Ativismo pela não violência contra a mulher tem palestra em Ribeirão
foto: Agência PT
Em 9 de dezembro ocorreu mais um evento dos 16 dias de ativismo pela não violência contra a mulher. Esses 16 dias de ativismo feminista fazem parte do calendário da ONU desde 1975, quando foi difundida a “década da mulher”
No mundo, os 16 dias se iniciam em 25 de novembro, data que marca o Dia Internacional de Não Violência contra a Mulher e que remonta ao assassinato das ativistas Irmãs Mirabal na República Dominicana, em 1960. Passa pelo dia 1 de dezembro, Dia Mundial da Luta contra a AIDS (devido ao grande aumento de casos de AIDS entre mulheres, muito por causa da violência doméstica), pelo dia 3 (Dia Mundial de Pessoas com Deficiência, uma homenagem inclusive a Maria da Penha), pelo dia 6 (Dia da Campanha do Laço Branco, inclusão de homens no movimento em defesa das mulheres) e termina no dia 10 (Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos).
No Brasil, tradicionalmente os 16 dias se iniciam em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e neste ano, excepcionalmente, se iniciou no dia 18, quando se realizou a Marcha das Mulheres Negras, em Brasília.
Conforme nos disse Ádria Maria Bezerra, presidente da Casa da Mulher e membro da Secretaria de Mulheres do PT, “o recorte racial é fundamental dentro do debate de gênero, porque os números da violência contra as mulheres são majoritariamente mais impactantes sobre as mulheres negras”.

O tráfico de pessoas foi o tema da palestra de 9 de dezembro, no Centro Cultural Palace. O evento começou com a palavra do escritor e ex-secretário da Cultura, Galeno Amorim, que destacou a questão cultural como um elemento fundamental de inclusão e desenvolvimento da cidadania. “A cultura é um direito básico da cidadania”, disse.

Em seguida, a doutora Cláudia Patrícia de Luna (advogada e articuladora estadual da Rede de Proteção aos Direitos da Mulher, que congrega entidades do movimento social, Defensoria Pública, Ministério Público e Secretarias de Justiça Estadual, e presidente do Movimento Nacional Contra o Tráfico de Pessoas) fez uma análise sobre a questão do tráfico de pessoas propriamente dito.
Cláudia destacou a existência de uma estrutura criminosa com ligações internacionais especializada em aliciar e traficar pessoas. “Nessa questão do tráfico de pessoas, o consentimento é irrelevante diante do poder psicológico do aliciamento, se aproveitando sempre da fragilidade das pessoas para prometer a elas um mundo de fantasias”, afirma ela.

O tráfico de pessoas é um mercado que reduz o ser humano à condição de coisa, aproveitando-se da pobreza para fazer o aliciamento. Além do tráfico de pessoas para o trabalho escravo e para o turismo sexual, há também o tráfico para a retirada de órgãos e para a adoção ilegal de crianças, que se estruturam inclusive dentro de hospitais e setores institucionais de Estado.

A organização dos eventos que marcaram a agenda dos 16 dias de ativismo feminista em Ribeirão Preto foi uma vitória dos movimentos de mulheres da cidade, com participação sempre destacada das companheiras da Secretaria de Mulheres do PT, coordenada pela companheira Regina Brito, que também dirige a ONG Vitória Régia, e demais companheiras: Ádria Maria Bezerra (Casa da Mulher), Sílvia Diogo (Casa da Mulher), Marisa Honório (UBM e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), Judeti Zilli (Conselho Municipal do direito das Mulheres) e Adriana Dias Domingues (Casa da Mulher).
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