7 de Setembro em Ribeirão Preto: povo ocupa as ruas em defesa da soberania, da democracia e da vida
Rede Social
Ato integrou o 31º Grito dos Excluídos e reafirmou que independência só existe com justiça social, direitos e participação popular
Ribeirão Preto amanheceu neste domingo (7/9) com o verde e amarelo de volta às ruas, desta vez nas mãos do povo organizado. O ato na Praça Coração de Maria reuniu movimentos populares, sindicatos, pastorais, partidos e coletivos para afirmar que soberania, democracia e direitos sociais são o verdadeiro sentido da Independência. A convocatória ecoava em uníssono as pautas do 31º Grito dos Excluídos e Excluídas:
• Vida em primeiro lugar
• Cuidar da Casa Comum e da democracia
• Não ao genocídio. Palestina livre!
• Não à reforma administrativa
• Redução da jornada de trabalho
• Fim da escala 6×1
• Taxação dos super-ricos
• Sem anistia para golpistas
O ato foi plural e inter-religioso, com participação de lideranças sociais e pastorais que reafirmaram a necessidade de unir fé, política e luta popular na defesa da vida. A caminhada até o Memorial da Resistência Madre Maurina Borges simbolizou o elo entre passado e presente: da memória das perseguições e resistências às novas batalhas contra o autoritarismo e as desigualdades.
Conexão nacional
Assim como em Ribeirão, capitais de todo o país transformaram o 7 de Setembro em um grito coletivo por soberania popular. Em São Paulo, a Praça da República recebeu milhares com as palavras de ordem “sem anistia” e “taxar os super-ricos”. No Rio de Janeiro, a mobilização ocupou a Avenida Presidente Vargas em contraponto ao desfile oficial. Em Brasília, sindicatos e movimentos se reuniram na Praça Zumbi dos Palmares, destacando democracia e justiça social. Já em Belo Horizonte, o Grito se concentrou na Praça Raul Soares, enfatizando a luta contra a Reforma Administrativa e a defesa do serviço público. Também houve marchas em Fortaleza, Recife, Curitiba, Porto Alegre e outras cidades do interior, consolidando o 31º Grito como uma jornada nacional pela vida e pela democracia.
Um 7 de Setembro do povo
Se nos desfiles oficiais a retórica do patriotismo foi capturada por elites, nas ruas de Ribeirão Preto e do Brasil o povo ressignificou a data: independência só é verdadeira quando inclui direitos, igualdade, solidariedade internacional e justiça. O grito contra o genocídio em Gaza, a denúncia contra a exploração do trabalho e o chamado à taxação dos super-ricos foram a marca de um ato que não apenas comemorou, mas politizou o 7 de Setembro.
Em 2025, o Grito dos Excluídos reafirmou: patriotismo é defender gente, não privilégios. É cuidar da Casa Comum, não entregar o país. É resistir à anistia dos que atacaram a democracia e lutar por um Brasil soberano e justo.
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