na parte externa quanto interna da sede. 


Ainda conforme o laudo, os materiais encontrados eram eficazes para desencadear incêndio, com potencial de causar perigo à integridade física de pessoas, ao patrimônio e ao meio ambiente. Embora não tenha havido vítimas feridas, o episódio expôs a risco concreto pessoas que poderiam estar no local ou em suas imediações.


Durante a investigação, a Polícia Civil colheu depoimentos, analisou imagens e identificou um veículo Ford Fiesta, de cor prata, placas FGF-9037, relacionado aos fatos. Segundo a denúncia do Ministério Público, o denunciado teria se dirigido ao local conduzindo o veículo, estacionado em frente a um dos portões do Diretório do PT, posicionado-se na calçada e ateado fogo em quatro garrafas com filamento de pano e material combustível, descritas como artefatos incendiários do tipo coquetel molotov. 


A peça acusatória afirma ainda que os objetos foram arremessados para o interior do imóvel, causando fratura na folha de vidro da fachada. Após a ação, o denunciado teria retornado ao veículo e deixado o local. O Ministério Público registra que a identificação ocorreu a partir de informações fornecidas por testemunha, que presenciou os fatos e captou imagens da placa do veículo, posteriormente utilizadas nas diligências investigativas. 


No relatório final, a Polícia Civil havia formalizado o indiciamento de Anderson Luís Amâncio com base no artigo 250, caput, do Código Penal, que trata do crime de incêndio. O Ministério Público, por sua vez, ofereceu denúncia pelo artigo 163, parágrafo único, inciso II, do Código Penal, que trata de dano qualificado cometido com emprego de substância inflamável ou explosiva.  


Para o PT de Ribeirão Preto, o avanço do caso confirma a necessidade de tratar o episódio com a seriedade que ele exige. Não se trata de um simples ato de vandalismo, mas de uma agressão contra uma organização política, contra a convivência democrática e contra o direito constitucional de livre organização partidária.


A sede de um partido político é mais do que um imóvel. É um espaço de reunião, debate, formação, organização popular e exercício da cidadania. Quando esse espaço é atacado com fogo, o alvo não é apenas uma parede, uma janela ou uma fachada. O alvo é a democracia.


Desde o primeiro momento, o Diretório Municipal do PT cobrou investigação rigorosa, preservação das provas, perícia técnica, levantamento de imagens de câmeras de segurança e responsabilização dos envolvidos. A denúncia apresentada pelo Ministério Público demonstra que a apuração avançou e que os elementos reunidos pelas autoridades foram considerados suficientes para a abertura da ação penal.


O caso também reacende o alerta sobre a escalada da violência política no Brasil. Em um ambiente democrático, divergências devem ser enfrentadas com debate público, voto, participação social e respeito às instituições. A intimidação, o ódio, a destruição de patrimônio e o uso de artefatos incendiários não podem ser naturalizados nem tratados como fatos isolados.


O PT de Ribeirão Preto reafirma sua confiança na Justiça e seguirá acompanhando o processo, sempre respeitando o devido processo legal, o contraditório e a presunção de inocência. Ao mesmo tempo, continuará denunciando toda forma de violência política, intolerância ideológica e ataque às liberdades democráticas.


A democracia não se intimida diante do fogo. Ela se fortalece quando a sociedade, as instituições e os movimentos populares se levantam contra o ódio e em defesa da vida, da liberdade e da participação política.

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José Alfredo Carvalho é ex-vereador e atual secretário de Finanças e Planejamento do PT de Ribeirão Preto-SP Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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