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Senado aprova acordo Mercosul e União Europeia que prevê redução de tarifas

Por unanimidade, o plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira (5) o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Como já foi aprovado na Câmara, o projeto de decreto legislativo será promulgado pelo Congresso.

O pacto entre os dois blocos foi assinado em janeiro passado, no Paraguai, após mais de 26 anos de negociações.

O acordo estabelece que o Mercosul vai zerar tarifas para 91% dos produtos europeus importados em até 15 anos, ao passo que a UE elimina tarifas para 95% dos bens do mercado comum do Sul.

A redução das tarifas será gradual e seguirá regras comerciais comuns para comércio de produtos industriais, agrícolas e investimentos.

Juntos, os dois blocos reúnem aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.

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Dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) apontam que a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial brasileiro, com US$ 100 bilhões (cerca de R$ 523 bilhões) em comércio de bens e leve superávit para os europeus em 2025.

O acordo garante que produtores brasileiros e setores industriais tenham instrumentos de defesa comercial caso o fluxo de produtos europeus prejudique a produção interna.

Com o texto, é esperado que o Brasil possa aplicar medidas de retaliação ou defesa caso os órgãos europeus imponham sanções injustificadas.

Em nota, o PCdoB avalia que o acordo é um movimento tático necessário diante da pesada ofensiva neocolonial do governo estadunidense de Donald Trump contra os países da América Latina e Caribe. “O Brasil, por sua importância, é o alvo principal”, diz o Partido.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, destaca a importância do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na consolidação desse entendimento.

“Esse acordo tem um significado histórico. Esse desenho começou a ser arquitetado ainda no governo FHC. Esse acordo representará, somente nas exportações da agricultura, um aumento de aproximadamente 14,8%. Na indústria de transformação, o acréscimo será de 26%. Mais um incremento de 25% no setor de serviços. Essa data representa a abertura de novos mercados, mas também o reposicionamento do Brasil num mundo que está se transformando”, observa. 

Com informações da Agência Senado

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