Simone Tebet e Edinho Silva: o caminho para vencer São Paulo em 2026

/ Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão
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Fotos: Agência Rede PT Brasil IA

Simone Tebet e Edinho Silva: o caminho para vencer São Paulo em 2026

A disputa paulista exige amplitude política, força territorial e compromisso claro de governabilidade. Uma chapa com Simone Tebet (PSB) e Edinho Silva (PT) reúne as condições mais sólidas para unificar o campo democrático-progressista desde o primeiro turno e enfrentar o conservadorismo, especialmente no interior

por José Alfredo Carvalho (*)

Vencer São Paulo em 2026 será uma tarefa dura. O conservadorismo segue forte e organizado, sobretudo no interior, onde a eleição se decide por redes locais de liderança, estruturas municipais, valores culturais mais resistentes e uma dinâmica política que exige presença contínua, não visitas pontuais. Quem quiser disputar o governo paulista com seriedade precisa reconhecer esse cenário e agir com método, antecedência e capacidade de organização. Essa é a razão pela qual defendo que o caminho mais consistente para a vitória passa por uma chapa capaz de ampliar o diálogo social, reduzir resistências e, ao mesmo tempo, garantir força territorial e sustentação política para governar. É nesse ponto que a composição Simone Tebet e Edinho Silva se apresenta como a alternativa mais eficiente para organizar o campo democrático-progressista em São Paulo.


A candidatura ao governo precisa ser construída para além do círculo da militância e da bolha das redes. Em São Paulo, especialmente no interior, a eleição é vencida quando o eleitor acredita que o projeto é viável, está preparado e tem condições reais de governar com equilíbrio. Simone Tebet oferece exatamente esse tipo de abertura: fala com o centro democrático, com setores moderados, com parte do empresariado e com segmentos sociais que rejeitam extremismos, mas ainda hesitam diante de candidaturas associadas a um único polo político. Uma cabeça de chapa com esse perfil não substitui o campo progressista; ela cria condições para que esse campo seja maioria, reunindo quem quer mudança, mas não quer aventura.


Ao mesmo tempo, amplitude sem estrutura não vence eleição paulista. Por isso Edinho Silva é peça decisiva. Ele representa experiência política, capacidade de articulação, conhecimento profundo do estado, respeito entre lideranças municipais e densidade para organizar campanha em escala — especialmente no interior, onde coordenação regional, alianças locais e disciplina política definem a diferença entre “ter candidatura” e “ter campanha”. Edinho é o elemento que transforma uma candidatura ampla em uma candidatura enraizada, capaz de dialogar com movimentos sociais e com as bases partidárias, mas também de conversar com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e atores regionais que fazem a política acontecer no território.


Essa chapa tem um valor estratégico imediato: ela permite unificar, desde o primeiro turno, os partidos democráticos e progressistas que precisam estar juntos para vencer São Paulo — PT, PV, PCdoB, REDE, PSOL, PSB e PDT — em torno de um projeto de governo único e uma coordenação única. A unidade, em São Paulo, não pode ser um remendo de segundo turno. Precisa nascer antes, com responsabilidade, para consolidar palanques municipais, evitar dispersão de forças, reduzir ruídos entre aliados e construir confiança junto ao eleitorado. Em um estado conservador, unidade não é estética: é eficiência eleitoral.


A chapa Simone Tebet e Edinho Silva também facilita aquilo que São Paulo cobra de qualquer alternativa: compromissos claros e linguagem objetiva sobre os problemas reais do cotidiano. Segurança pública precisa sair do campo da violência desmedida e entrar no campo da inteligência, prevenção e integração institucional, com valorização dos profissionais e enfrentamento sério do crime organizado. Saúde precisa ter foco em regionalização, filas, acesso e qualidade do atendimento. Educação exige meta de aprendizagem, permanência, valorização profissional e política pública de longo prazo. Desenvolvimento econômico, em São Paulo, passa por infraestrutura, inovação, indústria, emprego e parceria com municípios. E a transição ecológica deve ser apresentada como vetor de investimento, modernização produtiva e qualidade de vida — não como discurso distante. Uma frente unificada só se sustenta se oferecer um programa de governo que possa ser entendido e cobrado, sem ambiguidades.


É por isso que, diante de um adversário como o atual governador Tarcísio de Freitas, a melhor resposta não é dispersar candidaturas nem empurrar a unidade para depois. A resposta precisa ser um projeto que uma amplitude e base, diálogo e organização, credibilidade e presença no interior. Simone Tebet abre portas onde o campo progressista enfrenta resistência histórica; Edinho Silva garante o chão político e a capilaridade que São Paulo exige para vencer. Essa combinação atende à necessidade central de 2026: construir maioria democrática no estado, com chance real de chegar ao segundo turno em vantagem competitiva e com condições efetivas de governar.


Se o objetivo é derrotar o conservadorismo paulista, especialmente no interior, a decisão estratégica é iniciar agora a construção dessa unidade, com disciplina e compromisso coletivo. A chapa Simone Tebet e Edinho Silva não é um gesto simbólico; é uma solução política concreta para transformar uma oposição relevante em uma alternativa vencedora e governável em São Paulo.


(*) José Alfredo Carvalho, ex-vereador (1993-2004) e atual secretário de Finanças e Planejamento do PT de Ribeirão Preto/SP

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José Alfredo Carvalho é ex-vereador de 1993 a 2004, e, atual secretário de Finanças e Planejamento do PT de Ribeirão Preto-SP Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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