
Em comício lotado neste sábado (22) no Estádio do Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso com a segurança pública, a defesa nacional e a educação.
O ato contou com as participações dos candidatos ao governo, Eduardo Paes (PSD) e ao Senado, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), além de lideranças políticas e sociais.
Em seu discurso, o presidente disse que vai trabalhar para retirar a criminalidade dos territórios hoje dominados por organizações do tráfico e milícias. A região é uma das que mais sofrem com essa ocupação na capital fluminense.
“Na Constituição de 1988, tiramos o papel do governo federal na segurança pública porque o regime militar estava há 23 anos mandando na segurança e resolvemos transferi-la para os estados. Então, hoje, a União tem um papel muito fraco”, lembrou Lula.
O presidente confirmou que quando o Senado aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública — enviada pelo governo e aprovada na Câmara — ele criará o Ministério da Segurança Pública, fortalecendo a atuação federal. “Vamos tirar os bandidos dos territórios e vamos devolver os territórios ao povo do Rio de Janeiro”, disse Lula. Ele também agradeceu ao trabalho que o governador interino, Ricardo Couto, vem fazendo nessa área.
No campo da defesa, Lula destacou: “Vou investir em defesa e a gente vai ter uma indústria forte. A gente não quer guerra, mas a gente quer dizer: ‘não se meta com a gente porque a melhor arma que a gente tem é o orgulho do povo brasileiro’. Queremos apenas respeito, e para termos respeito, as pessoas têm que saber que a gente está bem preparado”.
Mais educação

Outro ponto de destaque no discurso foi a defesa da educação como ferramenta de desenvolvimento social e a preparação dos jovens para os novos desafios tecnológicos. “Nós vamos colocar escola de tempo integral em todas as escolas públicas do País. As crianças ficarão o dia todo na escola para dar tranquilidade às mães e aos pais que vão trabalhar”.
Lula também salientou que continuará investindo nos Institutos Federais e universidades e criticou governos anteriores que não priorizaram a educação. “Este país já teve tanta gente diplomada no Ministério da Educação, na presidência da República, por que não fizeram? É porque na cabeça deles, pobre não tem que estudar, tem que trabalhar; negro não tem que estudar, tem que trabalhar; indígena não tem que estudar, tem que trabalhar. E a diferença é que na minha cabeça, pobre, negro, indígena têm que estudar sim”.
O presidente enfatizou: “não quero tirar nada de ninguém, apenas dar igualdade de oportunidade. Quero que a filha da empregada possa ter a mesma qualidade de estudo e vaga na universidade que o filho da patroa”.
Ao falar da educação, Lula também citou a exploração soberana das terras raras e minerais críticos pelo Brasil. “Sou brasileiro e quero as coisas para o nosso país. Quem quiser construir em parceria conosco, venha. Vou formar os nossos filhos, os filhos de vocês, os netos de vocês porque eles terão de se preparar para dizer: ‘essa riqueza é nossa’. E essa riqueza vai ser o passaporte do futuro da sociedade brasileira. Que os nossos filhos e netos tenham o que não conseguimos ter, que vivam e estudem melhor do que nós”.
Lula também defendeu uma “revolução energética no País” e o desenvolvimento de inteligência artificial brasileira. Neste ponto, criticou indiretamente Flávio Bolsonaro (PL). “Nesta campanha, vai ter muita inteligência artificial, porque o lado de lá não sabe dizer a verdade, só sabe mentir”, afirmou.
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