Notícias

Brasil faz ofensiva contra embargo europeu à carne brasileira

O Brasil foi retirado da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia, a partir de setembro. A decisão aconteceu no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia e a notícia foi recebida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil nesta terça-feira (12).

No momento, as exportações seguem normais. A expectativa do governo é acertar a situação antes que o embargo entre em vigor em setembro.

De acordo com a Comissão, o Brasil não oferece garantias quanto à utilização de antimicrobianos. Com isso, carnes e demais produtos de origem animal ficam vetados de entrar no bloco.

Os antimicrobianos servem para prevenir infecções e também são utilizados para o crescimento animal. A porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, indica que o Brasil pode voltar à lista de exportadores caso comprove a restrição do uso de antimicrobianos proibidos pela UE.

Leia mais: Acordo Mercosul-UE entra em vigor com tarifa zero para 5 mil produtos

Em nota conjunta, o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disseram que a notícia foi recebida com “surpresa” e garantiram que o governo “tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos.”

Nesse contexto, os ministérios indicam que o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já se articula com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.

Por fim, é destacado que o Brasil “é detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida”, sendo “o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.”

Ofensiva

Informações dão conta de que o presidente Lula já ordenou uma ofensiva diplomática e econômica para resolver o problema.

O presidente visa tirar da frente qualquer empecilho ao acordo Mercosul-União Europeia. A avaliação feita é de que o país já havia acertado as regras previstas pelo bloco, porém a exigência repentinamente aumentou. Os demais países do Mercosul continuam listados.

Assim, como o Brasil é o maior exportador de proteínas animais do mundo e o acordo entre os blocos sofreu forte pressão dos agropecuaristas europeus, existe o entendimento de que o setor continua a se mexer para melar o acordo.

Não por acaso, a nova restrição acontece apenas duas semanas depois que o acordo passou a valer, em 1º de maio. Dessa maneira, chama a atenção o momento em que surge a nova regulamentação sanitária, ainda que legítima.

O post Brasil faz ofensiva contra embargo europeu à carne brasileira apareceu primeiro em Vermelho.