
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a captação de R$ 21 bilhões durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Trata-se de novos financiamentos internacionais para acelerar a transição ecológica e promover o desenvolvimento sustentável no Brasil.
Os acordos foram firmados com um consórcio de instituições financeiras internacionais, incluindo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Japonês de Cooperação Internacional (JBIC) e três bancos europeus — o KfW (Alemanha), a AFD (França) e a Cassa Depositi e Prestiti (CDP) (Itália). Os recursos serão destinados a programas de energia limpa, mobilidade urbana, biocombustíveis e apoio a micro e pequenas empresas, especialmente nos biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal.
Leia também: “30 Anos de Floresta” celebra a Amazônia em imagens e memória
“Esses R$ 21 bilhões são mais uma grande entrega do BNDES, a instituição que mais financia a transição energética no planeta”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante o anúncio. “A parceria com instituições financeiras e organismos multilaterais é parte central da estratégia de diversificação do nosso funding, sobretudo para colocar o Brasil na liderança global da descarbonização e da promoção da agenda verde”, completou.
Fundo Clima fortalecido
Do total captado, R$ 8,8 bilhões serão direcionados ao Fundo Clima, mantido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) e operado financeiramente pelo BNDES. Criado em 2009, o fundo tem sido turbinado no governo Lula como instrumento-chave para financiamento de projetos com juros abaixo do mercado, especialmente em áreas de energia renovável e mitigação climática.
Leia também: COP30 busca tirar o Acordo de Paris do papel
O BID, presidido por Ilan Goldfajn, firmou acordos que somam R$ 11,9 bilhões. Desses, R$ 5,3 bilhões apoiarão a modernização e expansão de micro, pequenas e médias empresas, enquanto R$ 4 bilhões ampliarão o crédito e a geração de empregos na região amazônica. Outros R$ 2,6 bilhões (US$ 500 milhões) reforçarão o próprio Fundo Clima.
“Estamos inovando e coordenando com o BNDES em várias frentes. Estamos falando de quase R$ 12 bilhões que se traduzem em mais resiliência e empregos para um desenvolvimento sustentável”, destacou Goldfajn.
Acordos bilaterais e transição verde
Além do BID, o BNDES firmou contrato com o JBIC, do Japão, no valor de R$ 1,06 bilhão (US$ 200 milhões), voltado a projetos de energia sustentável, combustível de aviação (SAF), bioetanol e proteção ambiental.
Três instituições europeias — KfW, AFD e CDP — uniram esforços para aportar R$ 6,1 bilhões (1 bilhão de euros) ao Fundo Clima, enquanto o KfW ainda firmou um contrato adicional de R$ 1,7 bilhão (280 milhões de euros) para mobilidade urbana e energia solar e eólica.
Leia também: Cinco décadas de diplomacia climática à espera de ações práticas
Para Mercadante, o fortalecimento dos laços entre o Brasil e a União Europeia reflete a nova diretriz diplomática do governo Lula: “O fortalecimento dos laços entre Brasil e União Europeia é parte de um movimento estratégico do governo do presidente Lula de ampliação das relações diplomáticas e econômicas”, disse.
__
com agências
O post BNDES capta R$ 21 bilhões na COP30 para impulsionar a transição verde apareceu primeiro em Vermelho.