O cinema brasileiro conquistou uma nova estatueta neste sábado (24/05), desta vez no Festival de Cannes, maior evento cinematográfico da França, que entrou ao ator Wagner Moura o prêmio de Melhor Ator da edição deste ano, por sua performance em ‘O Agente Secreto’.
Na disputa, o ator soteropolitano superou nomes como o inglês Josh O’Connor (que competiu pelo filme O Mestre do Crime) e o porto-riquenho Benicio del Toro (protagonista de O Esquema Fenício).
Esta é a terceira vez que um artista do Brasil vence uma categoria de interpretação no Festival de Cannes.
Moura é o primeiro homem a obter essa premiação, já que as conquistas anteriores foram de Fernanda Torres (em 1986, por Eu Sei que Vou Te Amar) e Silvia Corveloni (em 2008, por Linha de Passe).
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Victor Jucá / Divulgação
Melhor Direção
Além do troféu a Moura, o cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho foi premiado na categoria Melhor Direção nesta edição do Festival de Cannes.
O diretor pernambucano foi reconhecido por seu trabalho em O Agente Secreto, seu sexto longa-metragem, que terminou sendo a obra mais premiada no certame deste ano, ao faturar duas estatuetas.
Na disputa, Mendonça Filho superou nomes como os norte-americanos Wes Anderson (que competiu pelo filme O Esquema Fenício) e Richard Linklater (que disputou com Nouvelle Vague), além da espanhola Carla Simón (autora de Romería), entre outros.
Esta foi a segunda vez que um brasileiro ficou com o prêmio de Direção em Cannes. O primeiro troféu do país na categoria foi conquistado em 1969, por Glauber Rocha, pela obra O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro.
Também é o segundo prêmio de Kleber Mendonça Filho no festival francês. Em 2019, ele já havia vencido o Prêmio do Júri, com o filme Bacurau.
Palma de Ouro
Apesar de ter sido considerado um dos favoritos para a Palma de Ouro, principal troféu dado ao melhor filme do festival, O Agente Secreto acabou ficando sem esse prêmio, que foi entregue à película iraniana Um Simples Acidente, do cineasta Jafar Panahi.
Ainda assim, o filme brasileiro foi um dos mais destacados da edição deste ano do Festival de Cannes, ao receber dois troféus, entregues a Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho.
A única vez que o Brasil venceu a Palma de Ouro em Cannes foi em 1962, com o filme O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.
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