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Maduro confirma criação de brigadas internacionais voluntárias contra ameaças dos EUA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou a criação das brigadas internacionais para defender a “independência, soberania e paz” nacionais em caso de agressão ou intervenção por parte dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, o governo de Donald Trump tem destacado suas forças armadas no Mar do Caribe, sob a alegação de que se trata de um mecanismo de combate contra o tráfico de drogas, uma narrativa rejeitada até pelos próprios congressistas republicanos.

O anúncio foi feito na última sexta-feira (24/10) durante uma visita à Comuna Turística Agroecológica El Gran Topo, em Colina Bella, em Caracas, como parte da cerimônia de encerramento da reunião da Plataforma Mundial Anti-Imperialista.

“Recebemos propostas de toda a América Latina e Caribe, Ásia, África e muitos outros lugares. Tenho visto vídeos nas redes sociais, de muitas pessoas, líderes sociais, dizendo que também estão alistados”, destacou o líder bolivariano, ao afirmar que Washington está desencadeando “uma nova guerra eterna”. Desta forma, as Brigadas Internacionais serão formadas por “homens e mulheres do mundo”, incluindo líderes sociais, juvenis e sindicais.

Maduro também classificou a justificativa dos EUA de “enlouquecida” sobre as agressões contra a Venezuela, explicando que, como Washington não consegue acusar sua nação de possuir armas de destruição em massa, como as nucleares, “eles inventam uma narrativa extravagante, vulgar, criminosa e totalmente falsa”.

O evento em Caracas, que contou com a presença de dezenas de convidados internacionais, foi coordenado pela presidente do Instituto Simón Bolívar para a Paz e a Solidariedade entre os Povos, Blanca Eekhout.

Maduro confirma criação de brigadas internacionais voluntárias contra ameaças dos EUA
Maduro anuncia Brigadas Internacionais no âmbito da cerimônia de encerramento da reunião da Plataforma Mundial Anti-Imperialista, em Caracas
Imprensa Presidencial

Desde o início de setembro, os EUA mobilizaram cerca de 10 mil soldados no Mar do Caribe, a maioria deles em bases em Porto Rico. Destacou também aproximadamente 2.2 mil fuzileiros navais, além de enviar um submarino com capacidade nuclear, caças F-35 e aeronaves com tecnologia de reconhecimento. As forças armadas norte-americanas já deixaram cerca de 10 embarcações de pesca destruídas e mais de 40 pessoas mortas.

O presidente venezuelano e, também o colombiano, Gustavo Petro, foram apontados infundadamente por Trump como líderes de organizações de tráfico de drogas. A acusação contra Petro, em particular, levou à deterioração das relações entre Bogotá e Washington.

Ao mesmo tempo em que anuncia as brigadas internacionais, o governo Maduro trabalha na mobilização de milicianos e reforça suas fronteiras para enfrentar qualquer tentativa dos EUA de entrar em seu território, em um plano denominado Independência 200. A Venezuela também solicitou o apoio do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, diante da ameaça norte-americana na região.

(*) Com RT en Español e Telesur

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