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Plenária debate o fortalecimento da Reforma Agrária no Pontal do Paranapanema (SP)

Foto: João Gabriel Menezes

Da Página do MST

Avançando nas estratégias para a consolidação da reforma agrária e da agricultura familiar no Pontal do Paranapanema, teve início nesta sexta-feira (28), no município de Euclides da Cunha Paulista, a Plenária Bill Coopercampo. O encontro reuniu cerca de 250 de assentados e assentadas, militantes dos movimentos sociais e autoridades do poder público federal para balizar as ações de fortalecimento da produção sustentável e da organização popular na região.

Foto: João Gabriel Menezes

A mesa de abertura institucional contou com a presença da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiavelli, e do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), César Aldrighi. Durante o ato, foram apresentados os avanços e balanços das políticas públicas do Governo Federal direcionadas aos assentamentos, com destaque para a ampliação dos programas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e a liberação de novas linhas de crédito fomentadas pelo INCRA.

Também foi destacada a parceria estratégica com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que visa conectar o conhecimento científico à prática cotidiana dos campos de produção agropecuária nas áreas de assentamento, potencializando a agroecologia e a eficiência produtiva dos camponeses.

Representando a organização popular, estiveram presentes Dete Pereira, da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e Zé Rainha, pela Frente Nacional de Lutas (FNL). O evento também marcou a apresentação oficial e a posse da nova diretoria da COOPERCAMPO, que assume a gestão da cooperativa com o desafio de expandir a comercialização dos frutos da luta pela terra.

Foto: João Gabriel Menezes

Para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a realização da plenária e o fortalecimento de instâncias como a COOPERCAMPO reforçam uma premissa fundamental: a democratização da terra é apenas o primeiro passo da reforma agrária. Historicamente, o MST defende que a cooperação agrícola e o cooperativismo popular são ferramentas indispensáveis para promover o desenvolvimento territorial real nas áreas conquistadas.

Foto: João Gabriel Menezes

Para Claudio de Lima, que assume a nova diretoria da cooperativa, “diferente do modelo individualista do agronegócio, a cooperação nas áreas de reforma agrária permite industrializar a produção, agregar valor aos alimentos, garantir escala de mercado e democratizar o acesso ao crédito e às tecnologias”.

Assim, mais do que uma estratégia econômica, o cooperativismo gestado pelos trabalhadores rurais fixa as famílias no campo com dignidade, gera emprego local para a juventude camponesa e transforma acampamentos e assentamentos em polos dinamizadores da economia dos municípios do interior, garantindo comida saudável na mesa da classe trabalhadora urbana e promovendo a soberania alimentar.

*Editado por Mariana Luccisano

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