Se o cessar-fogo no Oriente Médio parece avançar, segundo o presidente Donald Trump, a realidade para fuzileiros navais dos Estados Unidos mobilizados na região – especialmente na operação de bloqueio do Irã – é bem diferente: o cotidiano a bordo dos navios estaria sendo marcado por falta de alimentos e produtos básicos de higiene, o que levou à imposição de racionamento obrigatório para os militares.
Famílias que falaram sob anonimato mostram fotos de bandejas de refeição consideradas escassas, que causam preocupação. É difícil acreditar que se trata da alimentação do exército mais poderoso do mundo.
O mesmo padrão se repete no porta-aviões USS Abraham Lincoln: um hambúrguer achatado, uma concha de feijão preto e um punhado de cenouras cozidas. Um militar escreveu à mãe há cerca de um mês que os estoques estavam muito baixos e que o moral das tropas nunca esteve tão ruim.
Falta de suprimentos e higiene
Também há escassez de produtos de higiene, como desodorantes, e medicamentos básicos. Famílias, preocupadas, querem compensar as falhas do fornecimento militar e enviar aspirina, pasta de dente, absorventes, barras de proteína e outros lanches.
Até o momento, o Pentágono não respondeu às perguntas da imprensa norte-americana sobre o assunto.
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Jornalistas norte-americanos relatam também que o serviço postal do país suspendeu indefinidamente as entregas a códigos postais militares dos Estados Unidos, após o início da guerra com o Irã.
Milhares de caixas enviadas a militares americanos no Oriente Médio estão presas em um limbo, relata uma longa reportagem do site do USA Today. A situação levou familiares de militares a montar pacotes com itens básicos e alimentos para ajudar seus parentes em missões prolongadas na região, enquanto as remessas ficam retidas.
Entrevistado pelo veículo, Dan F. disse que ficou alarmado quando sua filha, fuzileira naval a bordo do USS Tripoli – navio de guerra mobilizado na guerra com o Irã – enviou uma foto de uma refeição servida no navio. A bandeja de almoço, dois terços vazia, trazia uma pequena porção de carne desfiada e uma única tortilla dobrada.
Uma imagem de um jantar em meados de abril no USS Abraham Lincoln, compartilhada por outro militar norte-americano com a família, também foi considerada pouco apetitosa: um pequeno punhado de cenouras cozidas, um hambúrguer seco e um bloco acinzentado de carne processada.
Dan e outros familiares de militares temem que seus parentes, destacados para o Oriente Médio, estejam passando fome e passaram a montar caixas com itens que poderiam ajudar os soldados a enfrentar missões prolongadas na região, com doce caseiro, balas, livros de palavras cruzadas, baralhos, pasta de dente, biscoitos e meias limpas.

US IndoPac Com
Possíveis impactos de longo prazo
Os efeitos imediatos das carências incluem queda no moral da tripulação e horários irregulares de alimentação, mas problemas prolongados de abastecimento podem comprometer a eficácia operacional, analisa a reportagem sobre o mesmo tema do Times Now.
Historicamente, dificuldades logísticas persistentes em missões de alto risco enfraquecem a capacidade de sustentação das operações e o bem-estar das tropas.
Se não for resolvida, a situação pode reduzir a capacidade da Marinha dos Estados Unidos de manter sua atual presença marítima diante do Irã, ao mesmo tempo em que sustenta operações de interceptação em escala global.
O post Fuzileiros navais dos EUA no Oriente Médio reclamam de falta de comida e racionamento apareceu primeiro em Opera Mundi.
