
O governo iraniano afirmou nesta quarta-feira, 29 que suas Forças Armadas estão “com o dedo no gatilho”, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a pressionar Teerã a aceitar um acordo nuclear sob ameaça de um ataque “muito pior”.
“Nossas corajosas Forças Armadas estão preparadas — com o dedo no gatilho — para responder de forma imediata e poderosa a QUALQUER agressão contra nossa amada terra, ar e mar”, publicou o ministro das Relações Internacionais, Abbas Araghchi, nas redes sociais.
A declaração foi reação após Trump afirmar publicamente que o Irã deve “sentar à mesa” e aceitar um acordo nuclear sob os termos de Washington, advertindo que, em caso de recusa, os Estados Unidos estariam dispostos a lançar um novo ataque militar “muito pior” do que o realizado em junho do ano passado contra instalações iranianas.
Em publicações nas redes sociais, o presidente norte-americano voltou a mencionar o envio de uma “armada” naval à região como forma de pressão.
“Uma armada maciça está se dirigindo ao Irã. Ela está se movendo rapidamente, com grande poder, entusiasmo e propósito. Trata-se de uma frota maior, liderada pelo grande porta-aviões Abraham Lincoln, do que aquela enviada à Venezuela”, ameaçou Trump em suas redes sociais..
“O tempo está se esgotando, isso é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez antes, FAÇAM UM ACORDO! Eles não fizeram, e houve a ‘Operação Midnight Hammer’, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior!”, completou, em referência a ação em 2025 que atingiu instalações nucleares iranianas.
Ao mesmo tempo, Araghchi afirmou que Teerã não rejeita a via diplomática, desde que não seja imposta sob coerção militar. Segundo o chanceler, o Irã “sempre acolheu um ACORDO NUCLEAR mutuamente benéfico, justo e equitativo — em bases de igualdade e livre de coerção, ameaças e intimidação — que assegure os direitos do Irã à tecnologia nuclear PACÍFICA e garanta a AUSÊNCIA DE ARMAS NUCLEARES”.
Em resposta, o chanceler iraniano afirmou que Teerã não rejeita a via diplomática, desde que não seja imposta sob coerção militar. Segundo o chanceler, o Irã “sempre acolheu um ACORDO NUCLEAR mutuamente benéfico, justo e equitativo — em bases de igualdade e livre de coerção, ameaças e intimidação — que assegure os direitos do Irã à tecnologia nuclear PACÍFICA”.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, também reagiu e criticou a postura de Washington ao afirmar que “o que vimos até agora do presidente dos Estados Unidos indica que ele busca impor sua vontade, impor politicamente suas próprias visões; se essas visões não são aceitas, ele recorre à imposição da guerra”.
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