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Israel mantém proibição contra imprensa na cobertura das guerras patrocinadas pelo país

O governo israelense de Benjamin Netanyahu vem censurando a imprensa na cobertura de sua guerra, juntamente com os Estados Unidos, contra o Irã, ao restringir que veículos registrem a interceptação de mísseis, ataques e imagens de instalações estratégicas. 

O correspondente da RTVE em Jerusalém, Marc Campdelacreu, revelou que em 28 de fevereiro, quando Washington e Tel Aviv iniciaram a sua operação militar contra a nação persa, os jornalistas de todo o mundo receberam uma mensagem do governo israelense impondo “limites à cobertura jornalística”, uma diretriz que condiciona a cobertura da guerra.

De acordo com Campdelacreu, as regras impostas pela gestão de Netanyahu, já aplicadas em situações anteriores, vetam a transmissão ao vivo ou a publicação de imagens de sistemas de defesa aérea do regime sionista, como o Domo de Ferro, que intercepta mísseis e foguetes lançados do exterior. O principal objetivo da censura é impedir que adversários identifiquem a localização e a eficácia das baterias antiaéreas israelenses.

Há também um controle rigoroso envolvendo a divulgação de informações sobre os danos causados por mísseis. A exibição do local do impacto de um míssil, por exemplo, somente é permitida quando se tratam de prédios civis, enquanto vídeos em ou próximo de bases militares, instalações governamentais ou infraestrutura estratégica são proibidas.

O ministro da Segurança Nacional do regime sionista, Itamar Ben Gvir, anunciou uma política de “tolerância zero”, medida que proíbe demonstrações de apoio aos adversários de Israel. Ela resultou na prisão de dois jornalistas da CNN Türk recentemente, em 3 de março, em Tel Aviv, e também de equipes da imprensa em Haifa. Além disso, em 9 de março, o Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza informou que 261 jornalistas palestinos foram mortos no âmbito do genocídio promovido por Israel. 

Um exemplo recente do controle israelense à imprensa é quando o jornalista Masoud Salimi foi morto em 7 de março, em um ataque em Qom, no Irã. A morte foi registrada pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O caso foi usado silenciado pelo governo de Netanyahu.

(*) Com Telesur 

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