
Entre os dias 9 e 10 de novembro em Santa Marta, na Colômbia, acontece a IV Cúpula Celac-UE (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e a União Europeia). O presidente Lula confirmou a participação na reunião de autoridades que têm como objetivo, ao final, a assinatura da “Declaração de Santa Marta” e a definição do “Mapa do Caminho 2025-2027”, instrumentos que visam orientar prioridades para converter o diálogo birregional em ações concretas.
De acordo com o Palácio do Planalto, a discussão será centrada em uma ampla agenda global com as seguintes prioridades: comércio e investimentos; clima; meio ambiente; transição energética; segurança cidadã; combate ao crime organizado transnacional; segurança alimentar e nutricional; autossuficiência sanitária; inclusão social; educação e pesquisa; migração e mobilidade; relações culturais; e transição digital.
Entusiasta da integração latino-americana e principal fiador do acordo Mercosul-União Europeia, o presidente brasileiro faz questão de ir ao encontro, marcado entre a realização da Cúpula do Clima e o início da COP 30, ambas em Belém (PA).
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O ensejo é oportuno, uma vez que a Convenção sobre o clima da ONU já trouxe diversos líderes mundiais para a América do Sul. Apesar disso, ausências de peso devem se concretizar, como a da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do presidente da França, Emmanuel Macron, e do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
As ausências são atribuídas às recentes tensões que envolvem Colômbia e Venezuela com os Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem instigado conflitos com os países sul-americanos ao bombardear embarcações e ampliar sanções aos países.
Por parte do Brasil, o presidente Lula já afirmou que “só tem sentido a reunião da Celac, neste momento, se a gente for discutir essa questão dos navios de guerra americanos aqui nos mares da América Latina”.
Ele afirmou que conversou com Trump sobre o assunto, explicando ao norte-americano que o continente é uma área pacífica.
Dessa maneira, é esperado que alguma outra declaração no sentido de fortalecer o diálogo e a paz no continente seja decidida no âmbito do encontro na Colômbia.
Celac-UE
A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, criada em 2010, reúne 33 países com a intenção de promover o diálogo em temas que dizem respeito ao desenvolvimento dos signatários, sua proteção em diferentes níveis e também na transformação digital.
A Colômbia ocupa a presidência rotativa que será assumida pelo Uruguai em 2026. Em 2020, o então presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, retirou o país do grupo. Neste ano ele foi condenado a 27 anos de prisão.
Em 2023, após três anos de ausência, o retorno do presidente Lula também simbolizou a volta do país à Celac.
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A parceria entre o grupo e a União Europeia reúne 60 países que representam um bilhão de pessoas e 21% do PIB mundial.
De acordo com a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gisela Padovan, além da União Europeia, a Celac mantém proximidade com a China e diálogo permanente com a União Africana, o Conselho de Cooperação do Golfo, a Índia e a Turquia.
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