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EUA retomam bombardeios contra o Irã e ampliam escalada da guerra

Os Estados Unidos retomaram na madrugada desta quinta-feira (30) os bombardeios contra o Irã, encerrando uma pausa de cinco dias na guerra de agressão imperialista iniciada em fevereiro. 

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a ofensiva de duas horas atingiu dezenas de instalações da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em resposta ao lançamento de mísseis iranianos contra forças americanas na Jordânia.

De acordo com o CENTCOM, foram atacados centros de comando militar, instalações de drones e estruturas ligadas às capacidades marítimas da Guarda Revolucionária. 

Em comunicado, o comando norte-americano afirmou que a operação buscou “reduzir ainda mais as ameaças” representadas pelo Irã e seus aliados às tropas dos EUA, à navegação comercial e aos países do Golfo.

A imprensa estatal iraniana informou que ao menos três pessoas morreram na ilha de Qeshm, no Golfo Pérsico, um dos locais atingidos pelos bombardeios. As autoridades iranianas ainda não divulgaram um balanço completo dos danos provocados pela ofensiva.

Mísseis contra a Jordânia

Os ataques norte-americanos ocorreram poucas horas depois de o Irã confirmar o lançamento de mísseis balísticos contra bases militares dos Estados Unidos na Jordânia. 

Segundo o CENTCOM, todos os projéteis foram interceptados. As Forças Armadas jordanianas afirmaram ter abatido cinco mísseis antes que atingissem o território do país.

A Guarda Revolucionária afirmou que os mísseis tinham como alvo a base aérea de Muwaffaq Salti e instalações do CENTCOM na Jordânia. Teerã sustenta que as bases norte-americanas na região são alvos legítimos enquanto forem utilizadas nas operações militares conduzidas pelos Estados Unidos contra o Irã.

Após a ofensiva iraniana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma resposta dura. 

Em entrevista à Fox News, afirmou que Washington “atingirá o Irã com força” e que Teerã receberá “uma dura lição”, embora tenha reiterado que continua interessado em uma solução negociada para o conflito.

Guerra se espalha pela região

A nova rodada de bombardeios ocorre em meio à rápida regionalização da guerra iniciada após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro.

Na quarta-feira (29), Estados Unidos e Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra bases das Forças de Mobilização Popular (PMF) no Iraque, na primeira participação oficialmente reconhecida de Riad em operações militares ao lado de Washington. 

O governo iraquiano condenou a ofensiva como uma “flagrante violação” de sua soberania.

Também na quarta-feira, um incêndio atingiu um terminal de armazenamento de gás no porto egípcio de Damietta, no Mediterrâneo. A empresa britânica de segurança marítima Ambrey afirmou que o fogo foi provocado por um drone que atingiu uma embarcação de armazenamento de gás pertencente a uma companhia dos Estados Unidos. 

O ministério do Petróleo do Egito confirmou o incêndio, mas não informou a causa, e a autoria do ataque permanece indefinida.

Os episódios na Jordânia, no Iraque e no Egito reforçam o avanço da guerra para novos países do Oriente Médio e elevam os riscos de uma escalada regional ainda maior.

Impasse em Ormuz

A escalada militar ocorre enquanto fracassam as tentativas de retomar um entendimento sobre o Estreito de Ormuz, principal ponto de tensão entre Washington e Teerã.

O governo iraniano rejeitou uma proposta apresentada por Omã, com apoio de outros países do Golfo, para administrar o tráfego marítimo na região mediante a cobrança de taxas voluntárias. Teerã insistiu que o estreito “não voltará à situação anterior à guerra” e reafirmou que qualquer embarcação dependerá de autorização iraniana para transitar pela via.

A Guarda Revolucionária informou ainda ter interceptado três petroleiros que navegavam por uma rota considerada não autorizada, reforçando a posição de que mantém controle sobre o estreito.

O impasse voltou a pressionar o mercado internacional de energia. Na quarta-feira, o petróleo Brent chegou a subir mais de 8%, ultrapassando novamente a marca de US$ 90 por barril, antes de recuar parcialmente nesta quinta-feira. O Estreito de Ormuz era responsável, antes da guerra, pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.

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