Dia do Direito de Voto para Mulheres no Brasil completa 85 anos
Atualmente, mais de 70 milhões de brasileiras votam a cada eleição nacional: um número normalmente maior que o de homens, que somam cerca de 65 milhões. E desde 2010 o Brasil tem a primeira mulher presidente de sua história, Dilma Rousseff.

O Dia do Direito de Voto para Mulheres no Brasil está completando 85 anos neste 3 de novembro. Nesta data, em 1930, o então presidente da República, Washington Luís, instituiu o direito ao voto feminino, após anos de lutas e reivindicações das brasileiras. O primeiro voto feminino no Brasil, porém, aconteceu três anos antes, em 1927, em Mossoró, no Rio Grande do Norte: a professora Celina Guimarães, primeira eleitora do País, teve seu alistamento eleitoral permitido pelo governo estadual.
Durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino foi efetivamente liberado, mas ainda com restrições: as mulheres casadas só podiam ir às urnas com autorização do marido, e as solteiras ou viúvas tinham que ter renda própria. Os primeiros votos foram em 1934. Mas foi apenas em 1946 que o voto se tornou direito e dever de todas as mulheres, sem restrições.
A luta do movimento sufragista, ou seja, pelo direito de votar e de ser votada, chegou ao Brasil em 1919 por meio da bióloga Bertha Luz, que trouxe tais ideais de Paris, capital da França. Com a militante anarquista Maria Lacerda de Moura, Bertha fundou a Liga Pela Emancipação Intelectual da Mulher, que depois se tornaria a Federação Pelo Progresso Feminino. O direito ao voto feminino foi conquistado no Brasil antes da maioria dos outros países latino-americanos.
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