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Governo federal amplia força-tarefa contra incêndios no Amazonas

O governo federal ampliou neste domingo (18) a operação de combate aos incêndios florestais e de enfrentamento aos efeitos da estiagem no Amazonas. Em reunião na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), órgãos federais e o governo estadual definiram o reforço das equipes em campo, da estrutura logística e das ações de fiscalização.

A nova etapa da mobilização ocorre uma semana após o primeiro encontro realizado na Suframa e amplia a atuação federal diante do avanço dos focos de incêndio e da fumaça que atinge diferentes regiões do estado.

Mais brigadistas e Força Nacional na linha de frente

Uma das principais medidas anunciadas é o reforço do contingente de brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que atuam diretamente no combate ao fogo.

As equipes receberão ainda o apoio de efetivos da Força Nacional de Segurança Pública, que serão deslocados para auxiliar as forças locais nas operações.

O governo também anunciou a mobilização das Forças Armadas. Aeronaves militares serão empregadas no transporte de tropas e equipes, no monitoramento técnico e no atendimento a áreas onde o acesso terrestre é mais difícil.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que as Forças Armadas terão participação ampliada na operação.

“As Forças Armadas vão entrar fortemente e o governo federal vai apoiar tudo o que for necessário”, disse.

Segundo o ministro, os recursos já disponibilizados poderão ser ampliados conforme a evolução da situação.

Representantes federais e do Governo do Amazonas alinharam medidas operacionais e de apoio logístico para o combate a focos de incêndio florestal e o enfrentamento dos impactos da estiagem na região. Foto: Isaac Júnior/Suframa

Frota de aeronaves chega a 16 equipamentos

A estrutura aérea também será reforçada. O governo federal confirmou o envio de mais cinco aeronaves, elevando de 11 para 16 o número de equipamentos disponibilizados para as operações no Amazonas.

Além do combate direto aos focos, as aeronaves das Forças Armadas poderão ser utilizadas para transportar efetivos, equipamentos e suprimentos e para monitorar áreas atingidas pelos incêndios.

Foram anunciados ainda R$ 14 milhões para ações emergenciais, incluindo assistência humanitária e contratação de aeronaves.

Defesa Civil reforça atendimento às comunidades

Outra frente definida na reunião é a atuação da Defesa Civil Federal na assistência humanitária às comunidades atingidas no interior do Amazonas.

A estratégia prevê o envio de equipamentos de proteção individual, bombas portáteis e outros suprimentos para as bases operacionais, além da integração das salas de situação responsáveis pelo acompanhamento dos incêndios e das condições climáticas.

A Suframa também colocou sua estrutura física e infraestrutura à disposição para apoiar a instalação das ações operacionais e administrativas da Defesa Civil Nacional no estado.

Fiscalização será integrada contra queimadas ilegais

A operação terá ainda uma frente de fiscalização e investigação. Órgãos federais e estaduais alinharam operações integradas para combater queimadas não autorizadas e desmatamentos ilegais.

A Polícia Federal deverá intensificar as ações relacionadas a incêndios criminosos, enquanto a Polícia Rodoviária Federal ampliará o patrulhamento de vias secundárias e dará apoio às fiscalizações do Ibama.

A integração busca aumentar a capacidade de identificação dos responsáveis pelos incêndios e impedir a continuidade de práticas ilegais associadas ao desmatamento e ao uso irregular do fogo.

SUS monitora efeitos da fumaça

Diante da crise provocada pela fumaça, o governo federal também reforçou o acompanhamento dos impactos sobre a saúde da população.

A estrutura do SUS no estado será monitorada para identificar o aumento da demanda por atendimento e eventuais necessidades de reposição de medicamentos e insumos nas unidades de saúde.

A medida amplia a operação para além do combate direto às chamas, incorporando a resposta aos efeitos da poluição atmosférica sobre as comunidades atingidas.

Onze pessoas são presas em Autazes

Durante reunião do Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, informou que 11 pessoas foram presas em Autazes, a cerca de 110 quilômetros de Manaus, sob suspeita de envolvimento em queimadas.

Autazes está entre os municípios mais afetados pelos incêndios na região metropolitana da capital. Careiro e Manaquiri também registram problemas relacionados às queimadas.

Segundo o governador, uma das características mais preocupantes da atual temporada é a proximidade dos focos em relação a Manaus.

A força-tarefa federal reúne os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; José Múcio, da Defesa; e Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, além do presidente do Ibama, Jair Schmitt, e representantes de outros órgãos federais e autoridades estaduais.

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