O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou nesta quinta-feira (23/04) uma mensagem defendendo a criação de uma Assembleia Constituinte, não para realizar uma nova carta magna, mas sim uma reforma ao texto vigente no país desde 1991.
Em postagem nas redes sociais, o mandatário, além de sustentar a medida, convocou uma mobilização em 1º de maio, em função do Dia do Trabalhador, na qual também se promoverá a campanha para reunir assinaturas suficientes em prol da criação da constituinte.
“No próximo 1º de maio, nós nos veremos nas ruas para proclamar o poder cidadão constituinte e reunir assinaturas que serão entregues ao Congresso no dia 20 de julho, em prol de uma Assembleia Nacional Constituinte”, afirmou o presidente colombiano.
Petro também esclareceu que, se instalada, a Constituinte atuará para “agregar novos artigos e atualizar o texto constitucional, permitindo a inclusão de mecanismos que têm sido bloqueados por aqueles que não querem o Estado Social de Direito na Colômbia”.
Além da Constituinte, Petro afirmou que a mobilização pelo Dia do Trabalhador servirá para pressionar o Banco Central (ente desvinculado do Poder Executivo, segundo a legislação local) a baixar a taxa de juros, que está atualmente na casa dos 11,25% ao ano.
Na mensagem, Petro menciona que um dos objetivos da constituinte é “a reforma das instituições económicas, para garantir uma política anti inflacionária em coerência com o crescimento econômico e o emprego no país”. Parte da imprensa local considerou que o trecho soou como uma alusão a que a desvinculação entre Banco Central e Executivo também seria reavaliada na possível reforma.
Campanha eleitoral
A convocação de Petro ocorre em meio a um contexto de campanha eleitoral presidencial na Colômbia, em disputa que escolherá justamente o sucessor do atual mandatário – que não concorre à reeleição.

Presidência da Colômbia
Segundo a pesquisa de opinião mais recente, publicada em 9 de abril pelo instituto Atlas Intel, o candidato de esquerda Iván Cepeda, membro da coalizão governista Pacto Histórico, lidera o cenário atual com 37,8% das intenções de voto.
Os dois candidatos que lutam pelo segundo lugar são representantes da extrema direita: Abelardo de la Espriella, que se apresenta ao país como o “Milei colombiano”, tem 27,2% das intenções, enquanto Paloma Valencia, ligada ao ex-presidente ultraconservador Álvaro Uribe (2002-2010), tem 22,9%.
O primeiro turno das eleições presidenciais colombianas acontecerá no dia 31 de maio. Caso nenhum candidato supere a marca de 50% dos votos válidos, e seja necessária a realização de um segundo turno, ele ocorrerá no dia 21 de junho.
(*) Com Telesur.
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