
O movimento palestino anunciou nesta sexta-feira (31) a aceitação de um acordo para encerrar as hostilidades na Faixa de Gaza e propôs o desarmamento progressivo dos grupos armados, além da retirada das forças militares israelenses do enclave.
Os termos negociados estabelecem que o Hamas e as demais organizações armadas entregarão seus arsenais a um organismo gestor formado por tecnocratas palestinos, sem transferência direta de armas para as forças de Israel. A supervisão do procedimento ficará sob responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), estrutura civil encarregada da gestão administrativa do território ao longo do período de transição.
Segundo as declarações de Ghazi Hamad, o exército israelense não exercerá interferência sobre o processo de entrega de armas, cabendo ao NCAG a responsabilidade pelo inventário e salvaguarda do material. O cronograma preliminar prevê um prazo de até 14 dias para a preparação das etapas iniciais do desarmamento, com possibilidade de prorrogação sujeita à aprovação de uma comissão internacional de verificação e das partes envolvidas.Retirada militar e segurança regional
A desocupação das tropas israelenses na Faixa de Gaza está atrelada ao cumprimento do cronograma de entrega das armas e ao avanço do plano de reconstrução da infraestrutura local. As diretrizes do Conselho da Paz indicam que a retirada do contingente militar ocorrerá à medida que as fases de desarmamento forem concluídas.
Para o período posterior ao conflito, prevê-se a atuação da Força Internacional de Estabilização (ISF), organismo em fase de estruturação sob supervisão do Conselho da Paz, que atuará em coordenação com uma nova força policial palestina no patrulhamento do território.
Garantias e cenários diplomáticos
O Hamas ressaltou a necessidade de Israel cumprir as obrigações previstas no pacto antes da execução total dos termos, com ênfase no encerramento da presença militar e no apoio à reconstrução das áreas atingidas. O grupo também reafirmou a manutenção de suas diretrizes políticas e a defesa dos direitos do povo palestino.
Até o fechamento desta reportagem, o governo de Israel não havia emitido declaração oficial conclusiva sobre o anúncio.
Fontes políticas israelenses ouvidas pela imprensa internacional indicaram ressalvas quanto às garantias para a desmilitarização completa exigida por Tel Aviv. As negociações contam com mediação de Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia, com novas reuniões agendadas no Cairo para a consolidação dos compromissos firmados.
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Em manifestação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o entendimento como um passo expressivo rumo à segurança no Oriente Médio. Paralelamente, o Conselho da Paz – estrutura criada pela administração norte-americana para acompanhar a governança na região – informou que o Hamas aceitou um cronograma de funcionamento detalhado para a implementação das próximas etapas do cessar-fogo.
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