Nesta sexta-feira (01/05), em mais uma jornada pelo Dia do Trabalhador, ruas e avenidas estão lotadas de trabalhadores que voltam a marcar a data pedindo melhores condições de trabalho, reajustes salariais e redução da jornada. Em Cuba, a população marcha pela paz, rejeitando o bloqueio imposto pelos Estados Unidos e as ameaças imperialistas que enfrenta.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, liderou a manifestação na Praça da Revolução, em Havana, gritando “Viva Cuba livre!”, com a participação do ex-mandatário do Conselho de Estado da República de Cuba, que também se juntou aos cubanos nesta sexta-feira (01/05).
Estados Unidos têm foco em bilionários e política migratória
Nos Estados Unidos, o Dia do Trabalhador não é feriado federal, mas levou à formação de uma coalizão de ativistas e sindicatos que incentivaram as pessoas a protestarem sob a bandeira “trabalhadores acima dos bilionários”, convocando um apagão econômico com a frase “sem aulas, sem trabalho, sem compras”.
Segundo o jornal The Guardian, as ações reuniram milhares de pessoas sob a coalizão May Day Strong, que reúne mais de 3,5 mil organizações, incluindo sindicatos e entidades de defesa de imigrantes.
Chile tem protestos por melhores condições salariais e benefícios
Segundo a CNN, uma marcha organizada pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT) exigiu aumentos salariais, melhores condições no sistema de saúde e reformas fiscais.
De acordo com o periódico, os organizadores pedem um aumento dos atuais 460 mil pesos chilenos (R$ 2.488) para 603 mil pesos (R$ 3.262), antes do encerramento do governo do presidente chileno Gabriel Boric.
Além disso, houve uma manifestação convocada pela Central Clasista de Trabajadores, na qual canhões de água foram utilizados enquanto manifestantes atiravam objetos contra veículos policiais.
Coreia do Sul celebra primeiro feriado oficial do Dia do Trabalhador
Na Coreia do Sul, a Confederação Coreana dos Sindicatos realizou manifestações em apoio aos trabalhadores que possuem contratos temporários e aos freelancers que ainda não têm seus direitos trabalhistas plenamente garantidos.
Este é o primeiro ano em que os trabalhadores do setor privado recebem folga no Dia do Trabalhador, já que a Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou em março uma nova lei que institui a data como feriado nacional, garantindo o direito ao descanso.

Presidência de Cuba
Em Gaza, a guerra impede até mesmo a realização de protestos
Segundo a Al Jazeera, trabalhadores foram obrigados a cancelar atos na região em meio a uma crise econômica agravada pelo conflito, descrito por fontes como genocídio atribuído a Israel.
A Federação Geral Palestina de Sindicatos estima que cerca de 550 mil pessoas estejam sem renda entre Gaza e a Cisjordânia. O quadro evidencia uma realidade extrema: em vez de protestos, prevalece a impossibilidade de trabalhar e de garantir condições mínimas de vida.
Diferentes países europeus registraram atos e manifestações no 1º de Maio
Na França, sindicatos organizaram atos em Paris e outras cidades sob o lema “pão, paz e liberdade”, conectando o aumento do custo de vida a conflitos internacionais e criticando propostas de flexibilização trabalhista. Na capital, houve relatos de repressão policial durante os protestos.
Na Turquia, a data também foi marcada por confrontos. De acordo com a teleSUR, cerca de 360 pessoas foram detidas ao tentarem chegar à Praça Taksim, em Istambul, ponto histórico do movimento operário. A polícia utilizou gás lacrimogêneo, realizou detenções em massa e bloqueou acessos à área.
Na Bósnia, trabalhadores marcharam pela reabertura da siderúrgica de Zenica. Segundo a Reuters, o fechamento da unidade ameaça milhares de empregos e simboliza a crise da indústria pesada no país.
Na Itália, houve protestos contra a precarização do trabalho, em reação a medidas do governo voltadas ao aumento das taxas de emprego, criticadas pela oposição. Já em Portugal, sindicatos seguem resistindo a mudanças na legislação trabalhista que ampliam horas extras e reduzem direitos, após meses de negociações sem acordo.
Com informações de Brasil de Fato.
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