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“Nossos adversários não têm tamanho, nem biografia, nem proposta”, diz Lula

Em Campinas, a convenção estadual do PT (Partido dos Trabalhadores) lançou neste sábado (25) o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para a disputa do governo de São Paulo.

O candidato à vice na chapa será o ex-ministro e ex-governador Márcio França (PSB) e as candidatas ao Senado são as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

O ato contou com a participação do presidente Lula, que afirmou que os “adversários não têm tamanho, nem biografia, nem proposta”, e, por isso, podem recorrer à inteligência artificial (IA) para “tentar ludibriar a boa-fé do povo de São Paulo”.

Em seguida, acrescentou: “É importante repetir isso: os nossos adversários vão trabalhar muito nas redes digitais com inteligência artificial para inventar coisas que eles não fizeram, para inventar coisas que eles não são e para fazer promessas que eles jamais irão cumprir. Porque a base da sustentação da campanha deles é uma coisa chamada mentira.”

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O presidente também fez um alerta contra qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. “Que não venha, que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. (…) Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores.”

A declaração ocorre em meio a informações de que Donald Trump organiza o envio de funcionários do governo dos Estados Unidos ao Brasil para desacreditar o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas.

Ao defender a candidatura de Haddad ao governo de São Paulo, Lula afirmou que o petista reúne credenciais inéditas para comandar o estado. “São Paulo tem uma chance histórica: colocar o melhor ministro da Educação que esse país já teve para ser governador de São Paulo. Colocar o melhor ministro da Economia [Fazenda] que nós já tivemos.”

Ao discursar, Haddad criticou o desempenho da economia paulista e afirmou que São Paulo cresceu apenas 0,4% nos últimos 12 meses, ante 2% da média nacional e 5% do Rio de Janeiro. “Como é que um estado pode estar feliz crescendo um quarto do que cresce o país? Não é possível manter esse estado altivo, com esperança de um futuro melhor, com essa taxa de crescimento”, disse.

O candidato comparou a situação do estado ao cenário encontrado pelo Governo Lula em 2023 e afirmou que, em quatro anos, o país recuperou direitos sociais, reforçou investimentos em saúde e educação e alcançou a menor taxa de desemprego da série histórica. Segundo ele, São Paulo precisa passar pelo mesmo processo de reconstrução.

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