
Em conversa na última quarta-feira (11), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Sila e o senador Rodrigo Pacheco (PSD) debateram a possível pré-candidatura do parlamentar ao governo de Minas Gerais a fim de garantir a Lula um palanque forte e a formação de uma frente ampla capaz de derrotar as forças conservadoras que estão no poder naquele estado.
O ex-presidente do Senado admitiu que pode ser o aglutinador do campo progressista contra as demais forças representadas pelo senador Cleitinho (Republicanos), o governador Romeu Zema, que atraiu o vice-governador Matheus Simões para o PSD, buscando aglutinar forças de centro e direita, e o PSDB do deputado Aécio Neves.
Richard Romano, presidente do PCdoB-BH, diz que o partido avalia a pré-candidatura de Pacheco como positiva. “É uma grande oportunidade de construirmos uma frente ampla no estado que possa possibilitar ao Lula um palanque forte para a sua reeleição e ao mesmo tempo disputar com todas as condições de derrotar o campo conservador liderado pelo Zema há oito anos”, diz.
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Ele explica que, na disputa pelo governo mineiro, além de Cleitinho e do atual vice Governador Mateus Simões, o PDT definiu o nome do ex-prefeito Alexandre Kalil e o MDB colocou para apreciação o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo.
Romano diz que Pacheco estaria “animado” para disputar o governo e em negociações para migrar para o União Brasil. Na avaliação dele, a pulverização das candidaturas conservadoras pode abrir espaço para um segundo turno e favorecer maior unidade da centro-esquerda.
Perfil
Para o presidente estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro, o ex-presidente do Senado se apresenta como um nome capaz de dialogar com o presidente Lula e, ao mesmo tempo, de enfrentar a dupla Zema e Simões.
Segundo ele, Pacheco reúne características valorizadas por um estado que preza serenidade e resultado: perfil jurídico, postura institucional, capacidade de diálogo e experiência na articulação entre poderes.
“Como presidente do Senado, ganhou centralidade e visibilidade e aprendeu, na prática, a diferença entre ‘lacrar’ e construir maioria. Basta lembra que, de Brasília, articulando-se com a Assembleia Legislativa de Minas, Pacheco conduziu a adesão de Minas ao Programa de Pagamento da Dívida com a União, enquanto o governador do estado comia banana com casca e fazia os mineiros passarem vergonha nas redes sociais. Soma-se a isso um dado político relevante: suas movimentações partidárias reposicionam forças e podem redesenhar palanques”, avalia
O ex-deputado federal, que deve retomar o mandato este ano, diz que para acompanhar essa aliança entre Lula e Pacheco será fundamental eleger deputados estaduais e federais alinhados a um projeto de reconstrução e desenvolvimento.
“Hoje, a ala progressista, comprometida com os avanços do Brasil e de Minas, precisa crescer. É essa bancada que pode virar a ‘bateria nota 10’: a que dá ritmo às políticas públicas, fiscaliza com seriedade e vota com o povo, não com o privilégio”, diz Wadson no ritmo do Carnaval.
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