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Infância e Adolescência


  A infância e a adolescência são períodos cruciais para o desenvolvimento humano. As políticas públicas que afetam as faixas etárias do zero aos 17 anos são fundamentais para garantir um futuro próspero e seguro para nossa sociedade. Em Ribeirão Preto, é essencial focar em estratégias que promovam o bem-estar, a segurança e o desenvolvimento integral de crianças
e adolescentes, com prioridade absoluta.

As políticas públicas que envolvem a infância e adolescência devem ser intersetoriais, abrangendo segurança pública, saúde, educação, assistência social, profissionalização, cultura, esporte, previdência social, entre outras áreas. 

Estima-se que em Ribeirão Preto cerca de 22% da população esteja entre zero e 17 anos, sendo quase 8% da população geral na primeira infância. Essa é a geração do futuro de nossa cidade; por este motivo, seus direitos são garantidos por lei federal (ECA) e a sua prioridade é absoluta.
Investir na primeira infância é crucial para o desenvolvimento pleno das crianças e para o futuro da sociedade. Estudos mostram que os primeiros anos de vida são fundamentais para a formação do cérebro, o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, e a prevenção de problemas futuros.

A política para a primeira infância em Ribeirão Preto apresenta desafios significativos, como a falta de vagas em creches e pré-escolas no período integral, desigualdade no acesso a serviços de qualidade, necessidade de maior investimento na formação de profissionais e impactos da pandemia de COVID-19 no desenvolvimento infantil.


Propostas


  • Criar o Centro de Atendimento Integrado para crianças e adolescentes vítimas de violência e/ou abuso sexual, devendo funcionar como um espaço de acolhimento e atendimento integral e evitar a revitimização (a escuta especializada será uma prioridade e realizada por profissionais treinados); deverá realizar os encaminhamentos necessários, tais como boletins de ocorrência, exames médicos e atendimento socioassistencial, devendo estar localizado próximo à delegacia especializada para casos de violência contra crianças e adolescentes, com atendimento rápido e eficaz


  • Apoiar a criação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, localizada junto ou próxima ao Centro de Atendimento Integrado, com policiais treinados para realizar escuta especializada e depoimento especial, garantindo os cuidados necessários para o bem-estar de crianças e adolescentes, assim como preservar a adequada coleta de vestígios; sua finalidade é propiciar ambiente acolhedor, seguro e livre de constrangimentos

  • Criar programas territoriais que garantam convívio familiar e comunitário, educação, saúde, esporte, lazer e cultura, em colaboração com a comunidade local, promovendo atividades esportivas e culturais que incentivem o desenvolvimento social e emocional das crianças e adolescentes, em conexão com o Programa "Escola Aberta", nos finais de semana e férias, para incentivar a participação das famílias na vida escolar e o pertencimento territorial e escolar das crianças e adolescentes, fortalecendo os laços comunitários e aumentando o engajamento dos pais

  • Criar programas de aprendizagem e profissionalização para adolescentes na idade certa, com oportunidades de desenvolvimento profissional e pessoal, com parcerias com empresas e organizações para facilitar a inserção no mercado de trabalho e apoiar medidas para erradicar o trabalho infantil


  • Criar quatro novos conselhos tutelares para desafogar o serviço atual e garantir atendimento ágil e eficiente, seguindo a recomendação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) de um conselho tutelar para cada 100 mil habitantes


  • Criar programa para combater e reduzir casos de evasão, bullying e violência no ambiente escolar com a contratação de assistentes sociais e psicólogos, profissionais essenciais em programas de permanência escolar e suporte psicossocial aos alunos


  • Ampliar o acesso a creches e pré-escolas para garantir que 100% da demanda para vagas nesses locais seja atendida, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social, inclusive com creches em período integral

  • Investir na formação continuada de profissionais que atuam na Educação, principalmente na Infantil, como também de todos que atuam no sistema de garantia de direitos 




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