Plenária com Ricardo Berzoini: um PT vitorioso que precisa disputar o cotidiano
Foto: Rede PT
Ex-ministro defende reorganização de base com metas, formação e comunicação integradas. Em Ribeirão, mesa com Jorge Roque, Duda Hidalgo, Juditi Zilli, Perla Müller e o presidente eleito Edson Fedelino. Presenças de ex-prefeitos(as), parlamentares, dirigentes e militantes. (Na foto o ex-deputado e ex-prefeito de Jaboticabal José Baccarin)
A plenária com Ricardo Berzoini em Ribeirão Preto foi um chamado à ação: reorganizar o Partido para vencer não só nas urnas, mas no cotidiano do povo trabalhador. Partindo do Manifesto de Fundação, Berzoini reforçou que o PT precisa combinar a responsabilidade de governar com a ousadia de organizar a base, formar politicamente e comunicar com método, de forma contínua e medível.
“Nosso horizonte socialista se constrói com enraizamento territorial e disputa diária de valores”, resumiu o ex-ministro.
Na mesa diretiva, além do nosso palestrante e o presidente Jorge Roque, estiveram as vereadoras Duda Hidalgo, Judeti Zilli e Perla Müller, e o presidente eleito Edson Fedelino. Na plateia, para uma noite de quarta-feira, a presença seletiva de ex-prefeitos(as), parlamentares, dirigentes e militância de diversos bairros — um sinal da vitalidade que precisamos transformar em organização permanente.
Abrindo os trabalhos, o presidente municipal do PT, Roque, cravou a linha da noite:
“Vencer eleição é essencial, mas disputar consciência todo santo dia é imperativo. Nosso compromisso é transformar filiação em militância ativa, com núcleos vivos nos bairros e comunicação que fale a língua do povo.”
Berzoini foi direto: é hora de reduzir a burocratização interna, padronizar planejamento e avaliação, e colocar metas bienais para mobilização, formação e comunicação, articulando presença territorial e ação digital permanente. O foco é retomar a centralidade das bases (periferias urbanas, áreas rurais e Amazônia), com núcleos ativos — inclusive digitais — e uma comunicação estrategicamente alinhada à formação política.
A conjuntura que atravessa a plenária
Enquanto o PT discute organização, a Justiça avança contra o golpismo. Em 4 de agosto de 2025, o ministro Alexandre de Moraes decretou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por descumprimento de cautelares, com restrições severas de comunicação e visitas. A medida reforçou a necessidade de firmeza institucional no enfrentamento a ataques ao Estado de Direito.
Na sequência, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro em inquérito que apura uma articulação para pressionar o STF a partir dos EUA, inclusive por meio da pauta de sanções conhecida como Lei Magnitsky; o caso foi remetido à PGR para providências.
Ainda nesse desdobramento, a pedido da PF e com aval da PGR, o STF adotou medidas cautelares contra o pastor Silas Malafaia, no âmbito do Inquérito 4.995, que investiga coação no curso do processo e obstrução de investigações relacionadas.
Por que isso importa para a reorganização do PT
A defesa da democracia não se limita aos tribunais: se ganha nas ruas, nas redes e nos serviços públicos. O recado da plenária é inequívoco: diante de uma extrema direita que ocupou territórios e imaginários (inclusive por aparelhos midiático-religiosos), o PT precisa disputar o cotidiano com organização, formação e comunicação — e com núcleos vivos que transformem simpatia em participação e participação em poder popular.
SeCom - Secretaria de Comunicação do PT de Ribeirão Preto
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