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Juventude Sem Terra realiza primeira Escola Estadual de Formação em Sergipe

Foto: MST Sergipe 

Por Díjna Torres/MST Sergipe
Da Página do MST

Entre os dias 16 e 20 de junho, o assentamento Moacyr Wanderlei – Quissamã, em Nossa Senhora do Socorro, no Sergipe, recebeu a primeira Escola Estadual de Formação da Juventude Sem Terra, reunindo cerca de 50 jovens de diferentes territórios do estado. A iniciativa marcou um importante passo na organização da juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fortalecendo a formação política, cultural e organizativa das novas gerações que seguem construindo a luta pela Reforma Agrária Popular.

Ao longo de cinco dias, os participantes vivenciaram uma intensa programação entre estudos, debates, oficinas, atividades culturais, vivências práticas e momentos de auto-organização. Entre os temas abordados estiveram a história e os princípios do MST, o papel da juventude na construção do Movimento, a importância da agroecologia, políticas públicas para a juventude e estratégias de comunicação popular, incluindo agitação e propaganda.

A formação também contou com oficinas de batucada, muralismo, agroecologia e outras atividades voltadas para o fortalecimento da identidade coletiva e da expressão cultural da juventude camponesa. Para Cleosvalda Góes, da direção nacional do MST, a realização da Escola representa um marco para a organização da juventude no estado.

Fotos: MST Sergipe 

“Demos início à escola de formação com 50 jovens, onde a juventude tem dado o tom, mediante os escrachos que foram feitos, as assembleias de base, e agora sendo realizada a primeira escola de formação estadual da Juventude Sem Terra de Sergipe. Nós seguimos construindo um coletivo diverso e ativo no estado”, destacou.

A programação foi construída a partir do protagonismo da juventude dentro do Movimento, reforçando o compromisso com a luta social, a educação popular e a construção de alternativas para o campo brasileiro. Além dos momentos de estudo, os participantes realizaram mutirões, atividades de convivência e apresentações culturais que fortaleceram os laços entre os jovens.

A experiência despertou o interesse da juventude em participar da luta pela terra. A jovem Heliana evidenciou o aprendizado adquirido durante as oficinas culturais. “Foi muito legal. Eu aprendi a tocar tambor, nem sabia que eu era boa. Fiz a oficina de batucada por fazer, mas me apaixonei. Agora sei tocar Nego Nagô e Revolta do Olodum. Já quero a próxima escola. Eles disseram que ainda esse ano tem outra e eu não perco por nada”, contou.

Segundo Eduarda Floro e Miguel Arcanjo, da coordenação estadual do Coletivo de Juventude do MST no Sergipe, a escola reafirma o caminho construído pela juventude nos últimos anos. “Estamos muito felizes com o que aconteceu. O Coletivo de Juventude Sem Terra de Sergipe assume o compromisso de continuar a luta por terra. Essa escola só afirma que estamos no caminho certo”, afirmaram.

Fotos: MST Sergipe 

Eles destacam ainda que a atividade é resultado de um processo organizativo que já vem sendo fortalecido por meio de ações de base, mobilizações e atividades de formação. “Viemos de atividades como trabalho de base e escrachos, consolidando agora esta primeira Escola Estadual de Formação da Juventude do MST. Seguimos firmes na luta e teremos mais atividades com a juventude Sem Terra. Essa juventude diversa que une o campo e a cidade”, concluíram.

A realização da primeira Escola Estadual de Formação da Juventude Sem Terra de Sergipe reforça o compromisso do MST com a formação política das novas gerações, fortalecendo o protagonismo da juventude e a construção coletiva de um projeto popular para o campo e para a sociedade como um todo.

*Editado por Solange Engelmann

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