
O domingo (13) foi de mobilização pela reeleição de Lula em mais de 130 municípios, em uma jornada que atravessou ao menos 26 estados e terminou com uma conversa do presidente com militantes, comunicadores e ativistas. Batizado de “Dia 13 com Lula”, o movimento levou a campanha às ruas a 20 dias do primeiro turno.
Depois de um sábado de comício lotado em Curitiba, a jornada deste domingo colocou novamente a militância em campo. Em São Paulo, Brasília, Salvador, Manaus, Rio de Janeiro, Fortaleza, Teresina e dezenas de outras cidades, apoiadores defenderam a reeleição, a democracia, a soberania nacional, direitos sociais e o fim da escala 6×1.
À noite, Lula encerrou a jornada em uma live com militantes e comunicadores. A conversa teve como eixo os 20 dias restantes para a eleição e a necessidade de transformar a mobilização em ação política. “A gente tem 20 dias e duas coisas para ganhar: unidade de projeto e unidade de ação”, afirmou.
Leia também: “Dia 13 com Lula” leva mobilização pela reeleição às ruas do país
O confronto com a extrema direita
A fala deu continuidade ao tom adotado por Lula no comício de Curitiba. No sábado, o presidente voltou ao caso do INSS e ao Banco Master para confrontar a extrema direita, lembrando as investigações sobre a fraude contra aposentados e pensionistas e as relações entre o entorno de Vorcaro e integrantes da família Bolsonaro.
Na live, Lula retomou o assunto e afirmou que o governo desmontou o esquema no INSS, recuperou recursos e responsabilizou os envolvidos. A cobrança veio acompanhada de uma constatação: os resultados do governo precisam ser conhecidos pela militância e apresentados à população sem espaço para a desinformação.
Para Lula, os próximos 20 dias serão uma disputa direta entre os fatos e a desinformação. “Agora é fazer o jogo da verdade. Vamos disputar. Quem vai dizer a eleição é a verdade ou mentira”, afirmou.
Não se trata, para Lula, apenas de responder aos adversários. O presidente colocou a eleição no terreno do projeto de país, citando soberania, riquezas nacionais, desenvolvimento tecnológico, empregos e melhoria das condições de vida.
Segurança pública como projeto
A segurança pública ocupou uma parte importante da conversa. Lula defendeu a PEC da Segurança, com uma definição mais clara das atribuições de União, estados e municípios, e maior participação das prefeituras.
Também propôs uma ofensiva contra o crime organizado em toda a cadeia, alcançando tanto quem pratica os crimes quanto quem lucra com eles. O presidente citou ainda o Celular Seguro e a necessidade de enfrentar o roubo de aparelhos.
A proposta integra uma agenda mais ampla. Lula voltou a defender o fim da escala 6×1 e associou a redução da jornada a uma concepção de trabalho que não se resume ao salário: é preciso também ter tempo para a família e para a própria vida. Educação, emprego e combate à violência contra as mulheres aparecem no mesmo horizonte.
Da mobilização à disputa
A dimensão nacional do “Dia 13” ganhou continuidade na conversa com Lula. O presidente apresentou o Lula.com.br como espaço para reunir propostas e materiais e citou o Zap do Lula e o Porta-Voz como instrumentos de comunicação com a militância.
Lula reforçou que a disputa não pode ficar restrita às telas: precisa ganhar as ruas. O chamado é para que a mobilização nacional se transforme em força política nos 20 dias que antecedem o primeiro turno.
O post Lula aponta unidade de projeto e ação como caminho para a vitória apareceu primeiro em Vermelho.