O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que Israel pode tentar designar a sua nação como um novo alvo após o Irã, já que o regime sionista “não pode viver sem um inimigo”. A declaração foi dada em entrevista à agência estatal Anadolu, divulgada na segunda-feira (13/04), durante a qual acrescentou que Teerã e Washington continuam “sinceros” quanto a alcançar um cessar-fogo, apesar de não terem chegado a um acordo nas negociações mediadas pelo Paquistão no fim de semana.
“Depois do Irã, Israel não pode viver sem um inimigo”, disse Fidan. “Vemos que não apenas a administração de Netanyahu, mas também algumas figuras da oposição — embora não todas — estão buscando declarar a Turquia como o novo inimigo […] é um novo desenvolvimento em Israel se tornando uma estratégia estadual”.
Não é a primeira vez que altos funcionários turcos sugerem essa hipótese, já que em 2024, o presidente Recep Tayyip Erdogan afirmou que Israel eventualmente “voltaria seus olhos” para a sua nação se conseguisse derrotar o Hamas na Palestina.

Wikimedia Commons/President of Russia
A disputa entre a Turquia e Israel se intensificou em outubro de 2023, no âmbito da intensificação do genocídio em Gaza. Erdogan tem sido um dos líderes globais mais críticos de Israel, acusando o país de genocídio e crimes de guerra, além de expressar apoio aos mandados de prisão emitidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra líderanças israelenses.
A disputa entrou em uma nova fase neste fim de semana após Erdogan alertar seu homólogo norte-americano Donald Trump sobre “possíveis provocações e sabotagem” que poderiam colocar em risco um acordo inicial de cessar-fogo na guerra contra o Irã. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu prometeu no sábado (11/04) que Israel continuaria atacando Teerã, destacando que a campanha “não havia acabado”.
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