O Partido dos Trabalhadores de São Paulo (PT-SP) manifesta sua profunda indignação e repúdio ao modelo de segurança pública baseado no confronto de alta letalidade, que culminou recentemente em uma das operações mais sangrentas da história do Rio de Janeiro.
O PT-SP repudia a visão de segurança pública que privilegia operações armadas em comunidades densamente habitadas sob o pretexto de desmantelar o crime organizado. Essa modalidade de intervenção policial gera mortes de policiais e civis sem relação com as facções, desorganiza a vida social com interrupção dos serviços de saúde, das atividades escolares e do acesso ao transporte.
Depois de muitos anos e dezenas de operações desse tipo no Rio de Janeiro e em São Paulo, não há indício algum de redução da presença do crime organizado. Pelo contrário, essas organizações se mantêm ativas nos mesmos territórios, ampliaram seus domínios e diversificaram suas ações criminosas — prova inequívoca de que se trata de uma política fracassada e cruel.
O que assistimos na gestão do Governador Cláudio Castro não é combate ao crime, mas sim um fracasso absoluto a um altíssimo custo humano. Enquanto vidas são perdidas — civis, muitos inocentes, e agentes de segurança — os principais chefes do crime organizado sequer são atingidos, e a estrutura financeira das facções permanece intacta.
O Contraste de Modelos: Confronto Letal vs. Inteligência Financeira
Este modelo de extermínio e violência escancarada contrasta dramaticamente com o caminho da inteligência adotado pelo Governo Federal e seus órgãos parceiros, evidenciado na Operação Carbono Oculto.
Enquanto o Rio de Janeiro promove violência e mortes dentro das comunidades, a Carbono Oculto ataca a verdadeira força do crime organizado: o seu poder econômico. Liderada pela Polícia Federal e pela Receita Federal, a operação desvendou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com ramificações na Avenida Faria Lima.
O modelo do Rio resulta em mais de uma centena de mortes, mas falha em desmantelar o crime. O modelo da Carbono Oculto, em São Paulo, foca na asfixia financeira e na inteligência, mirando os operadores de elite do crime organizado. É a prova de que a repressão qualificada, sem o derramamento de sangue do povo pobre, é o caminho mais eficaz.
A Ofensiva Política da Direita
Reconhecemos nesta escalada de violência uma articulação política que serve a três propósitos fundamentais:
O PT-SP se une ao Governo Lula na defesa de um modelo de segurança que combina o investimento social (saúde, educação e distribuição de renda) com a repressão qualificada e inteligente.
Nossas Propostas para a Sociedade
É inadmissível que os mesmos setores políticos que defendem esta política de violência e repressão falida sejam aqueles que se opõem à taxação de grandes fortunas, banqueiros, bilionários e o setor de bets. É urgente fazer a conexão: a ausência de justiça fiscal fomenta a desigualdade, que é a matéria-prima da violência social.
O PT-SP orienta suas bancadas de vereadores e parlamentares a denunciar o baixo índice de esclarecimento de homicídios e a manutenção dos altos índices de criminalidade na gestão Tarcísio de Freitas em São Paulo, expondo o fracasso do modelo da direita também em nosso estado.
Acreditamos na inteligência, na justiça social e no Estado de Direito. O modelo de chacina e extermínio é um desserviço à Nação e à democracia brasileira — e deve ser prontamente combatido e substituído por uma política pública baseada em direitos, prevenção e inteligência.
Nota Pública Oficial do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de São Paulo (PT-SP)
Mais informações:
Nota da Secretaria de Combate ao Racismo do PT Nacional: