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Prefeitura diz que todas as famílias das Ilhas que perderam suas casas estão cadastradas no Compra Assistida

Todas as famílias do bairro Arquipélago que perderam suas casas após a enchente de maio de 2024 já estão cadastradas no programa de Compra Assistida, do governo federal, segundo a Prefeitura de Porto Alegre. Ao todo, 2.540 famílias das Ilhas da Pintada, das Flores, Marinheiros, Pavão, Mauá e Casa da Pólvora estariam inscritas. 

Do total, 1.801 já tiveram o cadastro aprovado. Desse total, 820 foram convocadas para apresentar documentação, 455 assinaram contrato com a Caixa Econômica Federal e 526 tiveram acesso à nova moradia de até R$ 200mil. Este ano, a região das Ilhas foi novamente atingida com a cheia do Guaíba, com a água voltando a tomar as casas.

“As constantes chuvas nos apontam que a situação nas ilhas é ainda mais urgente ante tantas situações de urgência no acolhimento das famílias que estamos enfrentando. Junto à Secretaria Nacional de Habitação, estamos pedindo uma atenção especial às análises dos moradores do bairro para que o mais rapidamente possível tenhamos concluído este processo”, afirma o diretor do Departamento Municipal de Habitação, André Machado.

Em contato com o Sul21, o secretário para Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen, diz que não é possível confirmar os dados informados pela Prefeitura sobre a situação no bairro Arquipélago. “Não temos como averiguar por bairro ou localidade, só por cidades” comenta Hassen. 

O secretário informa que, em Porto Alegre, 5.842 unidades habitacionais foram aprovadas, com 3.928 famílias habilitadas pelo programa Compra Assistida. Dessas quase 4 mil famílias, 1.988 realizaram a contratação do imóvel. Entre os que não concluíram o processo, 455 estão em fase final de contratação, enquanto outros 886 pedidos estão em fase de engenharia, conformidade ou preenchimento. Os restantes, 599 famílias, não prosseguiram nas etapas do processo e são consideradas “Sem Ação”. Já foram movimentados R$ 785,6 milhões em recursos.

Em paralelo, a Prefeitura afirma que trabalha o Plano Urbanístico Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável do bairro Arquipélago. Coordenado pela Universidade de Tecnologia de Delft, da Holanda, o estudo inclui identificação de áreas de risco, zoneamento preliminar e diretrizes de reassentamento e de áreas em que é possível permanecer. Também estão em análise propostas de mitigação e de adaptação, recuperação e ocupação. Os primeiros resultados, devem aparecer em agosto.

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