O sociólogo Jessé Souza repudiou todas as formas de discriminação após ser alvo de uma notícia-crime enviada ao Ministério Público Federal (MPF), acusando-o de antissemitismo.
Jessé Souza reconheceu ter cometido um erro ao não diferenciar adequadamente os termos “lobby sionista” de “lobby judaico” em um vídeo sobre a relação do financista norte-americano e acusado de tráfico sexual Jeffrey Epstein com o sionismo. O escritor afirmou que removeu o vídeo ao perceber o engano.
Em comunicado, Souza disse que não pretendeu acusar indivíduos ou comunidades religiosas, mas sim criticar uma “estrutura de poder”.
“Mantenho todo o resto. Epstein não é um caso isolado, mas sim um filho dileto do sionismo como ideologia racista e assassina. O lobby sionista na mídia e na indústria cultural realmente prostituiu a memória do Holocausto judaico para utilizá-lo como desculpa para todos os desmandos, genocídios e roubo de terras feitas por Israel”, disse.
Ele também manifestou sua indignação frente ao “completo silenciamento” durante os dois anos de genocídio palestino perpetrado por Israel, que já vitimou mais de 70 mil na Faixa de Gaza.
A notícia-crime contra o sociólogo partiu do deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) e por Renato Battista, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), que o acusam de antissemitismo por supostamente incitar o preconceito contra o povo judeu, ultrapassando o âmbito da crítica política ao governo de Israel. A denúncia solicita que o MPF processe ou abra uma investigação criminal contra escritor.
Na denúncia, eles alegam que a declaração faz crer que o “escândalo foi promovido pelo Estado de Israel, com o objetivo de chantagear políticos e empresários que usaram os serviços criminosos de Epstein”.
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